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Educação Física Professor Rodolfo

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Uma fraude cometida por atletas da delegação da Espanha durante a Paralimpíada de Sydney, em 2000, fez com que os atletas com deficiência intelectual ficassem de fora das disputas mundiais por 12 anos. A farsa, considerada um dos grandes escândalos do esporte mundial, até hoje prejudica esses atletas, que estarão disputando medalhas na Paralimpíada do Rio de Janeiro, mas com participação reduzida.
Em 2000, durante a Paralimpíada de Sydney, um grupo de pessoas se fez passar por atletas com deficiência mental para integrar a delegação de basquete da Espanha. A seleção ganhou medalha de ouro, mas a história foi revelada meses depois por um jornalista, que integrava o grupo. Em 2013, eles tiveram que devolver as medalhas e os prêmios recebidos.
Após esse episódio, o Comitê Paralímpico Internacional decidiu que não haveria mais provas para deficientes mentais nos campeonatos promovidos pela entidade. Por isso, esses atletas não participaram da Paralimpíada de Atenas, em 2004, de Pequim, em 2008, e tiveram seu retorno liberado nos jogos de Londres, em 2012 . Também não houve competição para deficientes intelectuais nos Jogos Parapan-Americanos realizados no período, inclusive nos do Rio de Janeiro, em 2007.
 A Paralimpíada será realizada entre os dias 7 e 18 de setembro, no Rio de Janeiro. Ao todo, 4.350 atletas de 160 países vão participar das competições em 22 modalidades. A delegação brasileira será a maior da história dos Jogos Paralímpicos, com 287 atletas. Com informações da Agência Brasil.


A chama olímpica tem vida breve nos corações e mentes da maioria das bilhões de pessoas que acompanham com paixão os Jogos. Uma análise global da atividade física durante o chamado ciclo olímpico — período de quatro anos entre os Jogos — revelou que o mundo permanece arraigado ao sedentarismo, de Londres em 2012 ao Rio de 2016.

Tanta imobilidade custa US$ 67,5 bilhões por ano apenas no combate de cinco doenças, numa estimativa otimista. No Brasil, o custo é de R$ 3 bilhões. Os pesquisadores analisaram relatórios feitos pelos governos de 146 países sobre a relação entre as respectivas populações e atividades físicas. Constataram que não houve progresso. E só dois países, Finlândia e Canadá, têm programas de atividade física com resultados concretos.

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Dinheiro, dor e sofrimento poderiam ser poupados se as pessoas andassem ou pedalassem mais para o trabalho, destacam os autores da análise. Sedentário no estudo não é quem não faz esportes. Mas as pessoas que não têm pelo menos 150 minutos por semana de atividade física moderada, o que inclui caminhadas e pedaladas em distâncias triviais, como ir até uma estação de trem ou ao ponto de ônibus.

EMPOLGAÇÃO FUGAZ

As cinco doenças — diabetes tipo 2, doença coronariana, acidente vascular cerebral e cânceres de mama e cólon — são os principais males associados à vida sedentária. Mas não os únicos. O sedentarismo virou ele próprio doença e é tratado como epidemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os dados fazem parte de uma série especial sobre atividade física global publicada pela revista médica britânica "The Lancet", uma das mais respeitadas do mundo. À frente da série, o professor de saúde pública da Universidade Federal de Pelotas (RS), Pedro Hallal.

— Empolgação olímpica dura pouco, se extingue em dias. Não aumenta a atividade nem nas cidades sede dos Jogos se não houver ações concretas de estímulo para alimentá-la — afirma ele.

— Nos últimos quatro anos, a maioria dos países começou a monitorar os progressos obtidos na atividade física, mas as evidências de melhora são escassas. Se a população global fosse mais ativa, poderíamos ter 300 mil casos anuais a menos de demência, por exemplo — lamenta um dos autores do trabalho, Jim Sallis, da Universidade da Califórnia em San Diego.

Noventa por cento dos países têm planos formais. E 70% declararam ter oferecido financiamento e colocado ideias em prática.

— No Brasil, o Ministério da Saúde deveria ser chamado de Ministério da Doença. Não se investe em prevenção, apenas em tratamento. Os programas criados são pontuais e não tiveram continuidade — destaca Hallal.

A Finlândia investiu em infraestrutura. O Canadá na promoção da educação física nas escolas de ensino fundamental e médio. Hallal frisa que as duas coisas são necessárias.

— Atividade física é muito mais do que esporte. Quem mais sofre com inatividade é a população mais pobre, em especial as mulheres e os mais velhos, mas nem os jovens estão a salvo. No Brasil e no resto do mundo, assustadores 80% dos adolescentes não têm o mínimo de atividade física semanal — ressalta Hallal.

Essenciais, segundo ele, é oferecer calçadas e ciclovias; estabelecer medidas que estimulem a atividade e restrinjam o uso de carros; ter em todos os bairros as chamadas academias populares.

— O Rio e alguns outros municípios têm essas academias, mas precisamos de muito mais. As empresas também têm a parte delas a fazer: deveriam oferecer vestiários com chuveiros e bicicletários para que os funcionários possam ir a pé ou de bicicleta para o trabalho — diz o cientista.

MEDIDAS EM PROL DO EXERCÍCIO

Para estimular a população a manter um nível mínimo de atividade física, os pesquisadores propõem as seguintes medidas:

- Valorização das calçadas. A falta ou má conservação desses espaços é um dos maiores obstáculos para a caminhada e a corrida.

- Construção de ciclovias e bicicletários.

- Oferta de vestiários com chuveiros nos locais de trabalho.

- Academias populares em todos os bairros e comunidades.

- Mudar o currículo de educação física no ensino fundamental e médio, com aumento da frequência e da qualidade.

- Fechamento de ruas nos fins de semana para a prática de lazer. Inclusive as do Centro da cidade, como acontece em Bogotá.

- Redução e estreitamento das faixas para carros e aumento daquelas destinadas a pedestres e ciclistas.

- Estabelecimento de pedágios caros no Centro da cidade, como em Londres.

- Aumento da distância entre as estações de BRTs para estimular a caminhada, como foi realizado com sucesso em Curitiba.

- Oferecer segurança para que a população possa se apropriar das ruas.

Fonte
http://www.esportealternativo.com.br/images/stories/ea/olimpiadas/240915_1.jpg

Durante as últimas duas semanas, os brasileiros aprenderam mais sobre esportes até então pouco conhecidos, sofreram com alguns resultados frustrantes, vibraram com vitórias surpreendentes e conheceram mais de perto a trajetória dos protagonistas dessa festa do esporte: os atletas.

Mas será que atletas olímpicos têm algo para ensinar para a maioria da população brasileira que se divide entre sedentários e praticantes de atividade física recreacional? Antes de tudo, é preciso compreender que atletas de nível olímpico não são fruto apenas de horas de treinamento e dedicação. Performances esportivas extraordinárias são produzidas a partir de uma combinação de fatores que mantém estreita relação entre si. Atletas realmente competitivos surgem quando há uma integração ideal entre hereditariedade, habilidades motoras, biotipo físico, aspectos motivacionais, ambiente, traços da personalidade, treinamento e afinidade com o esporte.

As pesquisas sobre o assunto, publicadas até agora, levam a crer que o fator genético é predominante no processo de seleção de talentos esportivos, porém para que os atletas alcancem os melhores resultados nas competições, o tal fator genético precisa encontrar condições externas favoráveis que permitam a sua expressão máxima. Em contrapartida, mesmo que as condições externas sejam as mais favoráveis possíveis, se os atletas não estiverem "equipados de fábrica" com o conteúdo genético adequado o desenvolvimento esportivo será limitado.

Compreendam que qualquer pessoa poderá aperfeiçoar sua aptidão física e desenvolver suas habilidades esportivas com treinamento adequado, mas infelizmente poucos, pouquíssimos terão condições de chegar ao nível competitivo de um atleta olímpico. Os atletas egressos de projetos sociais e com comoventes histórias de superação realmente são inspiradores, mas o sucesso de um atleta não depende apenas do quanto ele deseja ou de quão difícil foi sua trajetória. Se através de projetos sociais esportivos é possível ampliar o número de crianças expostas ao esporte desde cedo, logicamente aumenta a possibilidade de detectar talentos precoces e, a partir daí, investir na formação de um provável atleta de alto rendimento. Entretanto, considero muito mais significativo do que encontrar potenciais atletas olímpicos o conjunto de benefícios para a maioria das crianças envolvidas nesses projetos: inclusão social, mudanças positivas de comportamento, menor exposição ao risco, melhor rendimento escolar, aprendizagem das modalidades esportivas e aperfeiçoamento do desempenho motor.

Então, mesmo sabendo que atletas olímpicos representam a exceção e não a regra entre os praticantes de esportes e demais atividades físicas, penso que há muitas semelhanças que podem ser inspiradoras. A busca pelas medalhas, por exemplo. Isso mesmo, você não leu errado, a diferença é que as nossas medalhas são outras: perder 3 quilos, aumentar 2 centímetros no perímetro do braço, caber dentro de uma calça perdida, completar uma prova de corrida, reduzir o colesterol... Enfim, se o que leva os atletas olímpicos a acordar cedo, dedicar-se ao treinamento e abdicar de prazeres contraproducentes é a vontade de conseguir uma medalha na competição, não vejo problema algum em fazer a comparação. Afinal, muitos de vocês leitores também fazem o mesmo por motivos diferentes.

Sua medalha é sua meta em relação aos exercícios físicos, qualquer que seja. O importante é defini-la, traçar um plano de ação (preferencialmente com o auxílio de um profissional de Educação Física qualificado) e AGIR. Garanto que ao conseguir cumprir essa meta a sensação é muito prazerosa e, pelo menos por alguns instantes, você poderá mandar a genética às favas.

Bons treinos!

Fonte

http://recreio.uol.com.br/orinoco/media//images/large/2015/08/05/olimpiadas.png


Estão tendo Olimpíadas no Brasil, eu estou aproveitando mas já uma  coisa que vem me incomodando: o coitadismo e vitimismo que impera na nossa Cultura foi para o esporte.  De alto nível. Está imperando num lugar onde psicólogos e treinadores deveriam agir.  Pessoal, não se faz campeões com o vitimismo imperando.

Vou dar três exemplos olímpicos. Vem comigo!

O futebol masculino anda mal das pernas e não é só nas Olimpíadas.  O técnico do Brasil saiu em defesa do principal jogador. Eu também sairia, o defenderia, é o meu craque.  Mas o argumento usado pelo técnico foi para revelar todo o coitadismo, vitimismo e sei lá mais o que impera na nossa cultura. Que coisa mais surreal usar a idade da Marta pra defender o Neymar, falar que um cara de 24 anos não vai aguentar pressão e que ele não vai mais querer jogar pela seleção para as críticas serem aliviadas. Isso passa longe de um perfil vencedor que o esporte de alto nível tem que ter.  A tentativa da preservação do craque com argumentos tão falhos escancara o que a gente tem de pior: vamos ter pena do cara, é só um cara de 24 anos que precisa de tranquilidade. Ele precisa mesmo de tranquilidade mas não é pra ter pena porque ele tem 24 anos ou medo porque ele não vai mais jogar pela seleção.  Vamos melhorar os argumentos ou ter um desempenho melhor para não ser criticado.

O segundo caso que me chamou muito a atenção para essa coisa de vitimismo foi a entrevista de "despedida" da nadadora Joanna Maranhão. Ela conseguiu colocar numa frase e generalizar todo o país com adjetivos incluindo o racismo, machismo e xenofobia. Aí, você vai procurar na rede social dela e pasmem:  é um escarcéu de xenofobia, machismo... Mas ela, pra sair com uma declaração polêmica, como muitos posts que ela fez, prefere se colocar numa posição de "xingada, humilhada" do que falar da vida dela na Natação. Joanna tem uma técnica de nado linda, fez final olímpica e isso é coisa pra caramba!  Lamentei inclusive em rede social essa postura de vítima que ela adotou, sabe-se lá o porquê!

Para terminar esse texto, que já está longo demais, vou falar do terceiro exemplo olímpico. Você conhece a historia do Vanderlei Cordeiro de Lima? Resumindo, ele estava pra ganhar a medalha de Ouro na maratona, foi agarrado por um louco, continuou na prova e ganhou o bronze. Muitos acham que o Vanderlei teve sorte de ser agarrado porque ele não teria a projeção que teve. Outros lamentam até hoje aquele fato. O Vanderlei encarou a medalha de bronze como uma vitória única, como foi. Você já o viu se lamentando dizendo que aquilo aconteceu porque era brasileiro, pobre, falando de idade, comparando com outro atleta ou sei lá mais o que?  Eu não o vi se colocar na posição de prejudicado. A imprensa tentou mas a postura dele nunca foi de vítima.  Afinal de contas, ele tem uma medalha olímpica, uma conquista no esporte que pratica, assim como o Neymar e a Joanna também têm.

O esporte brasileiro precisa evoluir.  E pode colocar na lista a erradicação do mimimi, coitadismo e vitimismo.

Afinal de contas, você conhece algum campeão, seja nas olimpíadas, seja no esporte, seja na vida, que usa e vitimismo e se faz de pobre coitado?

Até a próxima!

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