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Educação Física Professor Rodolfo

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Treinadores, além de se preocuparem com o que vão ensinar, devem também se preocupar com o que os atletas irão aprender. Mais que a elaboração de treinos mirabolantes baseados em exercícios educativos modernos, devemos nos esmerar para fornecer aos aprendizes atividades que facilitem a aprendizagem. A justificativa para a redação deste texto é que a área da Aprendizagem Motora (AM) existe há mais de um século e, portanto, nada mais recomendável que se faça uma apropriação desse conhecimento secular, aplicando-o ao Basquetebol (B). Os conhecimentos acerca dos mecanismos de execução do movimento e sobre o processo pelo qual esse movimento é aperfeiçoado, resultando na aquisição de Habilidade Motora (HM), são informações específicas importantes para quem é responsável pelo processo de ensino-aprendizagem (treinador), bem como para quem é o foco desse processo (atleta).
HM pode ter dois significados, gesto técnico e grau de proficiência. Nos últimos campeonatos internacionais – Mundial de Basquetebol Masculino da Turquia (2010) e Jogos Olímpicos de Londres (2012) – vários jogadores excepcionais destacaram-se, mas certamente um dos que causa maior é o argentino Luis Scola (jogador da NBA), por seus arremessos precisos, rebotes seguros, passes perfeitos e marcação eficiente. De fato, ele desempenhou os fundamentos do Basquetebol (HM com significado de gesto técnico) com ações complexas e intencionais que envolveram mecanismos sensoriais, decisórios e efetores que, mediante o processo de aprendizagem, tornaram-se organizadas e coordenadas de tal forma a alcançar objetivos motores predeterminados com máxima certeza e mínimo gasto de energia (HM com significado de grau de proficiência). Quando nos referimos ao gesto técnico executado, estamos usando a expressão HM com sentido de padrão de movimento utilizado, ou seja, estamos nomeando os fundamentos; no nosso exemplo, arremessos precisos, rebotes seguros, passes perfeitos, marcação eficiente. Entretanto, quando nos referimos ao nível de execução, estamos usando a expressão HM com sentido de o quão bem a meta é alcançada; no nosso exemplo, arremessos precisos, rebotes seguros, passes perfeitos, marcação eficiente.
Tomando a expressão HM como gesto técnico, um critério de classificação merece ser destacado: a instabilidade do ambiente. No jogo de Basquetebol, as ações do jogo são executadas em um ambiente instável, dinâmico, que muda constantemente. Por isso, é preciso que jogadores de Basquetebol tenham boa capacidade de adaptação nas HMs específicas para ter sucesso. Por exemplo, é difícil prever o momento e o local de um arremesso ou quando e onde a bola irá depois de bater no aro. Além disso, há variação do número de marcadores de acordo com a situação do jogo, assim como existe a pressão de tempo para efetuar a última ação de ataque. Todavia, a única exceção a essa instabilidade ambiental no jogo é o arremesso de lance livre, em que o ambiente pode ser considerado estável, pois não há marcação e o local de execução do arremesso é sempre o mesmo. Esse princípio de instabilidade ambiental pode servir de base para a organização da prática dos fundamentos do Basquetebol.
Há uma vasta quantidade de pesquisas que estabelecem diretrizes para facilitar a aprendizagem de HMs. Com fundamentação nessas pesquisas, a seguir são apresentadas 18 diretrizes que podem ser aplicadas às sessões de treino/aula de Basquetebol.
O primeiro grupo de fatores que será abordado é a informação que o aprendiz recebe durante o processo, podendo ser prescritiva (antes ou durante a execução) e/ou descritiva (durante ou após a execução). O segundo grupo é relativo à organização da prática.
Em relação à informação prescritiva, as pesquisas em AM sugerem:
1) Estabelecer metas de desempenho ao longo do processo. Exemplo: definir o número de arremessos convertidos em uma série de execuções é uma estratégia motivadora de ensino-aprendizagem.
2) Trabalhar com metas atingíveis, realistas, desafiadoras e específicas. Exemplo: considerando a fase de AM do aprendiz, definir com dificuldade progressiva o número de arremessos que devem ser convertidos em uma série, de modo a motivá-lo para uma prática cada vez mais eficaz.
3) Propor metas específicas de curto prazo associadas a metas de longo prazo. Exemplo: definir o número de arremessos a serem convertidos na série de execuções atual e nas séries subseqüentes (semana e mês seguinte).
4) Espaçar as instruções verbais durante as primeiras tentativas de prática. Exemplo: nos primeiros treinos, ora fornecer, ora não fornecer instrução verbal sobre como um lance livre deve ser executado.
5) Respeitar a fase de AM do aprendiz para decidir sobre qual ponto da HM será fornecida a instrução verbal. Exemplo: em virtude da capacidade limitada de processamento de informação do ser humano, é preferível fornecer informação elementar sobre apenas um aspecto da HM para iniciantes no B. Exemplo: no drible, enfatizar o fato de se driblar sem olhar para a bola.
6) Fornecer instrução verbal em forma de dicas com linguagem objetiva, simples, clara e direta. Exemplo: no drible, fornecer dicas do tipo "não olhar a bola", "proteger a bola com a perna oposta à mão do drible" são mais fáceis de captar porque a instrução é limitada a um ou dois pontos importantes da HM.
7) Utilizar demonstração preferencialmente nas tentativas iniciais. Exemplo: para obtenção de uma imagem mental do fundamento, nos primeiros treinos, pessoalmente o professor ou técnico deve executar com freqüência os fundamentos mais complexos do B (jump ou bandeja). A demonstração não deve ser feita por um dos aprendizes para não expô-lo a possíveis erros perante o grupo. O uso de modelos reais, através de vídeos também pode ser uma estratégia interessante.
8) Demonstrar fazendo o aprendiz prestar atenção no ponto crucial da execução. Exemplo: assim como na instrução verbal, enfatizar ao aprendiz para que preste atenção em um ponto específico da demonstração (a posição dos pés em uma parada brusca que antecede um arremesso).
9) Conjugar simultaneamente demonstração à instrução verbal para aprendizes em fases intermediárias e avançadas de desenvolvimento e AM. Exemplo: demonstrar a bandeja fornecendo instrução verbal simultânea para adolescentes e adultos e para aprendizes que não estejam em fases iniciais de aprendizagem. Crianças e iniciantes podem ser sobrecarregadas com informação simultânea.
10) Manter o foco de atenção do aprendiz para fontes externas ao corpo. Quando o foco de atenção é dirigido para o corpo do aprendiz, há interferência prejudicial nos processos de controle motor. Exemplo: na execução da bandeja, pedir para o aprendiz prestar a atenção na cesta ou na bola, e não no próprio punho ou dedos.
No que tange à informação descritiva, as pesquisas em AM sugerem:
11) Fornecer feedback externo várias vezes, mas sem massacrar o aprendiz com informação a todo momento. Isso evitará que o aprendiz fique dependente do feedback do treinador. Exemplo: numa série de passes diversificados, depois de alguns passes mal executados fique calado para que o aprendiz tenha chance de desenvolver autonomia.
12) Estimular o aprendiz a detectar o erro por si próprio e a corrigir-se a si próprio. Exemplo: Depois de um passe executado sem sucesso, perguntar ao aprendiz o que ele fez de errado e qual seria a melhor forma de corrigir o erro; isso favorecerá o uso efetivo do feedback interno.
13) Oferecer feedback externo após as boas tentativas. Exemplo: depois de bandejas bem sucedidos, reforçar positivamente o que ocorreu, contribuindo para a motivação do aprendiz.
Quanto à organização da prática, as pesquisas em AM sugerem:
14) Preferir mais treinos curtos a menos treinos longos. A consolidação na memória das informações motoras adquiridas é favorecida com o espaçamento das sessões de prática. Exemplo: os treinos de B devem ser distribuídos em várias sessões semanais; concentrar um número reduzido de treinos longos em poucos dias prejudica a AM dos fundamentos.
15) Evitar a prática de um fundamento novo em estado de fadiga extrema. Exemplo: ao final de um treino técnico-tático exaustivo ou depois de uma série desgastante de repetições, os sistemas nervoso central e muscular estão estafados (o que dificulta a conexão entre eles), aumentando significativamente a chance de lesões com prática adicional. Uma exceção pode ser o treino de lances-livres, pois em situação de jogo, esse tipo de arremesso acontece muitas vezes nessas situações de grande stress físico e mental. Além disso, por suas características técnicas, o arremesso utilizado no lance-livre oferece pouca situação de risco aos praticantes.
16) Associar prática mental à prática física. Exemplo: a prática mental (ensaios mentais sem contração muscular observada) tem se mostrado uma aliada importante da prática física na AM, sendo recomendada no B por ocasião de uma lesão, à espera de uma execução em uma fila ou em um período de pausa de um exercício educativo.
17) Estruturar a prática com variações apenas em fases intermediárias e avançadas de AM. Os aprendizes necessitam formar estruturas sólidas de movimento, primeiro, para depois começar a variar a prática. Exemplo: manipular aspectos do ambiente (marcação individual, quadra coberta e descoberta, pouca e muita iluminação, barulho presente e ausente), do padrão de movimento (bandeja, com uma das mãos) ou de parâmetros do movimento (diferentes distâncias, direções e forças aplicadas nos arremessos e passes).
18) Fracionar a habilidade apenas quando a integração entre as partes não é forte. Exemplo: evitar a prática fracionada (em partes) da bandeja, pois há uma forte relação de dependência entre o drible, as passadas, o salto e o arremesso. O mesmo ocorre com os outros fundamentos do B. Prefira então a prática do todo.
Fonte
http://fme.timbo.sc.gov.br/noticias/1660.jpg

A periodização do treinamento pode ser entendida como uma forma de organizar o tempo disponível para atingir um determinado objetivo. A partir dessa organização os objetivos traçados deverão ser alcançados, caso o planejamento tenha sido feito de maneira correta. Para isso os treinos são divididos em fases ou períodos, para que se possa ter um maior controle dos treinamentos.

    Desta forma, mostraremos a seguir, nosso sujeito, quais seus objetivos e como faremos para atingi-los.

Sujeitos

    Dez jogadores de basquete amador com idades entre 20 e 30 anos que jogam na categoria adulto. Irão participar de um campeonato amador de basquete que terá início em abril, perdurando até agosto. O campeonato terá jogos todas as semanas, somente no domingo.

    Os atletas amadores em questão se mantiveram treinando durante o período de férias nas seguintes atividades: duas corridas semanais de 45 minutos, treinos de musculação duas vezes por semana e jogavam basquete uma vez por semana aos domingos.

Treinamento

    Podemos entender o treinamento como o aprimoramento em uma determinada área. Nesse caso o treinamento esportivo seria o aperfeiçoamento do preparo físico, técnico tático, intelectual, psíquico e moral do atleta através de exercícios físicos (WEINECK, 2003).

    Segundo Platonov (2008, p. 507), para a preparação física de desportistas é importante destacar alguns elementos estruturais, como:

a preparação plurianual, como conjunto de etapas relativamente independentes e, ao mesmo tempo, inter-relacionadas;
  • os ciclos médios (mesociclos);
  • os ciclos pequenos (microciclos)
  • as sessões do treinamento.
    No treinamento a parte mais abrangente é denominada macrociclo, composta por meses, que consiste em uma etapa completa de treinamento. Dentro do macrociclo aparecem os mesociclos que são uma etapa relativamente completa do processo de treinamento. Através deles se tem um melhor controle do programa de treinamento, pois a sua utilização "permite sistematizar a preparação de acordo com a tarefa principal do período" (PLATONOV, 2008, p. 592). Os mesociclos mais conhecidos são os de quatro semanas. Por sua vez, os microciclos tem a duração de alguns dias, geralmente uma semana, e são neles que são realizadas atividades específicas de cada fase de treinamento. Já a sessão de treino nada mais é do que um dia de treinamento.

    Tendo ciência da nomenclatura utilizada na definição da periodização do treinamento, ressaltamos que nossa equipe irá iniciar a preparação conosco um mês antes do início do campeonato (março). Nessa fase inicial iremos avaliar os indivíduos, para que possamos ver em que nível de treinamento eles se encontram e o que deve ser dado maior ênfase nos treinamentos.

    Para Weineck (2003), os ciclos de treinamento devem ser divididos em: preparatório, período de competições e período de transição. Haddad e Daniel (2005) ressaltam que na fase de preparação deve ser priorizado o desenvolvimento atlético, partindo do simples para o complexo e aumentando o volume e intensidade gradativamente. Boa parte desse tempo deve ser destinada para a preparação muscular, inicialmente com exercícios básicos e de grandes grupos musculares. A relação entre volume e intensidade se inverte na fase final de preparação, quando a intensidade ganha predominância, nessa fase é levada em consideração trabalhos mais complexos e específicos da modalidade, como o desenvolvimento de gestos. Na fase final, há a predominância do trabalho técnico sobre o físico. Já na fase de competição, o treinamento é prioritariamente para a manutenção dos ganhos previamente adquiridos, no qual o trabalho tático prevalece sobre o físico e técnico.

Leia mais aqui

http://soesporte.com.br/site/wp-content/uploads/2013/02/basquete1.jpg

Duração da atividade: 15 minutos

Faixa Etária: 15 a 50 anos

Conteúdo:

- PASSE DE PEITO: Movimento cujo objetivo é a passagem da bola para um jogador (do mesmo time) que se encontre em melhor posição, de maneira a fazer uma progressão mais rápida e/ou a criação de situações de finalização. É executado geralmente fora da “linha dos três pontos” na ausência de marcadores mais próximos, o movimento começa na altura do peito (segurase a bola com as duas mãos, mantendo os cotovelos junto ao corpo) e segue frontalmente até o alvo, empurrando a bola para a frente, através da extensão simultânea dos braços. Os punhos fazem um movimento de rotação, ficando a palma das mãos viradas para fora, com os polegares apontando para dentro e para baixo.

Disciplinas envolvidas: Basquetebol

Objetivos

Objetivo Geral

• Ensinar aos alunos movimento de passe de peito e suas finalidades.

Objetivos específicos:

• Desenvolver a coordenação motora, ritmo, percepção espacial e resistência cardiorrespiratória dos alunos;

• Aumentar a criticidade do aluno em relação aos movimentos de passe.

Metodologia

O tipo da aula será murmúrio e o estilo será ensino por tarefas.

Recursos

Bolas de basquete;

Avaliação Avaliar a turma na execução dos exercícios apresentados, conforme instrução do professor, e observar se os mesmos estão sendo realizados da maneira correta e num ritmo que permita a inter-relação entre os participantes.

Planejamento Aquecimento: As professoras solicitarão aos alunos, que se posicionem em círculo no meio da quadra. Em seguida, serão realizados movimentos de giro de pescoço (lateral, frontal e giratório), dos ombros (para frente e para trás), braços (para frente e para trás), quadril, tornozelo.

Serão realizados os seguintes alongamentos:

- do braço direito, por meio da flexão do ombro, repetindo o mesmo movimento com o outro braço.

- do tríceps do braço direito, direcionando o braço para o alto, flexionando o ante-braço, auxiliando o movimento com o braço esquerdo. Realizando o mesmo exercício no outro braço.

- das costas, elevando ambos os braços, em seguida, movimentando braços para o lado direito, em seguida, para o esquerdo.

- relaxamento do tronco com flexão do mesmo, alcançando o chão com as mãos. Movimentando-se para o lado direito, de forma que as mãos alcancem os pés e também para o outro lado.

Na sequência, será realizada uma brincadeira visando a elevação da temperatura corporal dos alunos. Na brincadeira (pique-bandeira), os alunos serão divididos em duas equipes, uma de cada lado da quadra, onde cada equipe tem como objetivo roubar a bola (bandeira) da outra equipe e trazê-la para o seu campo, sem que seus integrantes sejam tocados pelos integrantes da outra equipe.

Caso isso ocorra, o atacante ficará colado no lugar até que outro companheiro de time o toque para liberá-lo. Se ele estiver com a bola no momento em que for colado, ela deverá ser levada de volta para a sua zona de origem. Somente os atacantes podem entrar na área da bandeira. As equipes se atacam simultaneamente.

Tempo estimado: 5 minutos

Parte Específica:

Exercício 1: Dividir a turma em grupos de 3 alunos (cada grupo com uma bola) e solicitar que 2 deles se posicionem em uma linha lateral da quadra e o outro aluno, na linha lateral do lado oposto. Um dos alunos que estiver em dupla, inicia o exercício com a bola, executando o passe de peito para o jogador que encontra-se sozinho na lateral oposta da quadra, correndo imediatamente para ocupar o lugar do colega que receberá a bola, e que, por sua vez, a arremessará por meio do passe de peito para o aluno do lado oposto e se deslocará para ocupar o lugar daquele que a receber e assim sucessivamente. Cada aluno que efetuar o passe de peito para o que estiver do outro lado da quadra, se desloca para o lugar do colega, visando rotatividade na execução do exercício.

Tempo estimado: 7 minutos Exercício

2: A turma se alinhará em uma fileira paralelamente voltada para a parede. Será distribuído um número de bolas 1 unidade inferior à quantidade de alunos, de maneira que o último à direita fiquem sem. Assim, ao som do apito, todos de posse de bola executarão passes de peito e se deslocarão para a esquerda pegando a bola do aluno adjacente. O primeiro aluno à direita, uma vez sem posse de bola, se deslocará para o outro extremo da fila.

Tempo estimado: 8 minutos

Volta à calma: Os alunos serão orientados a se posicionar em círculo no meio da quadra e, em seguida, para as seguintes atividades: alongar o braço direito, realizando flexão do ombro, repetindo o mesmo movimento com o outro braço. Alongar tríceps do braço direito, direcionando o braço para o alto, flexionando o ante-braço, auxiliando o movimento com o braço esquerdo. Realizar o mesmo exercício no outro braço.

Alongar as costas elevando ambos os braços, em seguida, movimentar braços para o lado direito, em seguida, para o esquerdo. Relaxar o tronco e realizar a flexão do tronco, alcançando o chão as mãos. Movimentar-se para o lado direito, de forma que as mãos alcancem os pés e também para o outro lado. Voltar à posição ereta com cuidado e girar novamente os ombros.

Tempo estimado: 3 minutos

Referências Bibliográficas

ALMEIDA, Marcos Bezerra de. Basquetebol: iniciação. Rio de Janeiro: Sprint, 1998. COUTINHO, Nilton Ferreira. Basquetebol na escola: da iniciação ao treinamento. Rio de Janeiro: Sprint, 2001.

PAULA, Rui Souza de. Basquete: metodologia do ensino. Rio de Janeiro: Sprint,1994.
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