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Educação Física Professor Rodolfo

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Mesmo em ambiente escolar parece que há uma tendência à inserção das atividades aquáticas como forma de viabilizar um processo educacional mais recorrente, com possibilidade de adquirir educação mediante a prática de atividades físicas em meio líquido.

Percebe-se constantemente o grande interesse dos pais por escolas que oferecem tais atividades, as quais podem ser relevantes para o processo de desenvolvimento físico e psicológico de suas crianças. Convém ressaltar que nesse contato criança-piscina, especialmente em séries iniciais, há a necessidade da criança se integrar harmoniosamente com o meio em que se encontra, a fim de evitar possíveis problemas com as propriedades e particularidades da água, tais como o afogamento e o medo dela resultante.

Pensando no aluno como ser humano único e singular e como ele é olhado por pais e professores, surge a necessidade de atentar para os problemas pelos quais passam algumas instituições educacionais, sobre a ênfase dada ao método e à técnica absoluta para alcançar os objetivos da aula, em detrimento da adoção de condutas e estratégias que valorizam o indivíduo como um todo e facilitam a aprendizagem, como por exemplo, as dinâmicas lúdicas.

E, independentemente da existência de conflitos internos, carências e potencialidades, o aluno é capaz de desenvolver-se e adaptar-se ao meio líquido de acordo com seus limites e ritmo próprio, rompendo barreiras e abrindo possibilidades de receber uma educação baseada na valorização do desenvolvimento global do ser humano, levando em consideração as estruturas física, emocional e intelectual da criança.

 Portanto, no meio líquido, como um espaço educativo, é vital o papel do professor nesse processo, o qual deve acontecer de forma gradual e evolutiva, sem atropelar as expectativas da criança. Assim, tende-se a criar um espaço pedagógico e inclusivo, no sentido de facilitar aos alunos a vivência de experiências perceptivas e sensíveis, bem como um ensino-aprendizagem cada vez mais recorrentes.


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O nome do Rugby Subaquático já dá uma ideia de como o esporte funciona. É jogado numa piscina de 3,5 a 5 metros de profundidade, sendo que a sua largura e comprimento são semelhantes às piscinas utilizadas no polo aquático.

O jogo tem a duração de 30 minutos, divididos em dois tempos, de 15 minutos cada. No interior da piscina encontram-se 6 jogadores de cada lado, com mais 6 jogadores substitutos. É praticado por equipes mistas (homens e mulheres). Para diferenciar as equipes são utilizadas tocas de cores diferentes por cada uma delas – azuis e brancas. O objetivo deste jogo é colocar a bola no cesto da equipe adversária.
O rugby subaquático é jogado totalmente debaixo de água e a bola não pode atingir a superfície. Ela é preenchida com água salgada para que sua densidade seja maior que a da água da piscina e os atletas não podem subir com ela à superfície quando vão tomar ar.
Uma vez que a bola percorre cerca de 2 a 3 metros antes de ser parada pela resistência oferecida pela água, este desporto exige uma enorme tática e um excelente posicionamento dos jogadores. O jogador pode, também, usar diferentes habilidades e estratégias como a força, velocidade, mobilidade ou o baixo consumo de oxigênio.
E por que o nome rugby? Porque o contato físico é intenso, e a lógica de chegar com a bola ao outro lado da piscina é semelhante.
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A pesquisa que existe para que haja uma melhora técnica no nado de crawl não é recente. Há anos estuda-se uma forma de diminuir a resistência   e aumentar a velocidade do homem dentro d´água.

Ao longo desse tempo, o nado foi evoluindo. No início a respiração do nado crawl era frontal, sendo de extrema dificuldade na sua execução, na tentativa de evitar o rolamento de tronco. O primeiro nadador a demonstrar a eficácia da respiração lateral foi o Johnny Weismüller, sendo a expiração na água inicialmente feita pelo nariz, depois pela boca e pelo nariz e finalmente pela boca, apenas deixando que o ar escape pelo nariz, sem a preocupação de expeli-lo.

Para melhorar a performance alguns fatores são levados em consideração. Esses fatores são: posição do corpo, a ação dos braços, ação das pernas, a respiração e a coordenação geral.

Posição do corpo
A posição do corpo na água deve ser a mais paralela possível da linha da superfície, não esquecendo que a ação das pernas é realizada abaixo desse mesmo nível.

Um corpo bem posicionado pode reduzir consideravelmente a resistência frontal.

Ação dos braços

O trabalho dos braços no nado crawl pode ser dividido em 2 partes: a fase aérea e a fase aquática.

Fase aérea
É o momento de recuperação do nado, onde há o mínimo de gasto energético, com o cotovelo para cima, os dedos das mãos deslizam na água posicionando o braço na direção da entrada. A entrada da mão na água é realizada com a mesma estendida no prolongamento do braço, onde o polegar e o indicador cortam a água.

Fase aquática

Ocorre todo o trabalho de propulsão efetiva na água, com um maior dispêndio de energia. Depois da entrada na água, a mão desloca-se para baixo em um trajeto curvilíneo, mantendo o cotovelo alto. A puxada na água ocorre com uma alavanca potente, onde à medida que o braço caminha com a mão em direção ao eixo do corpo e para trás, o cotovelo procura manter-se alto, como um ponto fixo, indo este movimento até o máximo da flexão do cotovelo.

A partir daí, começa a empurrada que é a parte final da fase aquática, que ocorre com uma completa extensão do braço, com a palma da mão para cima.

Ação das pernas
O batimento de pernas origina-se no quadril, com movimentos alternados, onde há a flexão da perna na batida para baixo e extensão da outra perna na batida para cima. Fazendo uma comparação bem global, o batimento de pernas do crawl na posição horizontal assemelha-se com o andar de um adulto na posição vertical.

O batimento de pernas no crawl é responsável em até 20% pela propulsão do seu praticante, porém é ele que dá a estabilidade ao nado, em uma margem de 80 a 85%.
As pernas não devem sair da água, a flexão dos joelhos não deve ser exagerada e a força deve sempre ocorrer durante a extensão dos mesmos.

Respiração e a coordenação geral

A inspiração e a expiração devem ser relaxadas, girando a cabeça para o lado, como se o queixo encostasse no ombro.

Deve-se inspirar tão logo o braço começa a fase de recuperação, ou seja, a fase aérea e termina com a expiração durante a fase aquática.
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    A natação é a capacidade de se locomover sobre ou sob a água, de forma segura e individual, de acordo com suas potencialidades, respeitando suas limitações.. Pode ser apresentada de três formas: natação terapêutica ou elementar utilitária, natação recreativa ou esportiva formal e natação competitiva ou esporte formal.

    A natação terapêutica é a adaptação do indivíduo ao meio aquático, possibilitando a prática da natação recreativa. A natação recreativa é composta de movimentos formais, como as técnicas dos quatro nados (crawl, costa, peito e borboleta), saídas e viradas. Visa o bem estar social e pessoal, possibilitando a prática em caráter esportivo. A natação competitiva é composta de esquemas de movimentos de alto nível, favorecendo o aprimoramento técnico e a performance desportivas.

    A prática da natação pode trazer inúmeros benefícios. E não é diferente com os portadores de necessidades especiais, pois, além dos benefícios físicos, nadar proporciona a integração social, a independência e o aumento da auto-estima nos atletas. A natação pode oferecer mais do que qualquer outra atividade física ou esporte às pessoas portadoras de necessidades especiais, sendo rapidamente adaptada as suas necessidades e capacidades (BAHIA, 2007).

    Um programa de natação adaptada deve conter cinco objetivos, de acordo com Adams et al. (1985), que coloca o aluno em sua totalidade.

O objetivo orgânico que visa aumentar e melhorar a capacidade funcional do organismo (resistência cardiovascular, flexibilidade, resistência muscular, etc).

O objetivo neuromuscular consiste no aumento da capacidade perceptivo-motor, de movimentos ainda não explorados, tais como: movimentos em vários planos (rotação, flexão,extensão, etc).

O objetivo interpretativo, de consciência do próprio corpo, de suas potencialidades. Na prática da natação, o indivíduo pode explorar, descobrir e realizar diversas habilidades motoras ainda desconhecidas.

O objetivo social se evidencia nas diversas formas de recreação, na interação com outras pessoas e a sua habilidade de lidar com outros indivíduos que é prejudicada pela falta de variedade de contatos.

O objetivo emocional, um aspecto importante, pois o aluno é capaz de deixar seu meio de locomoção (cadeira de rodas, muletas, aparelhos ortopédicos), e de forma independente dentro da água, se deslocar com liberdade, fato este que eleva sua auto-estima.

    Os benefícios que a natação pode proporcionar a esta população podem ser classificados em: terapêuticos, físicos e fisiológicos, e psicossociais .

Benefícios terapêuticos: diminuição da dor e espasmos musculares; manutenção ou aumento da amplitude do movimento articular; fortalecimento do músculo enfraquecido e aumento da tolerância ao exercício; reeducação do músculo paralisado; melhora da circulação; encorajamento das atividades funcionais; manutenção e melhora do equilíbrio, coordenação e postura.

Benefícios físicos e fisiológicos: diminuição do peso corporal, possibilitando que o indivíduo mantenha-se sozinho e facilitando seu deslocamento; diminuição de possíveis lesões causadas pelo excesso de peso; relaxamento muscular devido à propriedade aquecida da água (30º a 32º C); a posição do corpo e suas movimentações (quatro nados) proporciona um aumento na força e resistência muscular, aumento na amplitude das articulações e melhora de todas as funções corporais.

Benefícios psicossociais: a imersão é usada como um meio de evitar a rejeição e reduz as tensões físicas, mentais e nervosas; os indivíduos esquecem seus problemas enquanto sua atenção está voltada à aprendizagem de uma nova habilidade, deixando-os mais relaxados; algumas deficiências são mais evidentes que outras quando o corpo está imerso, podendo trazer benefícios psicológicos aos alunos que apresentam grandes deformações corporais; os êxitos na natação, mesmo que o aluno não tenha se adaptado em outros esportes, pode ajudar a restabelecer a autoconfiança e a segurança; o brincar com a água pode proporcionar benefícios psicossociais positivos, além de um alto nível de bem estar. O aluno hiperativo tende a se acalmar e o aluno apático tende a receber um ótimo estímulo; a natação pode facilitar a identificação do aluno com ele e com os colegas, facilitando a socialização e a melhora da auto-estima.

Outros benefícios: estruturação do esquema corporal, orientação espacial, equilíbrio estático e dinâmico, melhora da resistência cardiopulmonar e cardiovascular; momentos de prazer, descontração e criatividade; auto-imagem e socialização; melhora da coordenação motora, consciência corporal, noções espaço-temporal e ritmo.
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