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Educação Física Professor Rodolfo




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A ergometria e a ergoespirometria, como método de avaliação da capacidade física, contribuem para definir a intensidade do exercício mais adequada à capacidade física do indivíduo e embasar a progressão do exercício ao longo do treinamento.

A diferença básica da aplicação desses métodos diagnósticos na prescrição de exercício físico está no fornecimento de uma avaliação mais precisa. A ergoespirometria, além de possibilitar a medida direta do consumo de oxigênio de pico, permite a determinação do limiar aeróbio e do ponto de descompensação respiratória, que são extremamente importantes na prescrição do treinamento físico para o corredor.

No caso da ergometria, o consumo de oxigênio de pico é calculado e não medido, enquanto o limiar aeróbio e o ponto de descompensação respiratória não podem ser determinados. Portanto, a falta de uma avaliação ergoespirométrica não é impeditiva, mas, sem dúvida, restritiva na programação de treinamento físico para os corredores.

Em geral o exercício físico que comprovadamente promove prevenção e melhora do condicionamento físico são os exercícios aeróbios que envolvem grandes massas musculares, movimentadas de forma cíclica, de baixa a moderada intensidade, realizada com frequência de três a cinco vezes por semana, por um período de tempo mais longo, entre 30-60 minutos.

A avaliação funcional pela ergoespirometria deve ser o método de escolha. No entanto, isso não impede que a prescrição de treinamento para o corredor seja realizada com o teste de esforço convencional, utilizando-se a medida direta de frequência cardíaca, registrada pelo eletrocardiograma no repouso e no pico do exercício, a partir de cálculos indiretos ou de fórmulas.

Muitos são os métodos diagnósticos para investigação e estratificação de risco de eventos, sendo a história, o exame físico e o eletrocardiograma responsáveis por praticamente 50% das hipóteses diagnósticas corretas. Todo corredor com mais de 35 anos de idade ou que tenha apresentado algum evento durante o treinamento físico deve ser submetido a investigação de isquemia e problemas cardíacos. O teste ergométrico, a cintilografia miocárdica e, nos casos necessários, a cinecoronariografia devem ser indicados.

A prevenção é o único tratamento dos eventos durante os treinos. Em muitos casos há sintomas premonitórios como a síncope, palpitações e dor torácica. A história familiar de eventos em jovens corredores e anormalidades clínicas e eltrocardiográficas impõe investigação rigorosa. Com isso, podemos concluir a importância destes exames prévios nos corredores, com o intuito de acidentes nos treinos e competições.


Professor Newton Nunes - www.areadetreino.com.br
Professor pelo Instituto do Coração de SP desde 1994. Especialista em Reabilitação Cardiovascular pelo InCor. Mestrado e Doutorado em Educação Física na USP.
 
Quem abomina a prática de atividade física deve estar vibrando com um anúncio de cientistas das universidades da Dinamarca e Austrália. Eles estariam próximos da criação de uma pílula que simula os efeitos do exercício no corpo humano. Isso porque as pesquisas realizadas os levaram a descoberta do que acontece dentro dos músculos no nível molecular quando são exercitados.

O projeto da pílula do exercício físico é uma criação conjunta do Departamento de Fisiologia Molecular da Universidade de Copenhague, da Dinamarca e do Centre de Sidney, da Austrália.

Embora já esteja provocando polêmica, o objetivo da pílula do dia seguinte não é facilitar a vida dos sedentários e sim ajudar obesos mórbidos e inválidos. No entanto, especialistas estão preocupados que cresçam o número de sedentários, que sem a pílula do exercício já é preocupante.

Se por um lado especialistas garantem que o corpo humano não possui DNA programado para a imobilidade, os pesquisadores descobriram mais de mil reações dos músculos expostos à atividade física. A técnica utilizada foi a denominada espectrometria de massas, que identifica moléculas. Foram avaliadas biópsias moleculares de quatro homens saudáveis antes e depois de 10 minutos de prática de intensos exercícios.

A Universidade de Sydney emitiu uma nota afirmando que a descoberta levará a divulgação de outros mecanismos biológicos ligados ao exercício físico e futuras pesquisas fisiológicas.

É esperar para ver. Enquanto isso o melhor mesmo é fazer da prática de atividade física um hábito regular. O organismo agradece.



Qual seria a justificativa para termos Educação Física em todas as séries de escolaridade? Sei que a maioria dos professores é capaz de dar justificativas, algumas boas, outras nem tanto, como eu também. Mas a questão continua porque até hoje a inclusão da Educação Física não está justificada na legislação, nem no seio da profissão, nem no bojo da estrutura educacional e nem perante a sociedade.  Isto desestrutura a profissão e a expõe a improvisações. Acredito que isto não seja exclusividade da Educação Física mas de muitas disciplinas.

A legislação atual nos oferece o modelo de iniciação esportiva. Ora isto não é justificativa educacional. Se o propósito da educação é a de formar indivíduos e cidadãos íntegros não podemos ter, como argumento para nossa profissão de incentivar a formação de atletas. Ser atleta não é tão importante assim  para a vida para que isto seja objetivo educacional central. Na verdade esta legislação foi-nos imposta pelos militares porque estavam descontentes com o desempenho do Brasil nas competições internacionais. Impuseram assim esta lei que, além de mal redigida, não produziu nenhum efeito pretendido. Nem educacional nem nas competições internacionais.

A falta desta justificativa impede uma série de medidas. Dar Educação Física deve ser necessário para que se consiga cumprir os objetivos educacionais que a escola persegue. Sabemos, da educação, que a escola procura educar jovens para que se tornem indivíduos sãos, capazes, críticos e autônomos, bons cidadãos, interessados e partícipes na sociedade em que vivem, inclusive para quererem modificá-la se acharem isto necessário. Seria uma forma simples em linguagem simples de enunciar os objetivos da educação. A justificativa da Educação Física teria que se enquadrar nos objetivos da educação.

Certamente fazer os jovens melhores atletas internacionais não cabe dentro destes objetivos educacionais como objetivo maior. Se coubesse saberíamos que os que não fossem bons atletas não seriam bons cidadãos.  Se a legislação não é coerente então que Educação Física damos nas escolas? Como justificá-la?

Acredito que o caminho da resposta esteja em outra pergunta: o que a Educação Física pode fazer para ajudar os jovens a serem melhores indivíduos e cidadãos? Na sociedade de hoje sabemos que a performance física não é mais importante em si, mas sim a qualidade de vida. Sabemos, por outro lado, que o sedentarismo é prejudicial aos indivíduos. Teríamos então uma Educação Física voltada para combater o sedentarismo, para a aquisição de hábitos de atividade física. Mas seria uma atividade física voltada para os aspectos de saúde e bem estar, não para a performance física. Mas além disto o que pode a Educação Física dar e ajudar na formação de indivíduos e cidadãos que as outras disciplinas não podem (pelo menos sozinhas ou com a mesma eficiência)?

Deve também estar claro que temos uma faixa enorme de alunos na faixa dos que lutam pela sobrevivência, prisioneiros que são da pobreza e miséria. Não podemos aceitar iniciação esportiva e/ou melhora da performance como objetivos principais da Educação Física para esta clientela. Que objetivos deverá então ter a Educação Física para estes alunos?

Talvez a maior riqueza da Educação Física em relação às outras disciplinas está em que ela não é tão dependente em passar conhecimentos. As outras disciplinas estão inteiramente vinculadas ao conhecimento. Conhecimentos que, argumenta-se, são necessários para uma vida melhor, como saber fazer contas, saber se comunicar, entender a história, etc.. Há também uma seriação nestes conhecimentos. Aprende-se a contar, depois as quatro operações, depois outras manipulações numéricas. Isto ocorre em todas as disciplinas, sempre em torno de conhecimento.

Esta seriação justifica (em termos) o uso da reprovação. Um aluno não pode aprender equação do primeiro grau antes de aprender as quatro operações e assim por diante.

A Educação Física não tem esta característica, nem de conhecimento nem de uma seriação definida. Tanto que há uma enorme liberdade na escolha do que se vai oferecer. Não há, por exemplo, nenhum motivo para que se dê voleibol antes de basquete, ou basquete depois de futebol. Mais do que isto, não há nenhum motivo para que se dê qualquer uma atividade específica. As atividades são meio e não fim em si. Nenhuma delas é  pré-requisito para as demais. Saber dar saque de voleibol, ou saber fazer um passe no basquete ou dar chute no futebol são pré-requisitos para nada. Muito menos para passar de ano.

Repare que não há conteúdo obrigatório na nossa disciplina, há total liberdade na escolha nas atividades que serão oferecidas aos alunos. As escolas, bem ou mal, dão o mesmo conteúdo em todas as disciplinas, exceto em Educação Física (o que faz sentido).

A conclusão que tiro dai é que estes ensinamentos de gestos  não são importantes em si mesmos. Na verdade, repito,  a atividade é um meio, não é um fim. Ela é meio para combater o sedentarismo, mas saber dar saque ou saber dar um arremesso não pode ser tão importante para todos os indivíduos e cidadãos de uma sociedade. Ser sedentário, ao contrário, é algo em detrimento de qualquer indivíduo e  cidadão, que sofrerá limitações por isto. O importante é que se faça atividade física, mas não necessariamente esta ou aquela atividade.

Tomaz L. Ribeiro

Bike

A gente já sabia mas é sempre bom reforçar uma coisa boa quando é comprovada por um estudo. Um estudo com 45 mil dinamarqueses entre de 50 a 65 anos que foi publicado periódico Circulation, da Associação Americana do Coração, descobriu que as pessoas que usam a bicicleta para se deslocar de casa para o trabalho, ou por pura recreação, tem um risco de 11% a 18% menor de sofrer ataques cardíacos. E veja: apenas meia hora de pedaladas por semana já resguardam o coração.
Estima-se que durante os 20 anos de duração da pesquisa,  cerca de 7% dos infartos poderiam ter sido evitados com o uso regular da magrela.
Embora os cientistas sejam cautelosos e afirmem que não dá para cravar com certeza esse benefício do ciclismo urbano, outros levantamentos seguem a mesma direção. Por exemplo: em um artigo que também foi divulgado em um periódico da Associação Americana do Coração, 20 mil suecos de 40 a 60 anos foram acompanhados durante uma década. Resultado: os ciclistas possuíam uma probabilidade 15% menor de serem obesos, 13% menor de sofrerem com pressão alta, 15% menor de apresentar colesterol alto e 12% menor de desenvolver diabete.
Motivos de sobra para não ficar parado no sofá, né não?

Listamos os cinco treinos cardiorrespiratórios mais eficientes para que você chegue ao seu objetivo, seja ele redução de gordura corporal ou aumento do condicionamento físico.
cardio
Sabe o que a corrida, a bike indoor, treino intervalado de alta intensidade, Crossfit e Muay Thai têm em comum? Todos são treinos cardiorrespiratórios, capazes de melhorar a circulação e o aproveitamento do oxigênio pelos músculos ativados durante a execução dos exercícios. Todos esses programas respeitam a individualidade e aptidão física de cada praticante, dessa forma, cada um pode evoluir no seu ritmo. A seguir, saiba mais sobre esses treinamentos e como cada um deles pode ajudar a atingir seus objetivos.
Corrida
É o carro chefe para quem precisa melhorar sua condição cardiorrespiratória e, de quebra, eliminar aquela gordurinha indesejada. A corrida provoca o aumento do metabolismo, isso faz com que o corpo queime calórias tanto durante, quanto depois da atividade.
Bike indoor
Em aulas de ciclismo indoor, onde são feitas simulações de diversos tipos de terrenos (montanha, terreno plano, contra-relógio, etc), o gasto calórico é quase tão alto quanto na corrida. A grande vantagem desse treino é que, mesmo sem uma boa coordenação motora, o praticante conseguirá aproveitar o treino, embalado por uma boa música e um professor que motiva toda a turma.
HIIT (High-Intensity Interval Training)
É um treinamento que utiliza alguns exercícios e movimentações de vários esportes, além do treinamento funcional. O treino HIIT foi baseado em um estudo feito em 1996 pelo professor Izumi Tabata. O Objetivo da atividade é trabalhar com exercícios de alta intensidade, seguidos por um curto intervalo de recuperação.
Crossfit
Este é um treinamento de força e condicionamento físico geral baseado em movimentos funcionais, executados em alta intensidade, onde o praticante ganha condicionamento metabólico/aeróbico. O Crossfit busca desenvolver e melhorar todas as nossas capacidade físicas, dentre elas: resistência cardiovascular (respiratória) e muscular, força, flexibilidade, precisão, potência, agilidade, equilíbrio, coordenação e velocidade.
Muay Thai
Programa onde o aluno treina socos, cotoveladas, joelhadas e chutes e alcança um bom condicionamento físico e redução no percentual de gordura. O Muay Também é um treino dinâmico, onde o praticante sempre aprende novas técnicas e se mantém motivado.
via o2 por minuto

Idosos fisicamente ativos procuram menos médicos, diz estudo
Os idosos que praticam exercícios físicos regularmente procuram menos atendimento médico do que os sedentários. É o que mostra estudo feito pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) com dois grupos de pacientes do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Foram selecionados pacientes com idade média de 79 anos para uma avaliação que durou um ano. Um grupo de 48 idosos que fazem exercícios reduziu em 35% a procura de atendimento em relação a 44 pacientes sedentários.

Por meio de nota, o coordenador do estudo, Samir Salim Daher, especialista em medicina do esporte, destacou que além dos benefícios à saúde, a prática de atividades físicas evita a ocupação de leitos hospitalares e procedimentos de maior complexidade.

"Para um hospital do tamanho e da importância do HSPE, onde 60% dos pacientes internados são da terceira idade, a prevenção pode beneficiar outras pessoas que necessitam de atendimento médico", observou.

Fonte: Agência Brasil.
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A prática de  exercícios físicos é essencial para a nossa saúde. Está mais do que comprovado que ajudam a prevenir doenças cardíacas como infarto e até mesmo o AVC. Isso se deve ao fato deles promoverem a eliminação do excesso de LDL que é o colesterol ruim.

Além disso, os exercícios são ótimos aliados da nossa mente. Quem sofre de ansiedade ou depressão deve praticá-los com uma certa frequência. No que se refere aos benefícios mentais propiciados pelas atividades físicas, podemos citar especialmente a inibição da tristeza.

Ao praticar exercícios, o cérebro produz serotonina. Este é um neurotransmissor muito importante, um dos responsáveis por aumentar o humor. É importante ter em mente que este efeito é essencial para que a ansiedade e principalmente depressão sejam contidas. Ao nos alegrarmos, deixamos de lado os pensamentos ruins causadores dessas complicações.

Além disso, a serotonina também ajuda a regular outras funções do corpo, como o sono, por exemplo.

Os exercícios físicos também promovem a socialização. É possível conhecer novas pessoas ao praticar esportes, como vôlei ou futebol. Segundo pesquisas, fazer novas amizades é uma das maneiras de se prevenir ou até mesmo tratar a depressão.

A atividade física também alivia o estresse diário. Uma das situações mais comuns hoje em dia é o estresse provido pelo dia a dia tumultuado. Um péssimo dia de trabalho é um dos fatores que podem contribuir com o desenvolvimento desta complicação.

Além de todos os benefícios já citados anteriormente, devemos destacar a autoestima. Normalmente, quem sofre de depressão não gosta de sair de casa. Esse confinamento não é interessante para a mente. A estagnação pode piorar ainda mais a tristeza e a ansiedade.

Como começar

Para iniciar a prática de atividades físicas, priorize realizá-las no período da manhã; se não houver disponibilidade, pode ser à tarde. Comece realizando uma caminhada nas primeiras semanas, depois de um certo tempo, já poderá correr.

Caso tenha interesse, pode optar pela prática de esportes como ciclismo. Além disso, procure realizar os exercícios sempre acompanhado. Ter uma companhia fará com que você não desanime, pois ficará mais motivado.

Quando estiver praticando atividades físicas sozinho(a), ouça músicas no fone de ouvido, pois funcionam como um mecanismo para contenção do estresse e ansiedade. 
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Fazer atividade física é uma ótima opção para quem precisa mudar de hábitos por causa da saúde. Pacientes com patologias como diabetes e hipertensão são indicados a fazer exercícios para controlar os problemas, mas encontrar o profissional de Educação Física apto a prescrever o treinamento ideal a esses pacientes pode não ser tão fácil quanto se espera.

22,7% dos brasileiros têm hipertensão

Dados do Ministério da Saúde divulgados em abril de 2012 indicam que a hipertensão arterial atinge 22,7% da população adulta brasileira, sendo que o diagnóstico em mulheres (25,4%) é mais comum do que entre homens (19,5%). No caso dos diabéticos, informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 dizem há mais de 12 milhões de portadores da doença metabólica no país.

A hipertensão deve ser tratada com uso de medicamento contínuo – segundo prescrição médica – e complementar com a atividade física regular. Os exercícios devem ser realizados de forma ordenada a manter um intervalo entre séries e exercícios um pouco maior do que o convencional e não realizar sistemas de treinamento que trabalhem muito tempo a 100% da capacidade de cada indivíduo, uma vez que pode gerar risco de elevação acentuada da pressão arterial durante o exercício.

Como tratar a hipertensão

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Curso online de Atividade Física e Hipertensão

Antes,  preconizava-se que os exercícios de força eram contraindicados aos hipertensos, mas atualmente sabe-se que não é a modalidade, mas sim a intensidade da mesma que requer atenção. Quando você trabalha com intensidades menores, o exercício é indicado e, acoplado a ele, devem ser feitos exercícios aeróbios, os quais envolvem caminhada, ciclismo, natação e hidroginástica. É importante uma divisão de programa, que devem ter preferência, como por exemplo, três vezes por semana aeróbio e duas de força.

Os ganhos vindos pelos exercícios são inúmeros, como redução da pressão arterial, melhoras da condição cardíaca e da vascularização, redução e controle da glicemia, aumento da sensibilidade à insulina, emagrecimento etc. Vale ressaltar que o fortalecimento muscular também auxilia nessas variáveis, além de prevenir lesões, aumentar a massa muscular e, por consequência, aumentar o gasto energético.

O treinador deve medir a pressão arterial do aluno no início dos treinamentos. Se estiver com 180 mmhg de sistólica, é preciso suspender a sessão. É importante verificar as medidas de pressão pós-esforço, pois o exercício tende a realizar um efeito hipotensor.

A alimentação antes da atividade física é bastante importante para ambos os pacientes, além de evitar treinar em locais muito quentes e/ou pouco ventilados.

Atividade física para diabéticos é essencial

No caso dos diabéticos, as atividades aeróbias também devem ter uma carga maior e a prática deve ser realizada todos os dias da semana. É preciso controlar também a glicemia do atleta antes, durante (a cada 40 minutos) e ao final da prática esportiva. Monteiro indica que o profissional de Educação Física deva ainda organizar as cargas de trabalho (intensidade), de acordo com o ajuste glicêmico, ou seja, "se baixar muito, reduz a intensidade ou o tempo do treinamento".

Cardiopatas e diabéticos podem ser atletas

Um cardiopata e um diabético podem vir a treinar no âmbito competitivo, desde que estejam devidamente preparados e orientados para tal objetivo. Há casos em que o treinamento voltado para a saúde deve ser a prioridade, já que no rendimento, são inevitáveis cargas maiores e se o paciente já era atleta, ele deve e pode continuar com a supervisão criteriosa. É preciso um acompanhamento multidisciplinar minucioso, com profissional de Educação Física, médico, psicólogo, nutricionista e fisiologista para evitar riscos e mesmo para realizar um acompanhamento constante que ajude o indivíduo a conseguir controlar sua patologia.

Os diabéticos devem evitar os esportes de contato, à medida que podem potencializar inflamações e a doença traz dificuldades no processo de cicatrização.

As duas patologias são extremamente perigosas e letais para a saúde caso sejam deixadas em segundo plano e ambas têm particularidades e dificuldades, mas a equipe multidisciplinar trabalhando de forma integrada, com troca de informações e conhecimento leva a um ganho imenso ao paciente.

Anamnese é essencial antes de começar a praticar atividade física

Antes de começar a treinar um paciente com diabetes ou hipertensão, o profissional de Educação Física precisa checar seu atestado médico, comprovando que está apto à pratica de exercícios, e fazer uma anamnese completa, verificando a condição cardiorrespiratória, IMC, porcentual de gordura, qualidade de vida etc, sempre com reavaliações frequentes (semestrais).

Também é fundamental saber em quais momentos o aluno não deve treinar: para hipertensão, quando a sistólica estiver na casa dos 180 mmhg e, no caso do diabetes, quando a glicemia estiver em 300 mg/dl ou abaixo de 120 mg/dl.

Os diabéticos  devem aferir a glicemia antes do exercício e aumentar a ingestão de carboidratos pré e pós-treinamento, se necessário. Diabéticos crônicos, com complicações como retinopatia, nefropatia ou neuropatia têm outros pontos essenciais a serem observados antes e após os treinos.

Abaixo, a tabela de controle da glicemia a ser conferida pelos profissionais de Educação Física:

Até 80 mg/dl – não realizar exercício
80-100 mg/dl – ingerir carboidratos e verificar novamente a glicemia
100-250 mg/dl – realizar exercício normalmente
Acima de 250 mg/dl – não realizar exercício.
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Exercício físico traz vários benefícios para a saúde. Melhora o condicionamento, emagrece, levanta a autoestima, aumenta a expectativa de vida, alivia o estresse. Mas como dar um chega pra lá no sedentarismo?

Os potenciais prejuízos do sedentarismo e os efeitos benéficos da prática de atividade física são bons motivos para começar a se exercitar. Mas é comum que pessoas desacostumadas à prática de exercícios se sintam desmotivadas pouco depois de iniciar alguma atividade – e voltem para o sofá. Em muitos casos, isso acontece por um mau planejamento. São armadilhas comuns escolher uma modalidade com a qual não se identifique, não adaptar os horários dos exercícios à rotina ou traçar metas impossíveis de serem alcançadas.

Planejar o tipo de exercício, o horário e a duração da atividade pode ajudar a sair do sedentarismo. Os especialistas lembram que é preciso ter paciência. O ideal é começar a fazer exercícios de três a quatro vezes por semana durante três meses.

Também é importante procurar uma atividade física que traga prazer. Quanto mais lúdica for a atividade, mais prazer ela proporcionará ao praticante. Isso ajuda a incorporar a atividade na rotina diária.
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Durante as últimas duas semanas, os brasileiros aprenderam mais sobre esportes até então pouco conhecidos, sofreram com alguns resultados frustrantes, vibraram com vitórias surpreendentes e conheceram mais de perto a trajetória dos protagonistas dessa festa do esporte: os atletas.

Mas será que atletas olímpicos têm algo para ensinar para a maioria da população brasileira que se divide entre sedentários e praticantes de atividade física recreacional? Antes de tudo, é preciso compreender que atletas de nível olímpico não são fruto apenas de horas de treinamento e dedicação. Performances esportivas extraordinárias são produzidas a partir de uma combinação de fatores que mantém estreita relação entre si. Atletas realmente competitivos surgem quando há uma integração ideal entre hereditariedade, habilidades motoras, biotipo físico, aspectos motivacionais, ambiente, traços da personalidade, treinamento e afinidade com o esporte.

As pesquisas sobre o assunto, publicadas até agora, levam a crer que o fator genético é predominante no processo de seleção de talentos esportivos, porém para que os atletas alcancem os melhores resultados nas competições, o tal fator genético precisa encontrar condições externas favoráveis que permitam a sua expressão máxima. Em contrapartida, mesmo que as condições externas sejam as mais favoráveis possíveis, se os atletas não estiverem "equipados de fábrica" com o conteúdo genético adequado o desenvolvimento esportivo será limitado.

Compreendam que qualquer pessoa poderá aperfeiçoar sua aptidão física e desenvolver suas habilidades esportivas com treinamento adequado, mas infelizmente poucos, pouquíssimos terão condições de chegar ao nível competitivo de um atleta olímpico. Os atletas egressos de projetos sociais e com comoventes histórias de superação realmente são inspiradores, mas o sucesso de um atleta não depende apenas do quanto ele deseja ou de quão difícil foi sua trajetória. Se através de projetos sociais esportivos é possível ampliar o número de crianças expostas ao esporte desde cedo, logicamente aumenta a possibilidade de detectar talentos precoces e, a partir daí, investir na formação de um provável atleta de alto rendimento. Entretanto, considero muito mais significativo do que encontrar potenciais atletas olímpicos o conjunto de benefícios para a maioria das crianças envolvidas nesses projetos: inclusão social, mudanças positivas de comportamento, menor exposição ao risco, melhor rendimento escolar, aprendizagem das modalidades esportivas e aperfeiçoamento do desempenho motor.

Então, mesmo sabendo que atletas olímpicos representam a exceção e não a regra entre os praticantes de esportes e demais atividades físicas, penso que há muitas semelhanças que podem ser inspiradoras. A busca pelas medalhas, por exemplo. Isso mesmo, você não leu errado, a diferença é que as nossas medalhas são outras: perder 3 quilos, aumentar 2 centímetros no perímetro do braço, caber dentro de uma calça perdida, completar uma prova de corrida, reduzir o colesterol... Enfim, se o que leva os atletas olímpicos a acordar cedo, dedicar-se ao treinamento e abdicar de prazeres contraproducentes é a vontade de conseguir uma medalha na competição, não vejo problema algum em fazer a comparação. Afinal, muitos de vocês leitores também fazem o mesmo por motivos diferentes.

Sua medalha é sua meta em relação aos exercícios físicos, qualquer que seja. O importante é defini-la, traçar um plano de ação (preferencialmente com o auxílio de um profissional de Educação Física qualificado) e AGIR. Garanto que ao conseguir cumprir essa meta a sensação é muito prazerosa e, pelo menos por alguns instantes, você poderá mandar a genética às favas.

Bons treinos!

Fonte



A prática de exercício físico durante a gravidez é especialmente comum entre as mulheres que já seguiam uma rotina de treino antes do período de gestação.

A atividade física é benéfica não só para ajudar a controlar o peso, como também para melhorar a resistência e saúde da mulher e do bebê, como dois recentes estudo comprovam – um em que garantem que o exercício previne o excesso de peso no bebê e outro que indica que o risco de diabetes diminui nas grávidas que se mantêm ativas. Contudo, é preciso saber estabelecer limites.

Tal como indica a Organização Mundial da Saúde (OMS), durante o período de gestação e no pós parto, o recomendado é que as mulheres pratiquem 150 minutos de atividade física por semana, embora a intensidade e o tempo de treino dependa de caso para caso e, por isso, deva ser recomendado por um médico especialista.

Também o tipo de atividade depende de mulher para mulher, porém, mesmo com um 'barrigão ' é possível fazer atividade aeróbica.  Caminhada, natação, ciclismo estático, yoga e pilates são atividades mais recomendadas.

Quanto ao batimento cardíaco, este pode ser mais acelerado nas grávidas com gestações saudáveis, livres de contra-indicações e que sejam já adeptas dos exercícios. Porém, é recomendável que as grávidas diminuam a atividade física sempre que sentirem falta de ar, tontura ou exaustão.
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Um estudo divulgado em 2008 pela Secretaria de Estado da Saúde mostra um dado importante que despertou a atenção dos cardiologistas. Por mais que os pacientes cardíacos saibam da sua condição de saúde, eles possuem grande dificuldade em romper com os maus hábitos de vida e acreditam que apenas os medicamentos serão suficientes para manter a doença controlada. A pesquisa foi feita com 3.000 pacientes do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

Mais da metade dos entrevistados não praticam nenhuma atividade física durante a semana e apesar de receberem orientação médica sobre alimentação, cerca de 40% dos entrevistados não consomem legumes e verduras diariamente, e apenas 18% deles consomem alimentos integrais todos os dias.

Sei que essa pesquisa tem 8 anos mas serve de alerta o quanto é importante que os profissionais de Educação Física estejam atentos quanto a manutenção de cardiopatas fora prática de exercícios.

Até mesmo cuidados básicos na hora de comprar produtos não são levados em consideração pelos cardiopatas. Cerca de 60% deles não adquirem no supermercado margarinas sem gordura trans, por exemplo.

O consumo de produtos como salsichas, linguiças e embutidos (altamente gordurosos e com excesso de sal) também faz parte da rotina de 60% dos entrevistados pelo menos uma vez por semana.

Os dados mostrados pela pesquisa são preocupantes, já que a ingestão de alimentos gordurosos e o sedentarismo são fatores de risco importantes para doenças do coração, como o infarto. O estilo de vida deve ser adotado mesmo por aqueles que já estão em tratamento, pois a medicação pode não ser suficiente para proteger o coração dos males de uma dieta ruim e do sedentarismo.

Segundo o departamento de nutrição clínica do instituto, para uma alimentação ideal é necessário incluir frutas, legumes e verduras no cardápio, reduzir a quantidade de sal (tanto como tempero quanto o que já vem em produtos industrializados), não ingerir produtos embutidos ou enlatados e restringir em até 150g o consumo diário de carne.

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É muito importante cada um de nós sempre enfatizar a importância do exercício físico para cardiopata e ara a população em geral. Os exercícios físicos devem fazer parte da rotina. Recomendam-se no mínimo 30 minutos de atividade física cinco vezes por semana.

Até a próxima!

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Beber água é a recomendação que os praticantes de atividades físicas mais ouvem, pois auxilia na perda de peso, ajudando a controlar impulsos e manter a saciedade. Este conselho não só está correto como deve ser levado bastante a sério, pois pessoas que não se hidratam bem têm maiores chances de queimar massa magra durante o exercício. Além disso, sem água, o corpo rende menos em atividade, adotando automaticamente um ritmo mais lento e deixando de queimar calorias por não estar com a quantidade adequada do líquido para completar suas funções.
Para uma boa hidratação, o ideal é incluir, além dos 2 litros diários, mais 500 ml por hora de atividade física, ingerindo a água não só depois dos exercícios, mas antes e durante também.
O alongamento depois de uma atividade física é também uma boa prática. Alongar não é apenas um preparatório para realização das atividades físicas, estudos apontam que alongar-se depois do treino implica em até 20% de ganho de massa muscular. Ter este hábito é um fundamental para a recuperação de qualquer exercício, pois ativa o sistema circulatório e revigora os sistemas respiratório e neuromuscular.
Para inibir a dor é indicada a realização de uma técnica americana de alongamento chamada Alongamento de Ativação Isolada. A técnica orienta que cada posição deve ser mantida 3 segundos e com dez a 12 repetições, permitindo o aumento da circulação e a melhora da oxigenação muscular.
Fazer uma massagem depois do treino é outra boa iniciativa, pois acelera em até 60% a regeneração muscular, prevenindo lesões e reduzindo inflamações no tecido ao estimular o fluxo sanguíneo na área.
Uma dica interessante é, após os exercícios, tomar um banho frio para diminuir dores localizadas e em seguida passar um hidratante massageando o corpo. Para uma massagem efetiva, deslize as mãos nas pernas em direção as virilhas, nos braços em direção às axilas, no abdome em sentido horário e da cintura para a virilha. Caso encontre algum volume, pressione suavemente o local de fora para dentro.
Depois de qualquer atividade que implique esforço físico, principalmente após o treino na academia, o organismo começa a fazer o reparo do estresse ao qual os músculos foram submetidos. Leve isso em consideração e potencialize seu treino!
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Quem nunca torceu o pé praticando a corria que atire a primeira pedra. Lesão "corriqueira" para praticantes de corrida, é preciso tomar cuidado com as entroses principalmente se elas se repetem.  Há de se tomar cuidado com lesões de tendões (estiramento e rupturas) e cartilagem (estrutura que recobre a face articular dos ossos).

O tipo de lesão mais comum (em torno de 85%) é a inversão do pé, ocorrendo um deslocamento brusco entre os ossos que compõem a articulação. E há vários graus; A grau 1 ou leve, quando ocorre o estiramento ligamentar; grau 2 ou moderada, lesão ligamentar parcial e a grau 3 ou grave, lesão ligamentar total", detalha.

É importante lembrar que o tipo da pisada é importante, pois pode determinar seus riscos. Pessoas com pisadas hipersupinadas e retropé varo (aquele calcanhar torto, com sobrecargas na borda de fora) favorecem o entorse e inversão, que é o tipo mais comum de entorse.

Uma vez sofrida a lesão, é indicado o repouso por três dias para quem sofrer a lesão. Aplicação de gelo e uso de antiinflamatórios promovem a diminuição da dor e do edema. Se a suspeita for de fratura, radiografias devem ser feitas.

A primeira medida a ser tomada é elevar o pé e colocar gelo na região durante vinte minutos. Este procedimento diminuirá a dor e controlará o inchaço. Um médico deve ser consultado para o diagnóstico preciso da lesão e orientação do tratamento. Em alguns casos, há ruptura dos ligamentos laterais do tornozelo, mas, na maior parte das vezes, o tratamento não é cirúrgico.

O fortalecimento da musculatura do tornozelo é muito importante após o período de repouso necessário para a recuperação das lesões. Sem essa medida, o tornozelo fica instável, o que aumenta o risco de novas entorses e de tendinite nos músculos.

Exercícios para a melhora do equilíbrio também são importantes, pois a propriocepção - percepção do próprio corpo, incluindo a consciência do movimento dos membros e das mudanças no equilíbrio - do tornozelo fica comprometida após esse tipo de lesão. O retorno à prática de atividades físicas deve ser progressivo, mas, com os cuidados adequados, o tornozelo estará seguro e preparado para a volta aos treinos.
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Para quem leva a corrida a sério, uma das maiores preocupações que se tem é como melhorar o fôlego na atividade.  A regularidade é importante, assim como se manter num ritmo que você consiga suportar a atividade por um período mais longo. Porém um conselho que deve ser levado em consideração é a prática de outras atividades para que haja uma melhora do condicionamento físico.

A corrida é um dos exercícios mais recomendados para o bem-estar físico e mental. Correr é uma das únicas modalidades que permite movimentar quase todos os membros inferiores, como quadríceps, glúteos, músculos isquiotibiais e panturrilha. Ela ainda é aliada na queima de gorduras e no aumento da massa muscular.

Porém, se o corredor acha que a corrida não é suficiente para melhorar o seu fôlego, é legal aliar o treino a outros exercícios que também melhoram a capacidade respiratória.  Atividades como natação, treinamento em circuito, vôlei, futebol, tênis, ciclismo, entre outros podem ajudar o praticante nesse objetivo.

Outra atividade que merece destaque é a yoga. Movimentos simples dessa prática que potencializa o movimento da respiração e ativa toda a musculatura envolvida (diafragma e intercostais): focando o abdômen e o diafragma e sem mexer os ombros, inspire com o peito (abrindo as costelas) e expire todo o ar, até encolher a barriga, por exemplo. É preciso controlar o movimento de entrada e saída do ar para que não fique acelerado demais durante a corrida.

Essa é a dica da vez: se você perceber que a corrida não está sendo suficiente para melhorar o seu fôlego, incorpore outras atividades.

Até a próxima!
Credito: Thinkstock

Que exercícios fazem bem para a saúde, todo mundo já sabe; mas o que é menos conhecido são os benefícios dos esportes sobre o funcionamento do cérebro, a "saúde da mente".
"Há várias décadas se acumulam evidências indicando os benefícios da atividade física, tanto aeróbica como de força (ou resistência), na função cognitiva, tempo de reação e memória, entre outras propriedades", disse à BBC César Kalazich, especialista em medicina desportiva da clínica MEDS, no Chile.
Embora as pesquisas indiquem que qualquer atividade física, incluindo caminhadas, seja benéficas, há evidências de que nem todas contribuem da mesma forma ou geram os mesmos efeitos para a saúde.

Esgrima

Um estudo publicado em 2012 pela Universidade Foro Itálico de Roma comprovou que os esportes que requerem tomar decisões em frações de segundos melhoram a função cognitiva tanto em pessoas jovens como em idosos, o que permite reduzir problemas associados ao envelhecimento.

A pesquisa partiu da premissa de que atividades em que participantes precisam se mover de forma constante e adaptar-se rapidamente às mudanças que ocorrem, como a esgrima, podem compensar os efeitos relacionados ao passar dos anos, como problemas de aprendizagem, de memória e tempo de reação.
"É mencionado o efeito que este tipo de disciplina tem na execução de funções e nos tempos de reação em sujeitos de meia-idade - de 55 a 65 anos-, comparados com outros tipos de exercício e com pessoas sedentárias", afirmou Kalazich.
Para diferenciar os esportes, os pesquisadores estabeleceram duas categorias: abertos e fechados.
"Os esportes considerados de habilidades abertas - em que a tomada de decisões rápidas, reações instantâneas, de precisão em velocidade são a premissa - seriam, por exemplo, futebol, basquete, vôlei, esgrima, tênis de mesa (ping pong), hockey etc."
"Os outros, de habilidades fechadas (repetição de movimentos, ritmo estável), seriam atletismo, ciclismo, boliche e patinação, entre outros", explicou o especialista em medicina esportiva.

Combinação

Um dos líderes da pesquisa, Francesco Di Russo, contou ao jornal The Washington Post que esportes como esgrima requerem tomadas rápida de decisões e demandam um alto grau de atenção visual e flexibilidade.
"Queríamos ver se o esporte ajudaria a manter o cérebro rápido e efetivo, reduzindo o envelhecimento cognitivo", afirmou Di Russo.
Para Kalazich, é possível que exista uma combinação de elementos, porque também se observou "que estimular o cérebro com leitura ou jogos tem efeitos semelhantes".
"Então haveria uma soma da estimulação cerebral/intelectual do esporte específico de habilidades abertas aos benefícios que provoca o exercício em si."

Desde cedo

O consenso entre os especialistas em medicina desportiva é que a atividade física oferece benefícios a pessoas de qualquer idade e que é melhor começar tarde do que nunca.

"Observou-se que pacientes idosos melhoram parâmetros como memória, capacidade de reação e capacidade cognitiva em poucos meses (de 3 a 6 meses) a partir de uma rotina de exercícios com orientação."
Mas ele esclarece que é evidente que os benefícios aumentam se os exercícios começam a ser feitos mais cedo.
"O ideal é começar a praticar exercícios durante a infância, para que isso tenha influência na plasticidade cerebral e na aprendizagem de habilidades de coordenação e capacidade aeróbica e força."
"Um conceito bem interessante e cada vez mais estudado é o da plasticidade neuronal [capacidade de os neurônios formarem novas ligações], que é muito importante para o crescimento e a aprendizagem de crianças e adolescentes", acrescentou o especialista da Clínica MEDS.
"Isso não se perde nos adultos, mas pode ser estimulado significativamente com os exercícios mencionados."
Kalazich considera que o estudo da universidade italiana oferece um ponto de partida sobre que tipo de exercícios e em que dose são os mais adequados para as distintas idades e capacidades, mas diz que "ainda há muito a investigar".
Retirado daqui

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Indicado para qualquer indivíduo seja ele criança, jovens, adultos, idosos ou portadores de necessidades especiais o Treinamento Funcional é uma metodologia de treino inclusiva, altamente dinâmica e desafiadora que vem conquistando cada vez mais adeptos nas academias.
Já é sabido que é uma ótima alternativa para quem quer emagrecer de maneira saudável. Além disso,  atividade também melhora a postura, flexibilidade, força, coordenação motora e as aptidões cardiovasculares e musculares, além de ser uma aliada no combate ao cansaço e ao estresse diário.
Com um método de trabalho ainda mais dinâmico que os treinos convencionais, a modalidade funciona como uma ferramenta para atrair os indivíduos para a prática da atividade, combatendo assim o sedentarismo, um dos principais fatores causadores do estresse e do cansaço.
Ele trabalha diferentes capacidades físicas combinando diversas atividades relacionadas à especificidade da vida diária dos indivíduos trazendo  benefícios como: maior condicionamento corpóreo, tonificação muscular e controle do excesso de gordura.
A atividade também estimula a motivação, melhora o humor, a autoestima e faz com que o organismo se torne mais saudável, atingindo como resultado a saúde do corpo e da mente.

Qualquer outro tipo de atividade é muito importante que antes de começar o indivíduo busque um diagnóstico médico sobre a sua saúde e realize uma avaliação física prévia com um profissional.
Para os iniciantes o professor recomenda os exercícios mais simples de padrões menos complexos a exemplo do agachamento sem peso, polichinelos, abdominais e exercício de coordenação motora simples. A intensificação o nível do treinamento depende de uma periodização e da regularidade dos treinos. Quando se trata de exercícios básicos, que são orientados de forma correta, utilizando padrões de movimento e consciência postural, são sim superindicados para serem feitos em qualquer lugar
Se ele estiver se exercitando no mínimo duas ou três vezes por semana, dentro de aproximadamente seis semanas já é possível intensificar os treinos. Esta periodização é de extrema importância para realização de qualquer programa de treinamento sendo essencial para evolução e, principalmente, para prevenção de lesões.
Quando orientado corretamente o Treinamento Funcional também pode ser realizado em casa, ou em qualquer outro ambiente, como em praças ou na praia.
http://www.dicasdetreino.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Correr-em-Jejum-Emagrece.jpg
No Brasil, 300 mil pessoas morrem por ano de doenças associadas ao sedentarismo mas prática de atividades físicas pode reverter esse quadro. Os exercícios aeróbicos, como a corrida, são os mais indicados para combater as doenças do coração. Trinta minutos de exercícios por dia já seriam suficientes para tirar a pessoa do sedentarismo.
Diante de uma rotina complicada, falta de infraestrutura dos parques e ambientes públicos, segurança e deslocamento, muitas pessoas não conseguem sair para correr e acabam se exercitando na esteira ergométrica. Embora a prática seja benéfica para saúde do corpo e da mente, existe uma grande diferença em praticar exercícios na academia e ao ar livre.
Na academia, os fatores meteorológicos não interferem na rotina do treino. Por outro lado, ao ar livre é possível variar o local onde será realizado o exercício e isso aumenta o prazer de se fazer as atividades. Segundo a OMS, no mundo, cinco milhões de pessoas morrem por doenças causadas por falta de atividades físicas. É preciso combater os fatores de risco para diminuir esses números. A prática de atividades físicas reduz a obesidade e auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares.
Para quem pretende iniciar a prática da corrida, é importante fazer checkup com o médico cardiologista para saber se tem algum impedimento e condições físicas para iniciar os treinamentos. Além disso, deve se exercitar em ambos os locais (academia ou ao ar livre), principalmente nas práticas aeróbicas, agrega benefícios para o coração, como a melhoria da capacidade de ejeção de sangue para todo o corpo, aumento da quantidade de vasos sanguíneos no coração e da cavidade cardíaca.
Ter a orientação de um especialista é imporante. Sem essa orientação,  os principais riscos de se fazer exercício fica por conta da condição de saúde inicial do indivíduo e do excesso de exercício físico, que pode causar lesões. Na academia é esperado que o indivíduo tenha orientação de um professor de educação física.
Na academia, o iniciante deve passar por uma avaliação física para que o profissional prescreva os exercícios e a periodicidade adequada. Se a prática for ar livre, também é importante que o indivíduo procure algum profissional de educação física para evitar excessos que possam provocar futuras lesões articulares e danos mais sérios, como problemas cardíacos.
A recomendação é que o praticante faça corrida ou caminhada e que comece de modo leve, com uma regularidade de três vezes por semana, com uma duração média de 30 a 40 minutos. É importante destacar que exercícios leves e moderados são aqueles que promovem os maiores benefícios para a saúde cardiovascular.
http://academiafitclub.esp.br/wp-content/uploads/2015/12/alongamento-beneficios-megagym-03.jpg

Pesquisas demonstram que alongar-se antes e depois do exercício não previne lesões e que alongamentos intensos prejudicam o desempenho em atividades que precisam de força muscular. Entretanto, alongar-se em horário separado é importante para manter a flexibilidade,  essencial para o exercício.

Um estudo foi realizado com dois grupos, sendo que em um foram realizados alongamentos antes e depois do exercício e no outro somente o exercício físico sem alongamentos, e não foram observadas diferenças entre os grupos em relação às lesões. Com essa
pesquisa, passou a se questionar a utilidade do alongamento para a prevenção de lesões.
O alongamento antes da atividade foi por muitos anos indicado justamente para prevenir lesões, mas, hoje, muitos especialistas acreditam que ele não tem essa utilidade. Antes de toda atividade física, seja ela leve, moderada ou intensa é essencial realizar um aquecimento para preparar o corpo para iniciar a atividade, mas não há indícios de que o alongamento também seja necessário.

Alongamento pode reduzir desempenho

O alongamento antes da prática de um esporte ou da musculação pode reduzir o desempenho caso seja muito intenso. Portanto, ao realizar exercícios de alongamento antes de outros tipos de exercícios, esses devem ser leves. Assim, se você está acostumado a se alongar antes da atividade, pode continuar, mas pegando leve para não se prejudicar.
Muitas pessoas se alongam após a atividade física para evitar as temidas dores musculares tardias. Alguns autores preconizam que o alongamento melhora as dores musculares tardias, mas grande parte das pesquisas para verificar esse efeito mostrou que não há diferença entre alongar ou não alongar antes ou depois do exercício. Após o treinamento, quando a musculatura está cansada, caso sejam realizados exercícios de alongamento, eles também devem ser leves.

Alongar-se é importante

Mas não se pode achar que por não terem efeitos se realizados junto com os exercícios os alongamentos devem ser eliminados do seu treinamento. A flexibilidade é importante para manter o corpo em harmonia. Quando um músculo ou grupo muscular está encurtado, isso irá repercutir na realização de movimentos pelo corpo todo, e este encurtamento gera perda de mobilidade. Quando realizamos alongamentos diários aumentamos a flexibilidade em médio prazo.

Como o alongamento realizado antes e depois da atividade física só pode ser feito se for leve, para ganhar flexibilidade é importante realizar alongamentos em outros momentos do dia, de preferência diariamente. Com a melhora da flexibilidade fica mais fácil realizar os movimentos esportivos e a incidência de lesões é menor. Além disso,  geralmente os encurtamentos musculares também estão relacionados com fraqueza muscular, então devemos fortalecer, além de alongar a musculatura.

Como fazer?

Ao realizar um trabalho de alongamentos, é bom que sejam feitos de forma tranquila com alongamento leve e progressivo. Segure a posição por 30 segundos e descanse pelo menos 60 segundos pra voltar alongar o mesmo grupo muscular (sempre descanse o dobro do tempo que ficou segurando o alongamento). Evite movimentos balísticos, de vai e vem, que forçam demais a musculatura para alcançar um alongamento maior.

Os alongamentos devem ser feitos em horários separados dos outros tipos de exercício pelo menos três vezes por semana, fazendo séries de 10 repetições por grupos musculares (segurando a posição por 30 segundos), sempre respeitando o intervalo de descanso (o dobro do alongamento, ou seja 1 minuto). É bom buscar a ajuda de um profissional para prescrever os alongamentos necessários, como e quando devem ser realizados
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