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Educação Física Professor Rodolfo

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Arte marcial criada no Japão em 1882, o judô – numa tradução direta – significa "caminho da suavidade".  A modalidade foi criada no Japão em 1882, pelo professor Jigoro Kano a partir das técnicas de jiu-jitsu adaptadas para evitar os golpes mais perigosos.
O objetivo original era a defesa pessoal, mas na competição o foco é outro: derrubar o adversário com as costas voltadas para o tatame, o local onde acontece as lutas. Outra forma de encerrar o combate é imobilizar o rival no solo por 20 segundos ou até o oponente desistir.
O golpe perfeito é computado como ippon, que, ao ser registrado pelos árbitros, dá a vitória ao judoca que o aplicou. Os golpes incompletos são pontuados como wazari, que representa meio ippon, ou como yuko, que seria metade do wazari.
Atualmente, o judô está dividido em sete categorias para homens e sete categorias para mulheres, de acordo com o peso dos judocas. No Rio 2016, as disputas ocorrerão na Arena Carioca 2, no Parque Olímpico da Barra, entre os dias 6 e 12 de agosto.
O judô estreou nas Olimpíadas nos Jogos de Tóquio 1964, no masculino, e em Barcelona 1992, no feminino. O Japão é o maior recordista de medalhas neste esporte, com 72 medalhas olímpicas, sendo 36 ouros. O Brasil já conquistou 19 medalhas nos tatames: três de ouro, três de prata e 13 de bronze.
O esporte é controlado internacionalmente pela Federação Internacional de Judô (FIJ), e, no país, pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ).
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A gama de modalidades de lutas no Brasil varia muito, de acordo com a realidade e a conjuntura da região, da cidade, e da escola. A diferença entre uma cidade mais populosa e cidades de áreas menos desenvolvidas pode ser muito grande no que se refere a opções de prática de lutas e artes marciais.
Os PCN's não determinam qual modalidade de luta é a melhor ou a mais indicada para as aulas de educação física. Fica o professor responsável por decidir a escolha da modalidade de luta que será ensinada. E, se o professor, ao chegar neste ponto, não tenha compreendido o significado das lutas, enquanto componente da Educação Física Escolar, talvez não compreenda se será necessário escolher uma, duas ou três modalidades de luta. E quais deverão ser escolhidas: as mais conhecidas na cidade e na região? Ou somente as modalidades olímpicas?
Assim como ocorre com os esportes (Futebol, Handebol, Basquetebol e Voleibol) serão escolhidas as modalidades que são mais populares? Os alunos conhecerão, então, apenas a Capoeira, o Karatê, Judô e o Taekwondo? Por qual critério? Por serem os mais conhecidos, os mais fáceis de aplicar ou por fazerem parte do contexto local? É o professor que escolhe desenvolver Futebol com seus alunos, ou ele não tem outra opção, porque em sua escola só existe uma quadra para essa modalidade esportiva, e porque sua formação enfatizou demasiadamente os esportes populares e não foi satisfatória nas outras modalidades?
Se no momento de escolher as lutas optar apenas por algumas modalidades mais comuns na conjuntura local, os alunos continuarão a conhecer a Esgrima, o Aikido, e o Kempo, como um esporte "da elite rica", que mora nas cidades maiores e dispõem de condições financeiras para freqüentar e comprar os equipamentos necessários à prática dessas artes. Meu aluno conhecerá o Boxe apenas pelo Rocky Balboa (personagem do popular filme "Rocky V", 1990, ficção sobre a vida um pugilista) e Myke Tyson (ex-pugilista peso-pesado norte-americano)? Não será algo de se impressionar se a única percepção quanto ao Boxe seja a de um esporte violento, pois a construção da sua opinião é feita apenas com essas fontes.
As opções de escolha de lutas serão restritas, principalmente em cidades menos favorecidas, se o professor optar por escolher entre as modalidades disponíveis no local. Em algumas cidades existem apenas duas ou três modalidades diferentes. Em outras nem isso. Serão os alunos destas cidades fadados ao desconhecimento? Devem se conformar com o que assistem em filmes e programas de televisão? Ou o professor procurará outros meios de inseri-los nesse mundo, ainda que de forma lúdica, através da fantasia, ou de formas simplificadas das lutas?
Qual modalidade atende melhor às necessidades de meus alunos. O Judô? A Luta Livre? O Boxe é menos pedagógico que a capoeira? A Capoeira seria mais adequada porque os golpes são desferidos sem que haja contato físico, e ainda pode ser trabalhada como uma dança, sem riscos. Vale-Tudo, Muay Thai, são impróprios para aulas de Educação Física? As modalidades que possuem golpes de percussão (golpes de bater com os punhos, pés, cotovelos, etc, muito comuns no Caratê e modalidades similares) devem ser excluídas?
Deve-se estabelecer um critério para a escolha das modalidades a serem trabalhadas? Esse critério deve ser discutido em relação à necessidade do aluno ou ao contexto local?
Em se tratando de temas transversais, como a "pluridade cultural", o trabalho com modalidades diferentes possibilita conhecer e fazer uma reflexão comparativa e crítica entre o nosso país e os outros povos e nações, pois as lutas são também uma forma de difusão das culturas dos seus povos de origem.
Também é preciso afastar preconceitos na hora de escolher. Algumas pessoas podem ver o Boxe, a Capoeira e o Vale-Tudo como uma prática marginal e perigosa, inadequada como conteúdo escolar. Primeiramente, não se trata de realizar as lutas entre os alunos. Trabalhar esses conteúdos, ou essas lutas, também significa proporcionar oportunizar uma discussão e o entendimento sobre as lutas. É possível também propor pesquisas sobre as artes marciais ditas menos adequadas ao contexto escolar, e outras formas que permitam a eles conhecer essa parte do mundo esportivo.
Há, entretanto, alguns autores que defendem uma modalidade de luta, integrada ao currículo escolar. Segundo o presidente do Conselho Superior de Mestres de Capoeira e Vice-Presidente da Confederação Brasileira de Capoeira (CBC), a Capoeira é uma das práticas mais adequadas para a educação e formação de nossas crianças:
A Capoeira, que é uma atividade genuinamente brasileira e natural, não exige muito espaço, vestimentas ou sofisticações para sua prática. Ela promove o lazer e desperta outros interesses centrados na música, na dança, no folclore e no ritmo. Acém disto, a Capoeira é um instrumento de grande poder de socialização e ajuda na melhoria da auto-estima de nossos jovens e crianças, sobretudo aqueles considerados excluídos, como negros, pobres, crianças de rua e deficientes físicos.
O que sugere já é feito com outras artes marciais em seus países de origem. O Taekwondo, na Coréia do Sul, é considerado esporte nacional e tem seu ensino obrigatório nas faculdades, escolas e Forças Armadas.
Além do desenvolvimento da Capoeira nas escolas, importante também, é considerar as lutas como um todo, um conjunto de manifestações culturais históricas, que deve ser aprendido. Além da vivência nas modalidades mais comuns, também é importante para o educando conhecer a dimensão desse universo, complexo e diverso.
Já foi apontado no item "Concepção", no capítulo "LUTAS E A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR", deste estudo, que as lutas podem ser encontradas nas escolas inseridas no planejamento do professor de educação física ou de forma extracurricular. O trabalho extracurricular sugere que o ensino ocorre dicotomizado de um planejamento maior do currículo escolar. Mas, por outro lado, imagina-se que esteja adequado à proposta do projeto político-pedagógico da escola. Então a questão seria verificar se a proposta político pedagógica partiu de uma interpretação adequada dos Parâmetros Curriculares Nacionais e se realmente atende as necessidades pedagógicas do educando.
Para a forma curricular o professor possui muitas possibilidades. É possível escolher trabalhar com quantas lutas diferentes o tempo disponível permitir, e de maneiras diferentes. As regras podem ser adaptadas às necessidades do contexto escolar. A escolha da luta vai depender do conhecimento do professor e das condições da estrutura física da escola. Por outro lado existem muitas formas de contornar problemas de falta de material. A falta (de tatames, equipamentos de proteção, etc) pode se tornar em uma alternativa de aula. Trabalhar com os alunos a construção desses materiais, pode oportunizar o envolvimento com os mesmos conteúdos que seriam desenvolvidos em uma aula dita normal. Além de construir os materiais, os alunos iriam aprender para que servem e como usá-los. Isto também é conteúdo de lutas na Educação Física Escolar, e amplia os conhecimentos dos alunos relativos as lutas.
Quanto à falta de habilidade técnica, é possível recorrer a especialistas da comunidade, quando houver. Solicitar a um professor de academia que dê uma demonstração, ou realize uma apresentação junto com praticantes da arte marcial também pode ser uma alternativa para estimular os alunos antes do professor ministrar suas aulas.
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O Judô é uma arte hoje Olímpica, e praticada no mundo todo. Entretanto, o Judô não é somente Nage-Waza (técnicas de projeção) e Osae-Waza (técnicas de imobilização). O Judô tradicional, o Judô idealizado pelo Sensei Jigoro Kano, envolve técnicas de defesa pessoal (Goshi-Jutsu), Newaza (luta de solo com estrangulamento e finalização) e também Atemi-Waza (técnicas de chutes e socos).
Infelizmente, o Judô competitivo acabou restringindo, aos poucos, as possibilidades de desenvolvimento nas outras áreas. As técnicas de goshin-jutsu e atemi-waza são treinadas apenas após a faixa preta, e normalmente na forma de Kata. E as técnicas de newaza foram deixadas de lado, pelo fato de que em competições, à depender do árbitro, o atleta tem muito pouco tempo para trabalhar a luta de solo.
Isso é razão para abandonar o newaza? Não! Saiba os motivos:

O Judô e o Jiu-Jitsu

Flávio Canto - Faixa preta de Judô e Jiu-Jitsu

Historicamente, o Judô e o Jiu-Jitsu são artes praticamente irmãs. Em geral, praticamente todas as técnicas de finalizações existentes no BJJ encontram-se no catálogo de técnicas do Judô. Entretanto, nenhuma arte no mundo desenvolveu tão bem a movimentação e a quantidade de variações das mesmas técnicas de solo quanto o BJJ (no Japão, o Kosen Judô continuou desenvolvendo o newaza, mas fica difícil saber até que ponto se desenvolveu tão bem quanto o BJJ). Não há outra arte no mundo mais especialista em newaza quanto o BJJ. Então, se precisamos de newaza, precisamos do BJJ.
Motivos para desenvolver o newaza:
1. Kuzushi – Todos os golpes do Judô são baseados em três princípios: kuzushi (desequilíbrio), tsukuri (entrada) e kake/gake (execução). Um bom judoca entende bem os princípios do kuzushi de cada técnica, de cada movimento, enquanto em pé. Porém, no chão, novos princípios de kuzushi surgem, principalmente envolvendo o uso do quadril, do próprio peso, de estabilização do corpo, etc. E um bom judoca começa a se limitar quando a postura começa a ficar muito baixa ou a luta vai para o solo. O BJJ é fundamental para dar ao judoca a compreensão ampla do kuzushi em todas as posições possíveis: em pé, sentado, agachado ou deitado.
2. Defesa – Muitas vezes, em competições, sofremos o golpe e caimos em posição de defesa. Mas em geral, o judoca leigo em newaza não sabe se defender e as vezes perde a luta por conta de bobeiras dadas como resultado de uma defesa ineficiente. O BJJ é fundamental para ensinar aspectos de uma boa defesa enquanto a luta se desenvolve no solo.
3. Ataque – Muitas vezes, em competições, arremessamos o adversário e ele cai em posição de defesa, ou as vezes, caimos com domínio sobre ele e ele ainda não está em posição de defesa. Mas o judoca leigo em newaza, quando encontra-se nessa posição, pára e pensa: "hum… o que posso fazer agora?" E quando pensa isso, o adversário já foi para outra posição de defesa. Então o judoca pensa: "tá, ele mudou, mas posso fazer algo agora?" E o adversário mudou de novo. Como o tempo é curto, nessa hora o juiz dá o mate e a luta volta ao tachi-waza (luta em pé).
Amplie seu conhecimento técnico em newaza através do estudo do BJJ

Com o treino de BJJ, isso muda. Ao cair com o adversário no solo, você cairá em uma posição que você já conhece e já sabe instantaneamente o que fazer. Com isso, você é capaz de realizar uma conexão imediata as vezes durante a própria projeção, para técnicas de imobilização ou finalização, com muito mais eficiencia e velocidade. Você não precisará pensar. Você simplesmente fará. E isso faz a diferença nos campeonatos.
Alguns poderiam contra argumentar da seguinte forma:
– Em competições, a maioria pouco se importa com newaza. Então pra que eu precisaria me importar também?
Respondo com a história de um músico de Jazz. Perguntaram a ele porque ele praticava com seu instrumento por nove horas diárias. Ele respondeu: "Porque todos os meus concorrentes praticam por oito horas diárias".
4. Conhecimento técnico – Muitos Judocas não querem ser atletas, ou não querem mais competir. Mas são raros os atletas que não querem chegar na faixa preta, e até mesmo um dia ensinar Judô. O newaza é parte do Judô. Desenvolver o newaza com os melhores especialistas do mundo na área, o BJJ, é, também, estar estudando e conhecendo mais o Judô. É estar adquirindo conhecimento técnico que complementa todo o conhecimento do Judô. E um bom professor de Judô deve ser capaz de auxiliar seus alunos que querem ser competidores, dando conhecimento de qualidade, conhecimento eficiente e orientação. Saber newaza é fundamental.
Fonte
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