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Educação Física Professor Rodolfo


A experiência tem mostrado que os alunos que participam das "aulas" de Psicomotricidade Relacional ampliam seus relacionamentos e melhoram seu desempenho escolar, isto porque, o educando encontra espaço para expor a sua própria expressão, permitindo transformações que resultam em uma maior flexibilidade na relação consigo mesmo e com os demais colegas. Essa melhoria de atitude estende-se a outros amigos, aos familiares e com os diversos grupos com os quais ele se relaciona.
Atualmente convivemos com uma intensa estimulação de consumo por parte da sociedade, transferindo nossas reais necessidades de SER (afeto, limites adequados, carinho) pela ilusão de que o TER é mais importante. O psicomotricista relacional é um profissional que cuida do processo de afetividade, pensamento, motricidade, intra-relações e inter-relações.  Em geral, os educandos reproduzem tudo o que passam em casa com a família, na escola ou com os amigos. O psicomotricista relacional está disponível para viver o papel designado pelo educando. A resposta do Psicomotricista Relacional à solicitação dos alunos, é essencialmente corporal, sendo desnecessária a fala porque é o corpo que comunica. E através das intervenções adequadas, é possível ajudá-los a superar seus conflitos, seus bloqueios e suas dificuldades sejam elas relacionais, sociais ou afetivas. Não há limites para o imaginário e qualquer coisa pode ser representada e servir de suporte simbólico ao imaginário. 

O mesmo objeto pode representar pessoas ou situações diversas e uma mesma pessoa ou situação pode ser representada por diversos objetos. Cada objeto tem uma simbologia específica e esses materiais irão dar suporte ao Psicomotricista Relacional para a leitura, decodificação e intervenção adequadas às necessidades de cada educando do grupo.  

Os grupos são formados por faixa etária nos diferentes níveis de Educação Infantil e Ensino Fundamental.

As férias de verão são um ótimo momento para incentivar a criançada a se movimentar / Foto: EBC
 
Internet, games e televisão. Com uma concorrência dessas fica difícil convencer os pequenos a se movimentar e praticar atividades físicas. Com isso, o sedentarismo infantil se tornou um problema real, que pode afetar saúde e até levar à obesidade. Para lutar contra isto e incentivar a criançada a se movimentar, nada melhor que as férias de verão. Este período é excelente para atividades descontraídas, sem regras e horários. As férias são ótimas para apresentar aos pequenos novas formas de se movimentar e estimular para que este se torne um hábito do ano todo, diminuindo o sedentarismo", ressalta o profissional.

Por conta do clima, as férias de verão são um ótimo momento para os pequenos aproveitarem o ar livre. Ambientes abertos e arejados são uma excelente pedida para o período. Mas é importante lembrar que é preferível que as atividades sejam praticadas mais cedo ou no fim da tarde, para evitar o sol. O ideal são atividades lúdicas e prazerosas.
O bem-estar da crianças, no entanto, não pode ser esquecido, ressalta o professor. É preciso proteção solar, vestimenta e calçado adequados, conferir se o local está limpo e se não oferece risco de acidente para os pequenos. Além disso, confira os itens de segurança, como joelheira e capacete para andar de bicicleta.

Além de beneficiar saúde e para o desenvolvimento físico dos pequenos, as atividades físicas também para estimulam sentidos e habilidades. Com elas, os pequenos têm ganhos  psicomotores e psicossociais. Eles desenvolvem o equilíbrio, força, agilidade, autoestima, senso de colaboração e trabalho em equipe, entre outras valiosas lições.
Para o profissional de Educação Fìsica ou ate mesmo o estudante, é uma forma de trabalho no verão. Aproveite!


Estudos relacionados ao desenvolvimento motor não apresentavam grande expressão na área da Educação Física até a década de 70, no entanto, o aumento no volume e na qualidade das pesquisas durante a década de 80 e 90 fez do desenvolvimento motor uma área legítima de pesquisa científica, com grande destaque internacional nos dias atuais (GALLAHUE e OZMUN, 2005).
O objetivo central dos estudiosos da área de desenvolvimento motor é entender como os seres humanos desenvolvem suas habilidades motoras, analisando o impacto da maturação infantil e das experiências ambientais na aquisição e no aumento da complexidade dos movimentos realizados (ISAYAMA e GALLARDO, 1998).
Nesse contexto, a infância é entendida como um período de grande importância para o desenvolvimento motor, sobretudo porque é nesta fase que ocorrem o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais que servem de base para o desenvolvimento das habilidades motoras especializadas que o indivíduo utilizará nas suas atividades cotidianas, de lazer ou esportivas (GALLAHUE, 2005).
Devido à grande popularidade do esporte em todo país, muitas crianças têm procurado a prática esportiva em idades cada vez mais precoces, sobretudo em modalidades esportivas amplamente divulgadas na mídia e com forte impacto cultural, como é o caso do futebol. Embora a iniciação esportiva possa proporcionar vivências positivas para o desenvolvimento motor da criança, sabe-se que a especialização precoce também pode trazer diversas complicações para o desenvolvimento infantil (FERRAZ, 2009).
Sendo assim, diante da importância da infância para o desenvolvimento motor e das possibilidades de intervenção do profissional de Educação Física nessa fase, o presente estudo teve como objetivo analisar por meio de uma pesquisa bibliográfica, o desenvolvimento motor da criança e o papel da iniciação esportiva durante a infância, dando destaque para a prática da modalidade esportiva futebol.
1. Compreendendo o desenvolvimento motor na infância
O desenvolvimento motor é entendido como as "alterações progressivas do comportamento motor, no decorrer do ciclo da vida, realizadas pela interação entre as exigências da tarefa, a biologia do indivíduo e as condições do ambiente" (GALLAHUE e OZMUN, 2005, p.25).
Embora as alterações relacionadas ao desenvolvimento motor possam ocorrer ao longo da vida do indivíduo, é na infância que ocorre a aquisição do repertório motor que servirá de base para as outras fases. É neste período que a criança adquire o domínio de seu corpo em diversas posturas, aprende a se locomover pelo ambiente de diferentes formas e a manipular variados tipos de objetos (SANTOS et al., 2004).
Devido à grande importância da infância no desenvolvimento motor, a maior parte das pesquisas realizadas por pesquisadores brasileiros na área está relacionada à análise do desenvolvimento motor de crianças com idade entre sete e dez anos por meio da avaliação das habilidades motoras fundamentais das crianças e a influência das aulas de Educação Física nesse processo de desenvolvimento (TANI et al., 1988).
No entanto, segundo Isayama e Gallardo (1998), ainda são poucas as pesquisas relacionadas aos padrões básicos de movimento no Brasil, e que os poucos estudos existentes estão relacionados ao desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais, baseados na abordagem desenvolvimentista proposta por David Gallahue.
O modelo de desenvolvimento motor de Gallahue é baseado em uma ampulheta heurística que representa o aspecto descritivo do desenvolvimento motor durante a vida do indivíduo em desenvolvimento típico (GALLAHUE, 2005), fornecendo orientações gerais para a descrição e a explicação do comportamento motor e destacando que o nível de aquisição das habilidades motoras é alterável desde o nascimento até a morte (GALLAHUE e OZMUN, 2005).
O modelo da ampulheta é caracterizado como um modelo bidimensional descritivo que prioriza "a função intencional da tarefa de movimento como expressa nas três categorias de movimento de estabilidade, locomoção e manipulação e as fases de desenvolvimento motor expressas por sua complexidade" (GALLAHUE, 2002, p.109), levando em consideração as propriedades biológicas do indivíduo, as condições e estímulos do ambiente e as peculiaridades da tarefa executada (KREBS et al, 2005).
Este modelo é dividido em quatro fases que apresentam idades aproximadas para ocorrer, sendo denominadas: fase motora reflexiva (desde os quatro meses pré-natal até o primeiro ano de idade) fase de movimentos rudimentares (que se estende até os dois anos de idade), fase de movimentos fundamentais (desde os dois até os sete anos de idade) e fase de movimentos especializados (a partir dos 7 anos de idade).
A fase inicial do desenvolvimento motor é a dos movimentos reflexos, onde a criança realiza suas primeiras formas de movimento, que são movimentos involuntários, controlados subcorticalmente e desencadeados em reação a algum estímulo (CAMPOS, 1998). Os movimentos reflexos são divididos em reflexos primitivos, que servem como agrupadores de informações, caçadores de alimentos e protetores, e reflexos posturais, que auxiliam os bebês a manterem uma posição ereta em uma superfície e são semelhantes a movimentos voluntários (HAYWOOD e GETCHELL, 2004).
A fase seguinte é denominada de fase dos movimentos rudimentares, período onde são encontrados os primeiros movimentos voluntários da criança. Tais movimentos envolvem atividades de estabilização, onde a criança começa a obter o controle da cabeça, pescoço e músculos do tronco, tarefas manipulativas como alcançar, agarrar e soltar, e movimentos locomotores de arrastar-se, engatinhar e caminhar (GALLAHUE e OZMUN, 2005).
É na fase dos movimentos fundamentais que a criança tem a possibilidade de descobrir e explorar ainda mais o corpo e novas formas de movimento (PONTES, 2006). Uma vez que as habilidades fundamentais servirão de base para as habilidades motoras especializadas, esta fase é considerada uma fase crítica e sensível no desenvolvimento da criança (ISAYAMA e GALLARDO, 1998).
A fase de movimentos fundamentais é dividida em três estágios: estágio inicial, elementar e maduro. O estágio inicial representa a primeira tentativa da criança, entre 0 e 2 anos de idade, de executar uma habilidade fundamental. Os movimentos são caracterizados pelo uso exagerado do corpo, falta de ritmo e pouca coordenação. Após esse estágio, o indivíduo passa pelo estágio elementar aos 3 e 4 anos de idade, que é caracterizado pelo maior controle, coordenação e ritmo dos movimentos fundamentais, com melhor sincronização espacial e temporal. O último estágio da fase motora fundamental é o estágio maduro entre 5 e 7 anos de idade, no qual as crianças executam movimentos mais eficientes, coordenados e controlados (Gallahue e Ozmun, 2005).
Oliveira (2001) ressalta, em uma pesquisa sobre os movimentos fundamentais na educação infantil, que as crianças necessitam de atividades motoras que desenvolvam suas capacidades de movimento em nível maduro, pois, aquelas que brincam na rua, na escola ou participam de algum programa de iniciação esportiva apresentam melhor desempenho motor, quando comparadas com crianças que ficam horas em frente a uma televisão ou computador (STABELINI, 2004).
Nessa faixa etária a criança deve explorar o ambiente por meio de atividades motoras, como jogos, exercícios físicos ou desempenho de habilidades motoras, para que obtenha alterações positivas em relação ao seu desenvolvimento físico, perceptivo-motor, moral e afetivo (FERREIRA NETO, 2004).
A última fase do Modelo da Ampulheta é denominada fase das habilidades motoras especializadas, na qual a criança passa por 3 estágios: transitório, de aplicação e de utilização permanente. O estágio transitório ocorre aos 7 ou 8 anos de idade, onde a criança começa a combinar e utilizar habilidades motoras fundamentais ao desempenho de habilidades especializadas, com melhor forma, precisão e controle. O estágio de aplicação acontece entre 11 e 13 anos, no qual a criança enfatiza a forma, habilidade e precisão do desempenho motor, sendo um período propício para refinar e usar habilidades mais complexas em jogos, atividades de liderança e esportes escolhidos. O estágio de utilização permanente se inicia aos 14 anos e se estende por toda a vida, sendo caracterizado por um período de utilização do repertório de movimentos adquiridos pelo sujeito durante a vida (GALLAHUE e OZMUN, 2005).
A fase dos movimentos especializados é um período no qual o movimento torna-se uma ferramenta que será útil para muitas atividades motoras complexas presentes na vida diária, recreação ou jogos esportivos (GALLAHUE, 2005).
Desta forma, é interessante destacar que, tanto maturação quanto experiências ambientais são importantes para o processo de aquisição e desenvolvimento de habilidades motoras (SANTOS, 2002), no entanto, adquirir um estágio maduro das habilidades motoras fundamentais e especializadas só será possível se a criança receber oportunidades diversificadas de movimento (PAIM, 2003). Por isso, diante das possibilidades de intervenção do profissional de Educação Física na infância, destacam-se na seqüência considerações a respeito da iniciação esportiva na infância.
2. Considerações a respeito da iniciação esportiva na infância
Nos últimos anos, a quantidade de crianças que praticam alguma atividade esportiva tem crescido em grande proporção, seja nas escolas, clubes ou nas escolas de esporte. Assim, a iniciação esportiva, compreendida como um período no qual a criança inicia a prática regular, orientada e planejada de uma ou mais modalidades esportivas (SANTANA, 2004), tem recebido muita atenção da área científica, principalmente, no que concerne à faixa etária ideal para o ingresso de uma criança em uma escola de esportes e suas conseqüências na formação da mesma (RAMOS e NEVES, 2008).
Nesse contexto, parece um consenso que a iniciação esportiva infantil deve enfatizar o desenvolvimento motor global das crianças, visto que:
…as crianças e adolescentes necessitam de abundância de oportunidades em uma variedade de atividades motoras vigorosas e diárias, com o objetivo de desenvolver suas capacidades singulares de movimento, contribuindo para a formação de um cidadão apto a participar de programas esportivos em geral e de um consumidor crítico em relação a espetáculos esportivos e informações veiculadas pelos meios de comunicação (KORSAKAS, 2009, p. 46).
Os programas de iniciação esportiva podem promover muitos benefícios para a formação integral da criança, tais como: desenvolvimento das capacidades de desempenho corporal e motor (FILGUEIRA, 2004), aspectos relacionados à cooperação, convivência, participação, inclusão e satisfação (OLIVEIRA e PAES, 2004), além de contribuir para o desenvolvimento bio-psico-social da criança nas faixas etárias posteriores (ARENA e BOHME, 2000).
Para que os programas de iniciação esportiva contribuam para o desenvolvimento multilateral da criança, algumas situações devem ser respeitadas, como, por exemplo, a elaboração de atividades adequadas às diferentes faixas etárias, o respeito ao nível de desenvolvimento de cada aluno, o bom senso (SAAD, 2006) e o maior número de vivências e experiências motoras da criança (BOMPA, 2002).
De acordo com Ré et al (2005), em um estudo sobre o desempenho motor de 268 crianças e adolescentes do sexo masculino freqüentadores de programas de iniciação esportiva, em muitos ambientes esportivos, indivíduos de diferentes estágios maturacionais e faixa etária fazem parte de em um mesmo grupo de treinamento, o que favorece os mais desenvolvidos biologicamente e desmotiva os menos desenvolvidos, gerando o desânimo e a desistência do indivíduo pela prática esportiva.
Neste sentido:

O professor deve ter muito em conta que não deve modelar o menino à semelhança de, e sim ele deve dar uma grande bagagem de experiências motoras, contribuindo para o armazenamento de seu acervo motor, que lhe permita se desenvolver no futuro com grande variedade de habilidades motoras, que não apontariam para um esporte, mas para sua vida diária (INCARBONE, 1990, p.98).
As aulas na iniciação esportiva devem ser compostas por jogos fisicamente movimentados e fáceis, que contribuam para o desenvolvimento motor da criança (DIEM, 1977). Nesse sentido, os professores apresentam papel fundamental nos programas de iniciação esportiva, devendo apresentar uma prática pedagógica consistente, conhecendo seus alunos, identificando suas necessidades e interesses e, posteriormente, utilizando sua criatividade para propiciar, por meio de diferentes movimentos, a livre expressão da criança (APOLO, 1995).
Freire (2003), em um estudo sobre pedagogia do esporte, afirma que a iniciação esportiva infantil, como, por exemplo, o ingresso em uma escola de futebol pode gerar para a criança um repertório de habilidades bastante diversificadas. Mas esse processo dependerá, em especial, do professor que deve possuir conhecimento para auxiliar no desenvolvimento motor da criança por meio da prática do futebol.
Segundo Campos (2004), as atividades nas escolas de iniciação esportiva não precisam ser cansativas e exaustivas para serem benéficas, entretanto, devem ser regulares, movimentadas para contribuírem com o gasto calórico, como também promover uma hidratação adequada, estimular a exposição de uma maior área de superfície corporal ao ambiente para facilitar a dissipação do calor em dias quentes e úmidos.
A prática esportiva deve aliar as experiências dos alunos com um projeto pedagógico, no qual os conteúdos do ensino das habilidades e desenvolvimento das capacidades motoras aconteçam de forma diversificada e motivadora e que oportunize a participação e aprendizagem do maior número possível de crianças (PAES e BALBINO, 2009).
Além dos aspectos motores, a iniciação esportiva pode ensinar valores éticos, sociais e morais por meio das várias possibilidades que a concepção de esporte envolve, auxiliando na formação de um indivíduo preparado para as diferentes situações do cotidiano e permitindo que a criança viva bem, indiferente da modalidade esportiva escolhida no futuro (SCAGLIA, 1996).
Desse modo, tanto na Educação Física escolar quanto nas escolas de iniciação esportiva, é imprescindível que os alunos vivenciem jogos, brincadeiras, danças e outras manifestações corporais, pois, a integração destas experiências contribuirá para as aprendizagens posteriores (GRECO e BENDA, 2006).
3. A prática do futebol na infância
A iniciação ao futebol possui muitas razões para ser recomendada aos programas de esportes juvenis, tais como: pode ser praticado o ano todo, em campos ou quadras; o futebol é fácil de ser ensinado e jogado; desenvolve as técnicas individuais e o trabalho em equipe, é composto por exercícios contínuos e vigorosos; e não exige muitos equipamentos e instalações (UGRINOWITSCH e BARBANTI, 2000).
Mas para jogar futebol, é necessário que os praticantes dominem os fundamentos em alta velocidade, sem perder o equilíbrio e a objetividade, por isso, o trabalho de iniciação ao futebol e futsal com crianças e adolescentes dever ter uma adaptação adequada, sendo fundamental o respeito ao grau de desenvolvimento de cada aluno, além de satisfazer seus interesses e necessidades (GOMES e MACHADO, 2001).
Para Gomes e Souza (2008) o treinamento de futebol deve ser realizado a longo prazo, compreendendo 3 fases. Na infância deve ocorrer a fase de preparação básica, cujo objetivo principal é o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais e a melhoria de capacidades funcionais e de adaptação. Nesta fase, o treinamento passa por 2 etapas: a etapa de preparação preliminar, que se estende dos 6 aos 11-12 anos de idade e que deve estimular a consolidação da saúde do praticante, desenvolvimento da preparação física multilateral, domínio das habilidades motoras e preparação teórica; e a etapa de especialização inicial, entre 13 e 15 anos, onde o treinamento deve ser mais especificamente relacionado ao futebol, visando a preparação multilateral para a especialização no futebol por meio de mini-jogos e exercícios de preparação geral.
A fase de preparação especializada, segundo esses autores, se estende dos 16 aos 28 anos e deve ser caracterizada por exercícios específicos relacionados às exigências metabólicas e motoras do futebol, com o objetivo de aperfeiçoar o rendimento. Já a última fase é a de longevidade desportiva, observada entre os 28 e 32 anos e tem como objetivo principal a manutenção do alto rendimento e dos bons resultados.
Gallahue e Ozmun (2005) defendem que o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais é essencial para o desenvolvimento motor global da criança, sendo que estas habilidades servirão de alicerce para a aprendizagem dos fundamentos técnicos do futebol. Esse desenvolvimento das habilidades fundamentais é imprescindível para a aprendizagem do futebol, pois,
… muitas habilidades de um jogador de futebol são caracterizadas por movimentos fundamentais de manipulação, como as técnicas dos jogadores de linha (chute, passe, recepção, drible, condução de bola) e os fundamentos técnicos do goleiro (arremesso, defesa alta, defesa baixa, saídas de gol); movimentos de locomoção, como as corridas, o trote, saltos (cabeceios); e os movimentos de estabilidade e equilíbrio, como os axiais (habilidade para o gol, marcação, desvio do adversário) (HITORA e PAIANO, 2007, p.101-102).
Para que esse objetivo seja alcançado, o professor ou treinador de futebol deve evitar métodos de treinamento pouco motivantes, exercícios fragmentados e a busca de novos talentos por meio da especialização precoce (SCAGLIA, 1996). Por outro lado, na fase de iniciação ao futebol, deve-se estimular a criatividade da criança por meio de jogos, que além de aprimorarem a técnica exigida no futebol, propiciem situações reais de jogo, isto é, situações na qual o jogador tem que perceber e analisar o que está acontecendo ao seu redor, encontrar uma solução mental e desempenhar com sucesso a solução motora mais apropriada (CORTEZ, 2006).
Dessa forma, o trabalho do professor ou treinador na fase de iniciação ao futebol deve ser embasado no ensinamento do esporte, por meio de métodos apropriados às diferentes faixas etárias, garantindo uma prática esportiva saudável e prazerosa, sem se preocupar com resultados em competições ou com o rendimento da criança (ANDRADE JUNIOR, 2007).
Quando se fala sobre o processo de ensino-aprendizagem do futebol, muitas propostas pedagógicas indicam os passos que o professor deve respeitar, mas além da proposta pedagógica utilizada, Freire (2003) destaca 4 princípios básicos que o professor deve seguir ao trabalhar com iniciação ao futebol: 1) ensinar futebol a todos; 2) ensinar futebol bem a todos; 3) ensinar mais que futebol a todos; 4) ensinar a gostar de esporte.
Essa afirmação do autor mostra que o professor tem que conhecer as capacidades técnicas, táticas e físicas necessárias para a prática do futebol, mas também outros aspectos importantes que a prática do futebol pode influenciar como o desenvolvimento social, moral, afetivo e cognitivo da criança. E para que a criança aprenda a gostar de esporte, o professor deve propor atividades que sejam lúdicas e, acima de tudo, atividades que todos os alunos sejam capazes de participar.

Considerações finais

Face ao que foi exposto e tendo como base o referencial teórico, percebe-se que o desenvolvimento motor é extremamente importante para o crescimento e desenvolvimento global da criança, uma vez que uma criança ao possuir boas habilidades motoras, terá maior sucesso na prática esportiva e, consequentemente, terá maior capacidade para realizar tarefas cotidianas na vida adulta.
Porém, o desenvolvimento motor infantil é influenciado por diversos fatores, como a maturação, nível socioeconômico e as vivências motoras, sendo esta última um dos fatores mais importantes para a melhor aquisição das habilidades motoras.
E uma dessas experiências motoras é a iniciação esportiva, que se aplicada com uma metodologia correta, evitando a especialização precoce da criança e proporcionando atividades lúdicas e criativas que possibilitem a exploração e descoberta de movimentos, pode auxiliar na aprendizagem das habilidades motoras fundamentais, que serão essenciais para a prática esportiva e para a vida cotidiana.
Nesse contexto, a prática do futebol pode ser muito benéfica ao desenvolvimento motor da criança como uma forma de experiência motora. Entretanto, a iniciação ao futebol deve ser realizada de forma adequada, respeitando o grau de desenvolvimento de cada aluno, satisfazendo seus interesses e necessidades e acima de tudo, proporcionando à criança um repertório de habilidades motoras bastante diversificado.
Em síntese, percebe-se que o desenvolvimento motor é fundamental para a vida de um indivíduo e, neste processo, a iniciação esportiva é imprescindível para que a aquisição das habilidades motoras seja otimizada pela criança, sendo a prática do futebol uma excelente forma de experiência motora para a criança.
José Roberto Andrade do Nascimento Júnior
Bibliografia
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Geralmente, um circuito motor é realizado na quadra de esportes e com materiais especiais, possibilitando exercícios como subir, descer, correr, saltar, equilibrar, entre outros. A intenção de cada estação é trabalhar um objetivo com os alunos desenvolvendo suas habilidades. A Educação Física tem essa responsabilidade com o desenvolvimento do corpo. O circuito alcança bons resultados nas crianças, pois o que para elas é uma diversão, para nós é uma evolução.

Entre as habilidades desenvolvidas na atividade estão equilíbrio, lateralidade, força e resistência. Através do circuito, os professores notaram algumas dificuldades dos alunos nessas áreas e, assim, poderão trabalhar de maneira mais direcionada, possibilitando que os alunos fiquem cada vez mais saudáveis.

Há algumas etapas que podem ser utilizadas para que as crianças entendam a melhor forma de fazer esta atividade.

As representações espaciais (esquemas, desenhos, mapas) substituem a ação direta sobre o ambiente e a percepção imediata, comunicando informações espaciais. Do ponto de vista didático, o desenho e os problemas próprios da representação plana são um meio ideal para provocar, intencionalmente, o início da conceituação de alguns aspectos do ambiente físico. Eles também são uma possibilidade de iniciar os alunos nos primeiros conhecimentos geométricos.

Percorrer circuitos é sempre uma ótima ideia

Como primeiras atividades, organize no pátio da escola percursos ou labirintos, confeccionados com diferentes materiais: cordas, bancos, caixas, caixotes, pneus, bambolês, mesas, tábuas (você pode utilizá-las para fazer planos inclinados ou pontes), etc.

Convide as crianças percorrerem esse circuito, explorando o espaço de diferentes maneiras: subindo, descendo, agachando-se, arrastando-se, pulando, passando por cima, por baixo, rodeando, equilibrando-se, pulando, passando por pontes e corredores, entrando e saindo de caixas e túneis de diferentes tamanhos, etc.

Conforme as crianças se familiarizam com esse tipo de atividade, você pode propor que te ajudem a confeccionar os circuitos. Imaginar possíveis trajetos e diferentes maneiras para percorrê-los é uma forma de antecipar as ações que serão realizadas.

Organize as crianças em grupos de quatro. Entregue para cada grupo uma representação de um circuito que deverão montar. Os desenhos também são meios para a representação de idéias espaciais.

Em outro momento, proponha que, em grupos, as crianças desenhem um circuito que deverá ser percorrido por outro grupo. Oriente-os para que discutam e entrem em acordo sobre a produção final, analisando todos os pontos de vista, relembrando as informações listadas que precisarão aparecer nos desenhos
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Mesmo em ambiente escolar parece que há uma tendência à inserção das atividades aquáticas como forma de viabilizar um processo educacional mais recorrente, com possibilidade de adquirir educação mediante a prática de atividades físicas em meio líquido.

Percebe-se constantemente o grande interesse dos pais por escolas que oferecem tais atividades, as quais podem ser relevantes para o processo de desenvolvimento físico e psicológico de suas crianças. Convém ressaltar que nesse contato criança-piscina, especialmente em séries iniciais, há a necessidade da criança se integrar harmoniosamente com o meio em que se encontra, a fim de evitar possíveis problemas com as propriedades e particularidades da água, tais como o afogamento e o medo dela resultante.

Pensando no aluno como ser humano único e singular e como ele é olhado por pais e professores, surge a necessidade de atentar para os problemas pelos quais passam algumas instituições educacionais, sobre a ênfase dada ao método e à técnica absoluta para alcançar os objetivos da aula, em detrimento da adoção de condutas e estratégias que valorizam o indivíduo como um todo e facilitam a aprendizagem, como por exemplo, as dinâmicas lúdicas.

E, independentemente da existência de conflitos internos, carências e potencialidades, o aluno é capaz de desenvolver-se e adaptar-se ao meio líquido de acordo com seus limites e ritmo próprio, rompendo barreiras e abrindo possibilidades de receber uma educação baseada na valorização do desenvolvimento global do ser humano, levando em consideração as estruturas física, emocional e intelectual da criança.

 Portanto, no meio líquido, como um espaço educativo, é vital o papel do professor nesse processo, o qual deve acontecer de forma gradual e evolutiva, sem atropelar as expectativas da criança. Assim, tende-se a criar um espaço pedagógico e inclusivo, no sentido de facilitar aos alunos a vivência de experiências perceptivas e sensíveis, bem como um ensino-aprendizagem cada vez mais recorrentes.


 
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Brincar tem um viés que vai muito além da simples fantasia. Enquanto um adulto vê apenas uma criança empilhando bloquinhos, para o pequeno aquilo significa experimentar as possibilidades de construir e conhecer novas cores, formatos e texturas. Para a criança, brincar é um processo permanente de descoberta. É um investimento. A criança que brinca vai ser mais esperta, mais interessada e terá mais facilidade de aprender - tudo isso de forma natural   

A literatura e as pesquisas demonstram que brincar tem três grandes objetivos para as crianças: o prazer, a expressão dos sentimentos e a aprendizagem. Brincando, a criança passa o tempo, mostra aos pais e professores sua personalidade e descobre informações.sozinhas. Para elas, o ideal são brincadeiras que estimulem os sentidos. Através deles, elas exploram e descobrem cores, texturas, sons, cheiros e gostos.

Por volta dos 3 anos elas desenvolvem outro tipo de brincadeira: o faz de conta. Imitar situações cotidianas - como brincar de casinha ou fingir que é o motorista de um ônibus - permite que as crianças se relacionem com problemas e soluções que passam do fazer imaginário para o aprender real.

A partir dos 5 anos, os pequenos estão aptos para incluir o outro nas brincadeiras. É a fase em que elas deixam de brincar ao lado de outras crianças e passam a brincar com outras crianças.

Vale lembrar que o desenvolvimento infantil é individual. Algumas crianças começam a brincar com outras mais cedo, outras mais tarde - não há motivo para preocupação.

Estabelecer um horário diário ou semanal para brincar com seu filho é o primeiro passo para garantir que ele faça esta atividade com frequência. Muitos pais lotam a agenda dos filhos com afazeres extracurriculares, o que extingue o momento da brincadeira. Toda agenda de criança deve ter um espaço diário para não fazer nada - é aí que surge o espaço para brincar.

Participar da brincadeira dos filhos também dá uma vantagem aos pais: conhecê-los melhor. Como a criança se expressa brincando, os pais observadores descobriram as vulnerabilidades e os pontos fortes de seus filhos. Brincar juntos aumenta o grau de confiança e o vínculo entre pais e filhos.

Dar brinquedos de diferentes materiais e tipos também é recomendável. Por isso, nada de entupir a menina só com bonecas e chegar com um carrinho debaixo do braço a todos os aniversários do menino. As crianças precisam experimentar de tudo. Cada brinquedo traz uma mensagem e vai despertar o interesse e a curiosidade de alguma forma.

O importante é o brincar, e não o brinquedo. É possível improvisar brinquedos com uma fruta, uma caixa de papelão vazia ou o que quer que esteja à mão. E não se preocupe se não puder dar a seu filho aquele carrinho movido a pilhas de última geração. Só na visão do adulto um brinquedo eletrônico é divertido. Para a criança, brinquedo que brinca sozinho é enfadonho.

Reunimos algumas recomendações de especialistas sobre as brincadeiras mais adequadas para cada faixa etária. O desenvolvimento infantil é individual, mas as crianças passam, cada uma a seu tempo, pelas fases abaixo. Todas as atividades devem ser desenvolvidas sob supervisão de um adulto e nos ambientes adequados.

Até os 2 anos
Nesta fase, a brincadeira tem que estimular os sentidos. Correr, puxar carrinhos, escalar objetos, jogar com bolinhas de pelúcia são atividades recomendadas.

3 a 4 anos
Começam as brincadeiras de faz de conta. As crianças respondem a brincadeiras de casinha, de trânsito, de escolinha e de outras atividades cotidianas.

5 a 6 anos
Os jogos motores (de movimento) e os de representação (faz de conta) continuam e se aprimoram. Surgem os jogos coletivos, de campo ou de mesa: jogos de tabuleiro, futebol, brincadeiras de roda.

7 anos acima
A criança está apta a participar e se divertir com todos os tipos de jogos aprendidos, mas com graus de dificuldade maiores.
Na Educação Física nas escolas, pouco se trabalha a psicomotricidade. Professores aderem mais aos esportes
Trabalhar aspectos relacionais na Educação Física é muito importante. Com isso, tratar temas como agressividade, limites, afetividade, corporeidade, comunicação e expressão deve estar dentro das aulas. Muitas vezes isso não é abordado na escola, não se trabalha as relações entre as crianças, e isso merece mais atenção dos pais e dos educadores.
Abaixo, cinco atividades psicomotoras para trabalhar esse aspecto relacional dentro do colégio. Não há faixa etária específicas para cada uma, e a ideia é que cada profissional possa adaptá-la à sua turma.
- Banco Ordenado: Essa brincadeira precisa de um banco sueco, daqueles compridos e baixos. O professor deve pedir que as crianças subam no banco como quiserem, como se organizarem melhor. Aí se pede que, sem descer, elas se enfileirem pela ordem da chamada. Os alunos vão ter que se virar para deixar os outros passarem, para que o primeiro fique na frente e o último atrás. Eles vão ser obrigados a dar lugar para o colega, o que é uma boa maneira de trabalhar a agressividade.
- Caminhada a Três: O jogo trabalha a comunicação e a afetividade entre os colegas. Três alunos amarram a perna na do colega, um do lado do outro, formando trios. Eles devem caminhar pelo pátio, e isso só será possível coordenando os movimentos. A ideia é estabelecer o respeito pelo ritmo de cada um.
- Casa-Hóspede-Construção-Terremoto: O nome é longo, mas a atividade é bem simples e é ótima para trabalhar a corporeidade. As crianças devem formar trios, sendo que duas se dão as duas mãos e uma fica no meio (como se estivesse com um bambolê, mas com braços). É como se a dupla fosse uma casa e quem está dentro é o hóspede, sendo que um aluno do grupo inteiro deve estar sem trio. O professor então conta uma história. Se ele diz 'hóspede', essas pessoas devem procurar outra 'casa'. Se diz 'casa', a dupla tem que buscar um novo hóspede. Quando o educador falar 'construção', as pessoas quem formam a 'casa' separam-se e formam novas 'casas'. Já o 'terremoto' serve para que todos se misturem e formem novos trios.
- Espião: Para focar na atenção que um colega tem com o outro, vale a pena brincar de espião. Os estudantes devem fazer duas filas paralelas. Os colegas então devem se virar para os da fila oposta e observar o aluno que está à sua frente de cima a baixo. Aí todos ficam de costas e fazem uma pequena mudança (desamarra um sapato, tira um brinco, bota a camiseta para dentro etc). Quando se virarem de novo, a criança da frente deve procurar o 'erro'.
- Esculturas Vivas: Também para tratar de corporeidade, todos formam uma grande roda, e um dos alunos fica no centro do círculo. Todos se vendam, menos esse do meio, que deve fazer uma pose (por exemplo, de super herói). O educador deve descrever para os outros essa pose com dicas amplas (como dizer que um braço está levantado, mas não dizer qual deles), e as crianças, que apenas ouvem, devem tentar recriá-la. É uma maneira que vai muito além do movimento, é para que a criança consiga se expressar da maneira que ela quiser.
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É participando, interagindo, ajudando, planejando e interferindo que conhecemos diferentes manifestações culturais, esportivas e sociais, que a Educação Física está ampliando seu papel nas escolas. Mais do que o movimento pelo movimento, o que importa atualmente é conhecer e desenvolver as manifestações corporais. Além do jogo (com suas estratégias práticas) e das atividades de relaxamento e alongamento dos músculos, é preciso ensinar a importância da afetividade, do trabalho em equipe e da convivência com diferentes pessoas e grupos.
E na Educação Física  é essencial trabalhar a alfabetização corporal. Existe um vocabulário motor, uma 'fala' do corpo, e é possível fazer a turma avançar apresentando novas experiências e propostas de ação. Assim, uma ampla gama de atividades deve ser proposta para os alunos ampliarem seu repertório de vivências. Se os meninos não gostam de dançar e as meninas têm menos força física, essas características precisam ser respeitadas, mas cabe ao professor criar atividades que valorizem todas as características, já que o propósito atual do ensino de Educação Física não é mais revelar atletas, como já foi comum no passado.

Por exemplo, o futebol precisa ser trabalhado com a adaptação de regras de acordo com o grupo. Não pode ser a reprodução do esporte profissional que acompanhamos pela televisão. Esse trabalho fica mais fácil quando o professor constrói junto com a garotada as práticas corporais a estudar, aproximando a escola daquilo que é feito na comunidade. Se o funk, o hip hop e o rap são muito presentes nela, é uma ótima pedida levá-los para as aulas. Isso faz com que todos participem com mais interesse.

Como o foco não é mais só correr e pôr a turma para jogar bola, a maneira de transmitir os conhecimentos precisa ser diversificada. Por isso, a Educação Física não tem lugar apenas na quadra, mas na sala de aula, na de vídeo, no pátio, em palestras de profissionais e visitas a academias de ginástica e escolas de esportes. O caderno passa a ser o espaço para registrar descobertas e ref lexões, criar brincadeiras e regras, pesquisar e observar experiências. Não há 100% de garantia de que o uso de materiais variados resulte em boas aulas. Mas, se forem bem usados, eles tornarão as aulas mais ricas.
E aí, professor? Preparado para esse desafio?
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    A natação é a capacidade de se locomover sobre ou sob a água, de forma segura e individual, de acordo com suas potencialidades, respeitando suas limitações.. Pode ser apresentada de três formas: natação terapêutica ou elementar utilitária, natação recreativa ou esportiva formal e natação competitiva ou esporte formal.

    A natação terapêutica é a adaptação do indivíduo ao meio aquático, possibilitando a prática da natação recreativa. A natação recreativa é composta de movimentos formais, como as técnicas dos quatro nados (crawl, costa, peito e borboleta), saídas e viradas. Visa o bem estar social e pessoal, possibilitando a prática em caráter esportivo. A natação competitiva é composta de esquemas de movimentos de alto nível, favorecendo o aprimoramento técnico e a performance desportivas.

    A prática da natação pode trazer inúmeros benefícios. E não é diferente com os portadores de necessidades especiais, pois, além dos benefícios físicos, nadar proporciona a integração social, a independência e o aumento da auto-estima nos atletas. A natação pode oferecer mais do que qualquer outra atividade física ou esporte às pessoas portadoras de necessidades especiais, sendo rapidamente adaptada as suas necessidades e capacidades (BAHIA, 2007).

    Um programa de natação adaptada deve conter cinco objetivos, de acordo com Adams et al. (1985), que coloca o aluno em sua totalidade.

O objetivo orgânico que visa aumentar e melhorar a capacidade funcional do organismo (resistência cardiovascular, flexibilidade, resistência muscular, etc).

O objetivo neuromuscular consiste no aumento da capacidade perceptivo-motor, de movimentos ainda não explorados, tais como: movimentos em vários planos (rotação, flexão,extensão, etc).

O objetivo interpretativo, de consciência do próprio corpo, de suas potencialidades. Na prática da natação, o indivíduo pode explorar, descobrir e realizar diversas habilidades motoras ainda desconhecidas.

O objetivo social se evidencia nas diversas formas de recreação, na interação com outras pessoas e a sua habilidade de lidar com outros indivíduos que é prejudicada pela falta de variedade de contatos.

O objetivo emocional, um aspecto importante, pois o aluno é capaz de deixar seu meio de locomoção (cadeira de rodas, muletas, aparelhos ortopédicos), e de forma independente dentro da água, se deslocar com liberdade, fato este que eleva sua auto-estima.

    Os benefícios que a natação pode proporcionar a esta população podem ser classificados em: terapêuticos, físicos e fisiológicos, e psicossociais .

Benefícios terapêuticos: diminuição da dor e espasmos musculares; manutenção ou aumento da amplitude do movimento articular; fortalecimento do músculo enfraquecido e aumento da tolerância ao exercício; reeducação do músculo paralisado; melhora da circulação; encorajamento das atividades funcionais; manutenção e melhora do equilíbrio, coordenação e postura.

Benefícios físicos e fisiológicos: diminuição do peso corporal, possibilitando que o indivíduo mantenha-se sozinho e facilitando seu deslocamento; diminuição de possíveis lesões causadas pelo excesso de peso; relaxamento muscular devido à propriedade aquecida da água (30º a 32º C); a posição do corpo e suas movimentações (quatro nados) proporciona um aumento na força e resistência muscular, aumento na amplitude das articulações e melhora de todas as funções corporais.

Benefícios psicossociais: a imersão é usada como um meio de evitar a rejeição e reduz as tensões físicas, mentais e nervosas; os indivíduos esquecem seus problemas enquanto sua atenção está voltada à aprendizagem de uma nova habilidade, deixando-os mais relaxados; algumas deficiências são mais evidentes que outras quando o corpo está imerso, podendo trazer benefícios psicológicos aos alunos que apresentam grandes deformações corporais; os êxitos na natação, mesmo que o aluno não tenha se adaptado em outros esportes, pode ajudar a restabelecer a autoconfiança e a segurança; o brincar com a água pode proporcionar benefícios psicossociais positivos, além de um alto nível de bem estar. O aluno hiperativo tende a se acalmar e o aluno apático tende a receber um ótimo estímulo; a natação pode facilitar a identificação do aluno com ele e com os colegas, facilitando a socialização e a melhora da auto-estima.

Outros benefícios: estruturação do esquema corporal, orientação espacial, equilíbrio estático e dinâmico, melhora da resistência cardiopulmonar e cardiovascular; momentos de prazer, descontração e criatividade; auto-imagem e socialização; melhora da coordenação motora, consciência corporal, noções espaço-temporal e ritmo.



Assim que a criança entra na fase de alimentação sólida, a atenção dos pais deve se voltar à qualidade da comida que ela irá ingerir. Refeições nutritivas e saborosas são prioridade no prato dos filhos, e o que não trouxer benefícios à saúde deverá ser descartado da dieta diária. Em alimentação e nutrição deve-se pensar em saúde e bem-estar e sempre agir de maneira preventiva. A preocupação não deve surgir apenas depois de problemas instalados.

Mas, com a correria do dia a dia, alimentos considerados ruins aparecem no cardápio caseiro quando a pressa fala mais alto do que a qualidade de vida. A facilidade do acesso a alimentos prontos para o consumo acaba levando a refeições mais gordurosas e açucaradas e ao consumo de refrigerantes e guloseimas, o que contribui para problemas relacionados à obesidade infantil.

Sucesso entre a criançada, a dupla refrigerante e salgadinho (de saquinho) é a maior vilã da alimentação infantil. Juntos ou isoladamente, a bebida e o petisco têm valor nutricional praticamente nulo e trazem muitos males, entre eles o risco de doenças e de enfraquecimento dos ossos, por causa da alta concentração de elementos como o sódio e da presença de ácidos nas fórmulas.

Sucos industrializados (em pó ou líquidos) e bolachas recheadas, também muito queridos pelos pequenos, são igualmente ruins para a dieta infantil. O motivo: altíssima concentração de açúcar em cada porção dos alimentos.

Algumas "soluções rápidas" para almoço ou jantar figuram entre os piores alimentos para as crianças. São os nuggets, os hambúrgueres e as salsichas, que muitas vezes entram como substitutos de um bife ou filé. Quase sempre feitos com carne processada, eles não têm as proteínas que muitos pais creem fornecer aos filhos quando os colocam no prato. Para piorar, a maioria dos hambúrgueres é rica em gordura trans. O melhor é se manter fiel à carne tradicional.

Para manter a saúde e o ritmo das atividades cotidianas, é preciso saber que alimentos priorizar. O caso do macarrão instantâneo é um dos mais fáceis. Considerado maléfico por ter muito sódio, muitos conservantes e poucas vitaminas, ele pode dar lugar ao macarrão regular. O tempo médio de preparo de um macarrão instantâneo é de três minutos, o de um não instantâneo é de oito minutos. São cinco minutos a mais para oferecer um prato saudável ao filho. Vale a pena! E no tempo de cozimento da massa é possível fazer um molho bem gostoso.

O suco em pó ou de caixinha deve ser substituído pelo suco natural da fruta. E se a criança apenas estiver com sede ao longo do dia, precisa beber água. Refrigerantes podem ficar reservados a apenas um dia do fim de semana; se der para evitá-los até neste dia, melhor.

O resultado desse esforço poderá ser visto em todos os aspectos da vida dos filhos. Mantendo uma boa rotina alimentar, rica em nutrientes, a criança terá mais facilidade no aprendizado, um melhor desenvolvimento do corpo e do sistema imunológico. Os bons hábitos evitam problemas graves de saúde no presente e no futuro.
O desenvolvimento motor é considerado como um processo sequencial, contínuo e relacionado à idade cronológica, pelo qual o ser humano adquire uma enorme quantidade de habilidades motoras, as quais progridem de movimentos simples e desorganizados para a execução de habilidades motoras altamente organizadas e complexas. (HAYWOOD e GETCHELL, 2004)

     De acordo com Gallahue e Ozmun (2005), bebês, crianças, adolescentes e adultos estão envolvidos no processo de aprender a se mover com controle e competência, em relação aos desafios enfrentados diariamente, as diferenças de desenvolvimento no comportamento motor são influenciadas por fatores próprios do individuo, do ambiente e da tarefa,  na figura 1.1 concluiu-se  que esses fatores fatores relativos à tarefa, ao indivíduo e ao ambiente não são apenas se interagem, mas podem transformados uns pelos outros.


      Essas diferenças podem ser observadas através das alterações no comportamento motor no decorrer do ciclo da vida na forma e no desempenho. (GALLAHUE e OZMUN, 2005)
     Para Gallahue e Ozmun (2005) o movimento observável pode ser agrupado em três categorias:
  • Movimentos estabilizadores, referente a qualquer movimento que tenha como objetivo obter equilíbrio em relação à força da gravidade, como rolamento corporal posturas invertidas ou movimentos axiais.
  • Movimento locomotor, referente aos movimentos que envolvem mudanças na localização do corpo relativamente a um ponto fixo na superfície, como caminhar, correr, pular, saltitar, entre outros.
  • Movimento manipulativos, referente à manipulação motora rudimentar (envolve aplicar força sobre objetos ou receber força deles. Ex: arremessar, apanhar, chutar, derrubar, prender , rebater etc.) quanto à manipulação motora refinada (envolve  a combinação de movimentos estabilizadores, locomotores e/ou manipulativos. Ex: Jogar futebol envolve habilidades locomotoras (correr e pular), manipulativas (driblar, passar, chutar e cabecear) e estabilizadoras (esquivar-se, alcançar, girar e virar-se)



 REFERÊNCIAS 

GALLAHUE. David L.; OZMUN, Jonh C. Compreendendo o desenvolvimento motor Bebês, crianças, adolescentes e adultos.  3° Edição. Phorte Editora; 2005.


Haywood KM, Getchell N. Desenvolvimento motor ao longo da vida. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2004, 344p
http://www2.pucgoias.edu.br/flash/Flash2008/Dezembro08/081217wfestatlet05.jpg

O atletismo é, ou deveria ser um conteúdo clássico dentro da Educação Física escolar, entretanto este é muitas vezes esquecido por parte dos professores, que alegam vários empecilhos para a realização desta modalidade esportiva dentro do ambiente escolar, dentre estes empecilhos estão a falta de espaço físico, a falta de materiais adequados além do desconhecimento e consequentemente desinteresse dos alunos por este esporte.

O desenvolvimento motor é um processo continuo e demorado, que se apresenta no comportamento motor do individuo. Este processo de desenvolvimento e alterações motoras ocorre durante todo o ciclo da vida do ser humano, e é mais acentuado nos primeiros anos de vida do individuo.

A criança tem períodos considerados ótimos para adquirir conhecimentos e habilidades especificas, desta forma não podendo ser desperdiçados, pois passado estes períodos o aprendizado de tais conhecimentos e habilidades se torna cada vez mais difícil, sendo assim as numerosas experiências e a qualidade destas experiências, são fundamentais para o desenvolvimento da criança.

É na fase pré-escolar que a criança, adquire e aperfeiçoa sua habilidades motoras, com isso a criança nesta fase da vida tem a oportunidade de conhecer diversas formas e combinações de movimentos, que possibilitarão a ela conhecer e dominar o seu corpo. A base para aquisição das habilidades é estabelecida neste período, sendo que as crianças irão aumentar seu repertório motor consideravelmente, adquirindo coordenação de movimentos, que auxiliarão para a aquisição de performances mais habilidosas.

O atletismo na escola deve ser caracterizado inicialmente como um pré-atletismo, onde através de atividades que contemplem os gestos motores básicos do ser humano, como correr, saltar, lançar e arremessar possa caracterizar esta fase inicial de inclusão do atletismo no ambiente escolar.

A prática do atletismo dentro do ambiente escolar, não é difícil de ser realizada, desta forma não deve ser negligenciada pelos professores e escolas, como vem ocorrendo. Entretanto, através desta pesquisa observamos que o atletismo tem um papel de suma importância no processo de desenvolvimento e aprendizagem de habilidades motoras e capacidades físicas, além de contribuir significativamente no auxilio as necessidades biológicas e sociais.

A utilização de atividades lúdicas deve estar presente em todas as atividades propostas pelos professores dentro da modalidade de atletismo, pois a ludicidade aliada à prática do atletismo tem grande importância e assume um papel fundamental para o desenvolvimento da criança, com isso o professor não deve deixar de proporcionar sua prática dentro do ambiente escolar.


 http://www.mogidascruzes.sp.gov.br/comunicacao/noticias/fotos/030412-handebol-int.jpg

O Handebol é um esporte muito praticado nas escolas de todo o país. Sendo assim, muitas crianças aprendem a jogar Handebol, tendo assim sua iniciação no esporte.

Neste momento da aprendizagem do Handebol, deve-se oferecer aos alunos atividades pré-desportivas, e não o desporto propriamente dito.
A criança necessita de diversão e experiência motora no esporte. Também, tanto seu corpo quanto sua mente, não estão prontos para o esporte como ele é, com suas regras e exigências rígidas.

Deve-se lançar mão de jogos pré-desportivos e lúdicos – que contenham traços do Handebol, porém com regras e desenvolvimento do jogo totalmente adaptados.

O treino neste momento deverá ser quase que em sua totalidade marcado por jogos lúdicos e pré-desportivos.

É necessário também começar a desenvolver nas crianças noção de orientação espacial e temporal. Para tal, deve-se trabalhar com e sem bola durante as sessões de treinamento.

Quando trabalhar atividades com bola, desenvolver e estimular a percepção da criança acerca dos movimentos de ritmo, trajetória e direção da bola e dela própria no espaço.

Quando trabalhar atividades sem a bola, atentar mais para questões relativas a esquema corporal, de coordenação motora, agilidade, velocidade, por exemplo.

Para que seja possível trabalhar da maneira sugerida acima, é interessante ao professor/treinador utilizar-se de situações específicas do jogo de Handebol para que, desta forma, o aluno vá se familiarizando com as questões práticas do jogo desde cedo e até mesmo sem ter consciência disto.

É interessante também porque trabalha na criança questões físicas, como coordenação motora ampla – mais tarde transformada em coordenação especifica para o desporto do Handebol.

Com relação ao gesto técnico específico do Handebol, o mesmo poderá ainda ser trabalhado de forma bem despretensiosa, de forma global e ainda lúdica.

O professor não deverá exigir dos alunos perfeição do gesto técnico, porém já poderá mostrar à criança como realizar tal gesto. Este objetivo poderá ser mais facilmente alcançado fazendo uso de jogos globais e brincadeiras que se assemelhem ao desporto.

Já nesta etapa é importante que a criança perceba algumas questões de tática no Handebol, todas elas trabalhada de forma bem simplificada; como por exemplo no jogo 1x1 e sempre simplificando as regras e adaptando o jogo para o perfeito entendimento pelos pequenos e constante motivação nos mesmos no jogo.

Para tal, o professor deverá reduzir os espaços da quadra, trabalhar com as bolas específicas para cada categoria, desenvolver o jogo – como dito no parágrafo anterior – no jogo 1x1 e/ou sempre com número de jogadores por equipe menor que o oficial do desporto, diminuir o tempo de cada período sempre atento para o tempo de tolerância e foco das crianças em cada atividade proposta.
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