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Educação Física Professor Rodolfo

 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um mínimo de 150 minutos semanais de atividade física moderada.

Sedentarismo acelera o envelhecimento (Foto: Omar Paixão)

Dos primeiros cabelos brancos às rugas na pele — passando por alterações em órgãos e vasos sanguíneos —, os sinais do envelhecimento podem aparecer antes ou depois do que a idade cronológica, por si só, sugeriria. Fatores como tabagismo, alcoolismo, alimentação e estresse também determinam a vida útil e a renovação das células do nosso organismo. E pode acrescentar o sedentarismo a essa lista, de acordo com os resultados de uma pesquisa da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos.

Nesse estudo, um time de especialistas recrutou 1 481 mulheres com idade média de 79 anos. Elas se submetaran a exames e preencheram um questionário relacionado a seus hábitos. De quebra, foram monitoradas com a ajuda de um acelerômetro — um equipamento que mede a movimentação ao longo das horas — por sete dias seguidos.

Leia mais: O preço do sedentarismo

O objetivo era medir o impacto da falta de exercício no comprimento dos telômeros de células de defesa. Hein? Estamos falando de componentes que ajudam a proteger as células da deterioração e a evitar mutações nocivas. Com o passar dos anos, eles naturalmente ficam menores, aumentando a probabilidade de câncer, doenças cardiovasculares, diabete e por aí vai.

Não deu outra: as voluntárias que costumavam se exercitar menos de 40 minutos por dia e passavam mais de dez horas sentadas apresentavam telômeros menores e uma idade celular até oito anos superior à cronológica! "Isso mostra que a discussão sobre a prática de exercícios físicos precisa começar na juventude e que o esporte deveria fazer parte da nossa rotina até o fim da vida", opina Aladdin Shadyab, um dos condutores do estudo, em comunicado à imprensa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um mínimo de 150 minutos semanais de atividade física moderada.

Por Vand Vieira- Revista Saúde
 

Pode parecer apenas mais uma forma de entretenimento, mas andar de bicicleta desenvolve um importante papel no crescimento do seu filho. Desde o ganho de força até a capacidade de tomada de decisão, a atividade não só ajuda os pequenos a crescerem fisicamente, mas também os permite crescer mentalmente e emocionalmente. E a única coisa que os pais precisam fazer é criar um ambiente seguro para eles poderem explorar a vontade.

Crianças ao ar livre

Permita que seus filhos saiam para andar de bicicleta e desfrutem de tempo longe de casa. Ficar ao ar livre é maravilhoso para as crianças. Além de receberem luz natural, o que lhes dá a vitamina D, também recebem uma grande quantidade de ar fresco, o que lhes permitem dormir melhor a noite e quanto melhor for o sono, mais saudáveis ??elas se tornam capacitando seus corpos a crescerem.

Usando a memória

Andar de bicicleta também permite que as crianças aprendam a reconhecer o que há em seus arredores. Isto é especialmente praticado quando você ensina o percurso mais rápido para elas voltarem para casa e elas precisam usar a memória. No começo é difícil, mas é importante deixá-las sair por conta própria ao longo do tempo. Apenas certifique-se que eles respeitem o horário de voltar para casa.

Benefícios emocionais

O aumento da autoconfiança é outra maneira que prova que andar de bicicleta é benéfico para a saúde das crianças. Ela permite que a criança se torne mais consciente do seu corpo e se sinta menos intimidada por seus entornos e colegas passando pouco a pouco a confiar mais em si mesma. Quanto mais passeios elas fizerem, mais confortável eles se sentirão pelas ruas, bairros e casas e consequentemente ficarão mais aptas a interagir com diversos tipos de pessoas. Além disso a atividade proporciona o impulso de confiança, ao permitir que a criança escolha os seus próprios caminhos, acabando com a insegurança sobre quais as opções a tomar, uma vez que eles começam a construir, aos poucos, a segurança em suas escolhas.

Saúde do corpo

Andar de bicicleta também permite a criança obter ou manter-se, em forma. Quanto mais entusiasmada a criança ficar com a atividade menos tempo ela terá para o tédio. E o corpo ficando em constante atividade permite que a criança use o excesso de calorias e desenvolva os músculos, além de ser um ótimo treino para o coração.

Atenção à segurança

Os pais só precisam ter atenção à segurança dos pequenos. As crianças devem ter equipamentos de proteção para garantir que elas fiquem seguras, não importa onde. Roupas de ciclismo são diferentes para as crianças e adultos, e como as crianças caem com mais frequência, há muitos mais recursos de segurança colocados na roupa que usam: os joelhos das calças são mais reforçados, assim como os pulsos e os cotovelos de seus trajes. Isso permite que o equipamento dê proteção e mantenha as lesões menores caso haja uma queda ou algum deslize. A última coisa que queremos é que o seu filho caia e não seja capaz de chegar em casa com segurança, por isso certifique-se de vesti-los com a roupa de ciclismo adequada, além de obriga-los a usarem o capacete, por ser um equipamento que evita os ferimentos na cabeça e muitas vezes protege em caso de quedas maiores.


A experiência tem mostrado que os alunos que participam das "aulas" de Psicomotricidade Relacional ampliam seus relacionamentos e melhoram seu desempenho escolar, isto porque, o educando encontra espaço para expor a sua própria expressão, permitindo transformações que resultam em uma maior flexibilidade na relação consigo mesmo e com os demais colegas. Essa melhoria de atitude estende-se a outros amigos, aos familiares e com os diversos grupos com os quais ele se relaciona.
Atualmente convivemos com uma intensa estimulação de consumo por parte da sociedade, transferindo nossas reais necessidades de SER (afeto, limites adequados, carinho) pela ilusão de que o TER é mais importante. O psicomotricista relacional é um profissional que cuida do processo de afetividade, pensamento, motricidade, intra-relações e inter-relações.  Em geral, os educandos reproduzem tudo o que passam em casa com a família, na escola ou com os amigos. O psicomotricista relacional está disponível para viver o papel designado pelo educando. A resposta do Psicomotricista Relacional à solicitação dos alunos, é essencialmente corporal, sendo desnecessária a fala porque é o corpo que comunica. E através das intervenções adequadas, é possível ajudá-los a superar seus conflitos, seus bloqueios e suas dificuldades sejam elas relacionais, sociais ou afetivas. Não há limites para o imaginário e qualquer coisa pode ser representada e servir de suporte simbólico ao imaginário. 

O mesmo objeto pode representar pessoas ou situações diversas e uma mesma pessoa ou situação pode ser representada por diversos objetos. Cada objeto tem uma simbologia específica e esses materiais irão dar suporte ao Psicomotricista Relacional para a leitura, decodificação e intervenção adequadas às necessidades de cada educando do grupo.  

Os grupos são formados por faixa etária nos diferentes níveis de Educação Infantil e Ensino Fundamental.





O Jump Fit, aula feita sobre um minitrampolim, chegou a alguns anos e conquistou as academias.

Além de ser uma aula divertida, ela enrijece as pernas e bumbum, combate o estresse, queima muitas calorias (cerca de 500 calorias em 1 hora de atividade) e melhora o condicionamento cardio respiratório.


O Jump Fit pode ser realizado por pessoas de vários níveis de condicionamento (de iniciantes a avançados), basta mudar a intensidade dos exercícios. Você pode levá-lo na sua viagem, no clube, no parque etc...Pois ele não é grande, tem 1 m de diâmetro e 18 cm de altura.

Os alunos permanecem em cima do trampolim por 45 minutos, onde executam uma coreografia com muitos saltos diferentes, movimentos de corrida e outros, numa seqüência muito dinâmica. A aula é segura e o impacto nas articulações e coluna é mínimo (este equipamento amortece cerca de 87% do impacto), o que dificilmente causa lesões.

O sucesso desta aula foi tamanho que, a partir dela, foram criadas novas aulas como o Jump Fit Circuit, onde são incluídos exercícios localizados, alternados aos exercícios de resistência cardio vascular, criando novos estímulos e resultados. São acoplados elásticos aos trampolins, permitindo o trabalho de membros superiores e tronco.

Cuidados a serem tomados:



  • O equipamento deve ser usado por uma pessoa por vez.




  • Use tênis ou sapatilhas.




  • Não pise nas bordas.




  • Coloque o aparelho a 2m de distância de objetos e paredes.




  • Verifique se os pés estão firmes e bem rosqueados.




  • Controle a freqüência cardíaca, que deve estar entre 60% e 80% da F.C. máxima (220 - a sua idade).




  • Faça alongamentos antes e depois dos exercícios.


  • O Jump Fit é contra indicado a mulheres grávidas, instabilidade articular e labirintite não medicada.
    Por:



    http://www.academiaepersonal.com.br/wp-content/uploads/2013/07/avaliacao_epersonal.jpg

    A ergometria e a ergoespirometria, como método de avaliação da capacidade física, contribuem para definir a intensidade do exercício mais adequada à capacidade física do indivíduo e embasar a progressão do exercício ao longo do treinamento.

    A diferença básica da aplicação desses métodos diagnósticos na prescrição de exercício físico está no fornecimento de uma avaliação mais precisa. A ergoespirometria, além de possibilitar a medida direta do consumo de oxigênio de pico, permite a determinação do limiar aeróbio e do ponto de descompensação respiratória, que são extremamente importantes na prescrição do treinamento físico para o corredor.

    No caso da ergometria, o consumo de oxigênio de pico é calculado e não medido, enquanto o limiar aeróbio e o ponto de descompensação respiratória não podem ser determinados. Portanto, a falta de uma avaliação ergoespirométrica não é impeditiva, mas, sem dúvida, restritiva na programação de treinamento físico para os corredores.

    Em geral o exercício físico que comprovadamente promove prevenção e melhora do condicionamento físico são os exercícios aeróbios que envolvem grandes massas musculares, movimentadas de forma cíclica, de baixa a moderada intensidade, realizada com frequência de três a cinco vezes por semana, por um período de tempo mais longo, entre 30-60 minutos.

    A avaliação funcional pela ergoespirometria deve ser o método de escolha. No entanto, isso não impede que a prescrição de treinamento para o corredor seja realizada com o teste de esforço convencional, utilizando-se a medida direta de frequência cardíaca, registrada pelo eletrocardiograma no repouso e no pico do exercício, a partir de cálculos indiretos ou de fórmulas.

    Muitos são os métodos diagnósticos para investigação e estratificação de risco de eventos, sendo a história, o exame físico e o eletrocardiograma responsáveis por praticamente 50% das hipóteses diagnósticas corretas. Todo corredor com mais de 35 anos de idade ou que tenha apresentado algum evento durante o treinamento físico deve ser submetido a investigação de isquemia e problemas cardíacos. O teste ergométrico, a cintilografia miocárdica e, nos casos necessários, a cinecoronariografia devem ser indicados.

    A prevenção é o único tratamento dos eventos durante os treinos. Em muitos casos há sintomas premonitórios como a síncope, palpitações e dor torácica. A história familiar de eventos em jovens corredores e anormalidades clínicas e eltrocardiográficas impõe investigação rigorosa. Com isso, podemos concluir a importância destes exames prévios nos corredores, com o intuito de acidentes nos treinos e competições.


    Professor Newton Nunes - www.areadetreino.com.br
    Professor pelo Instituto do Coração de SP desde 1994. Especialista em Reabilitação Cardiovascular pelo InCor. Mestrado e Doutorado em Educação Física na USP.



    É tempo de se atualizar e uma ótima forma disso acontecer é de forma online. É cada vez maior o número de professores que migram para essa forma de ensino. Particularmente, eu gosto e uso muito.

    Nesse post, vou indicar dois workshops que fará você aprender muito e que custam menos do que qualquer workshop presencial do mesmo nível.

    O objetivo deles é simular literalmente a vida prática vivenciada pelos profissionais de saúde.

    Traduzir para a prática o que existe de ciência na literatura, colocando em evidência os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo de uma carreira inteira.

    Módulo 1: Estudo de Caso de Hipertrofia



    Módulo 2: Estudo de Caso de Emagrecimento



    Ao final de cada módulo, o aluno recebe um certificado digital de conclusão do respectivo curso.

    Clique no módulo de seu interesse e tenha mais informações!




    Whey Protein é a proteína de melhor qualidade que podemos incluir na nossa dieta. Saiba agora 10 motivos pelos quais você deveria tomar esse suplemento, principalmente se é praticante de atividade física intensa regular:

    1) É uma proteína naturalmente completa, ou seja, ela contem todos os aminoácidos essenciais que o corpo precisa durante o dia.
    2) É uma fonte rica em BCAAs, contendo mais níveis do que qualquer outra fonte. Os BCAAs são importantes pois são metabolizados diretamente no tecido muscular e são os primeiros a serem recrutados pelo corpo durante períodos de esforço muscular e resistência física.
    3) É uma ótima fonte de Leucina, um aminoácido essencial que é importante para qualquer praticante de atividade física, e tem um papel importante na síntese proteica e crescimento muscular. Pesquisas mostraram que indivíduos que possuem uma dieta rica em Leucina ganham mais massa magra do que outros com níveis inferiores.
    4) É solúvel, fácil de digerir e facilmente absorvida pelo corpo. É conhecida como proteína de rápida absorção justamente por estas propriedades.
    5) Ajuda a estabilizar a quantidade de açúcar no sangue, diminuindo a velocidade que a glucose é liberada na corrente sanguínea. Isto faz com que os níveis de insulina fiquem estáveis, facilitando a queima de gordura.
    6) A forma isolada é a forma mais pura de Whey disponível no mercado. No processo de purificação, são retirados toda a lactose, gorduras, colesterol e carboidratos do Whey, tornando-se perfeita para quem deseja perder peso.
    7) É uma ótima escolha para pessoas que tem diabetes, pois a mesma não provoca um pico drástico de insulina.
    8) Pode ser utilizado por pessoas de qualquer idade.
    9) Ajuda na construção e manutenção de massa óssea no corpo, pessoas com problemas como osteoporese ou idosos podem se beneficiar com seu uso.
    10) Contém Glutamina, o que ajuda a melhorar o sistema imunológico de atletas e evita o catabolismo após o treino.

    As férias de verão são um ótimo momento para incentivar a criançada a se movimentar / Foto: EBC
     
    Internet, games e televisão. Com uma concorrência dessas fica difícil convencer os pequenos a se movimentar e praticar atividades físicas. Com isso, o sedentarismo infantil se tornou um problema real, que pode afetar saúde e até levar à obesidade. Para lutar contra isto e incentivar a criançada a se movimentar, nada melhor que as férias de verão. Este período é excelente para atividades descontraídas, sem regras e horários. As férias são ótimas para apresentar aos pequenos novas formas de se movimentar e estimular para que este se torne um hábito do ano todo, diminuindo o sedentarismo", ressalta o profissional.

    Por conta do clima, as férias de verão são um ótimo momento para os pequenos aproveitarem o ar livre. Ambientes abertos e arejados são uma excelente pedida para o período. Mas é importante lembrar que é preferível que as atividades sejam praticadas mais cedo ou no fim da tarde, para evitar o sol. O ideal são atividades lúdicas e prazerosas.
    O bem-estar da crianças, no entanto, não pode ser esquecido, ressalta o professor. É preciso proteção solar, vestimenta e calçado adequados, conferir se o local está limpo e se não oferece risco de acidente para os pequenos. Além disso, confira os itens de segurança, como joelheira e capacete para andar de bicicleta.

    Além de beneficiar saúde e para o desenvolvimento físico dos pequenos, as atividades físicas também para estimulam sentidos e habilidades. Com elas, os pequenos têm ganhos  psicomotores e psicossociais. Eles desenvolvem o equilíbrio, força, agilidade, autoestima, senso de colaboração e trabalho em equipe, entre outras valiosas lições.
    Para o profissional de Educação Fìsica ou ate mesmo o estudante, é uma forma de trabalho no verão. Aproveite!
     
    Quem abomina a prática de atividade física deve estar vibrando com um anúncio de cientistas das universidades da Dinamarca e Austrália. Eles estariam próximos da criação de uma pílula que simula os efeitos do exercício no corpo humano. Isso porque as pesquisas realizadas os levaram a descoberta do que acontece dentro dos músculos no nível molecular quando são exercitados.

    O projeto da pílula do exercício físico é uma criação conjunta do Departamento de Fisiologia Molecular da Universidade de Copenhague, da Dinamarca e do Centre de Sidney, da Austrália.

    Embora já esteja provocando polêmica, o objetivo da pílula do dia seguinte não é facilitar a vida dos sedentários e sim ajudar obesos mórbidos e inválidos. No entanto, especialistas estão preocupados que cresçam o número de sedentários, que sem a pílula do exercício já é preocupante.

    Se por um lado especialistas garantem que o corpo humano não possui DNA programado para a imobilidade, os pesquisadores descobriram mais de mil reações dos músculos expostos à atividade física. A técnica utilizada foi a denominada espectrometria de massas, que identifica moléculas. Foram avaliadas biópsias moleculares de quatro homens saudáveis antes e depois de 10 minutos de prática de intensos exercícios.

    A Universidade de Sydney emitiu uma nota afirmando que a descoberta levará a divulgação de outros mecanismos biológicos ligados ao exercício físico e futuras pesquisas fisiológicas.

    É esperar para ver. Enquanto isso o melhor mesmo é fazer da prática de atividade física um hábito regular. O organismo agradece.
     

    Não é musculação, treinamento funcional, corrida, ioga ou qualquer outra modalidade de exercício físico. A grande aposta fitness para 2017 cabe no bolso (ou na bolsa), conta passos, calorias, batimentos e ainda zela pelo seu sono. As wearables technologies (tecnologias "vestíveis", em tradução livre) encabeçam a lista anual do Colégio Americano de Medicina do Esporte (American College of Sports Medicine/ ACSM) — maior organização de medicina do esporte e educação física do mundo — divulgada no fim de outubro.

    Esta é a segunda vez que as tecnologias aparecem no topo da lista, ficando à frente de muitas práticas consideradas "coqueluches" por profissionais da área. Até o final de 2014, quando foram elencadas as tendências para 2015, essas ferramentas de controle do exercício sequer figuravam as dez mais.

     Para chegar às 20 tendências do próximo ano, a entidade ouviu mais de 1,8 mil profissionais da saúde e da área de educação física.

    Além das tecnologias, a 11ª edição da pesquisa também contemplou atividades como treinamento com peso do corpo, ioga, musculação e HIIT.

    1. Tecnologias "vestíveis"

    Contar passos, verificar batimentos cardíacos, avisar quando você precisa levantar da cadeira e dar uma caminhada são apenas algumas das possibilidades das ferramentas chamadas de "tecnologias vestíveis". Seja no formato de relógios ou pulseiras, elas reúnem informações sobre a rotina do usuário e vão além: são capazes de interpretar esses dados, transmiti-los para profissionais (nutricionista, médico, profissional de educação física) e motivar o paciente.


    2. Treinamentos com o peso corporal

    Enquanto a indústria que fomenta as academias corre atrás de tecnologias para oferecer equipamentos de última geração, essa tendência que alcançou o segundo lugar resgata a simplicidade do exercício. Usando apenas o peso do corpo ou pouquíssimas ferramentas, esse tipo de treinamento traz uma nova roupagem para uma moda dos anos 1980.

    Além de romper com a sofisticação dos aparelhos, essa modalidade agrega benefícios importantes, pois acabam por repetir atividades rotineiras como subir degraus, saltar ou agachar.


    3. High-Intensity Interval Training (HIIT)

    Contrariando uma crença da década de 80, quando se acreditava que emagrecimento e resistência cardiorrespiratória só eram possíveis com a prática de exercícios aeróbicos de baixa a moderada intensidade e com longa duração, o HIIT trouxe a proposta de atividades intensas e de curta duração. Há comprovação científica que apenas 30 minutos de atividade por dia são suficientes para obter bons resultados para a saúde. Como todo exercício físico, a indicação é que a pessoa procure um médico antes de se jogar na modalidade.


    4. Profissionais graduados e experientes

    Este item reflete uma realidade mais específica do mercado norte-americano, no qual os personal trainers não precisam ser graduados em Educação Física. No Brasil, eu substituiria esse item pela importância da graduação em Educação Física com certificações adicionais.


    5. Treinamento de força

    Entra ano, sai ano, a boa e velha musculação segue como uma tendência.

    A grande sacada da modalidade é que ela permite que pessoas diferentes níveis de aptidão física façam os exercícios, sempre adaptados para cada aluno. Como resultados, ela auxilia na correção postural, reduz as dores do corpo, dá força e resistência muscular entre outros. Também atuam no reforço das articulações.


    6. Treinamento em grupo

    Muitas pessoas acharam que as aulas coletivas iam morrer, no entanto, elas têm cada vez mais adeptos.

    E não faltam boas razões para este fenômeno. Treinar em grupo dá uma motivação extra na hora de sair de casa, pois a aula acaba se tornando divertida e um aluno puxa o outro na hora de mexer o corpo. Além disso, essas práticas ainda costumam ser mais baratas, diminuindo o investimento necessário para se exercitar.


    7. Exercício como medicamento

    Não faltam estudos para comprovar os inúmeros benefícios dos exercícios para a saúde e a qualidade de vida. Há algum tempo, inclusive, eles começaram a ser indicados como coadjuvantes no tratamento de algumas doenças.

    — Muitas pessoas com hipertensão leve voltam a ter níveis normais de pressão e não precisam mais tomar remédios.

    Problemas psíquicos como depressão e ansiedade também podem ser melhorados com a prática frequente. Doenças ortopédicas são outras que comportam indicação de exercícios.


    8. Ioga

    Parar, cuidar da respiração, acalmar o corpo e a mente são alguns dos propósitos da prática.

    Dentre os benefícios do ioga, pode-se citar bem-estar físico, melhora do sono e da respiração, aumento da flexibilidade, fortalecimento da musculatura, autoconhecimento e redução do estresse físico e emocional.


    9.Personal trainer

    A atuação destes profissionais é mais um fator de motivação importante, assim como as aulas em grupo. No entanto, diferente das atividades coletivas, o personal trainer está ao lado do aluno o tempo todo, prestando orientações sobre o treinamento e corrigindo os movimentos. Além disso, o treino é exclusivo e busca atingir os objetivos pré-estabelecidos pelo aluno. O principal empecilho costuma ser o custo elevado do serviço.


    10. Exercício e perda de peso

    Quando o assunto é emagrecimento,não tem como não citar a dobradinha alimentação equilibrada e exercício físico regular.

    Era um problema de adultos, mas agora tem sido de crianças e adolescentes — finaliza.

    http://www.ciaathletica.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/AVALIACAO-FISICA-532x355.jpg

    Muita gente que se matricula numa academia de ginastica desistem nos primeiros 45 dias. A estimativa é da Associação Brasileira de Academias (Acad) e os motivos que levam a essa decisão são os mais variados.

    Há vários motivos para essa desmotivação.

    A falta de atenção dos professores no espaço em que estão matriculados é uma delas. Como a pessoa não tem o hábito de praticar atividades físicas e quase sempre estão com vergonha do corpo, os profissionais não podem apenas montar o programa e abandonar o aluno na sala. Uma das funções dos professores identificar os mais tímidos e fazer um bom trabalho para que eles se relacionem melhor com as pessoas e com os aparelhos em que farão as atividades.

    Por isso, é  importante assim que o aluno entra na academia montar a rotina de atividades e levar em consideração as restrições físicas, como desconforto em alguma prática, tempo que está distante de atividades físicas e período que pode ficar na academia. . O fator bem estar também precisa ser levado em conta para avaliar alguns conceitos como autoestima, disciplina, flexibilidade e força, para depois gerar um gráfico comparativo para mostrar a evolução obtida a cada três meses.

    No início das atividades, entretanto, é preciso também ser claro e transparente com o aluno sobre os exercícios. É essencial orientar o aluno das mudanças que acontecem no organismo e de possíveis dores que ele pode sentir pelo esforço físico. O ideal é sentir apenas que praticou atividades físicas, especialmente os sedentários, e não uma dor insuportável por uma semana. Sem dúvida, quando o aluno já sabe dos efeitos dos exercícios, se sente mais seguro e as chances de ficar uma semana sem voltar às aulas pelo trauma das dores iniciais diminui.

    Para estimular os alunos a frequentar o espaço é importante criar compromissos. Uma boa forma de lidar com pessoas que costumam faltar é agendar algumas atividades. Marcar datas para mudanças na série de exercícios, convidar para outras aulas que a academia oferece, isso tudo contribui para o aluno continuar frequentando.

    É fundamental acompanhar a frequência dos alunos, pois isto também é responsabilidade do professor. Quando os alunos faltam, mandamos e-mail, SMS com mensagens de incentivo para voltar ao espaço. Esse tratamento pode fazer a diferença, pois mostra que o professor está preocupado com o aluno. Outra maneira de incentivo é mostrar os resultados práticos que foram obtidos.
    Depois de três meses avalia-se os parâmetros físicos, medidas de circunferência, peso, se ganhou massa magra e outros aspectos que os estimulam a dar continuidade à academia



    Qual seria a justificativa para termos Educação Física em todas as séries de escolaridade? Sei que a maioria dos professores é capaz de dar justificativas, algumas boas, outras nem tanto, como eu também. Mas a questão continua porque até hoje a inclusão da Educação Física não está justificada na legislação, nem no seio da profissão, nem no bojo da estrutura educacional e nem perante a sociedade.  Isto desestrutura a profissão e a expõe a improvisações. Acredito que isto não seja exclusividade da Educação Física mas de muitas disciplinas.

    A legislação atual nos oferece o modelo de iniciação esportiva. Ora isto não é justificativa educacional. Se o propósito da educação é a de formar indivíduos e cidadãos íntegros não podemos ter, como argumento para nossa profissão de incentivar a formação de atletas. Ser atleta não é tão importante assim  para a vida para que isto seja objetivo educacional central. Na verdade esta legislação foi-nos imposta pelos militares porque estavam descontentes com o desempenho do Brasil nas competições internacionais. Impuseram assim esta lei que, além de mal redigida, não produziu nenhum efeito pretendido. Nem educacional nem nas competições internacionais.

    A falta desta justificativa impede uma série de medidas. Dar Educação Física deve ser necessário para que se consiga cumprir os objetivos educacionais que a escola persegue. Sabemos, da educação, que a escola procura educar jovens para que se tornem indivíduos sãos, capazes, críticos e autônomos, bons cidadãos, interessados e partícipes na sociedade em que vivem, inclusive para quererem modificá-la se acharem isto necessário. Seria uma forma simples em linguagem simples de enunciar os objetivos da educação. A justificativa da Educação Física teria que se enquadrar nos objetivos da educação.

    Certamente fazer os jovens melhores atletas internacionais não cabe dentro destes objetivos educacionais como objetivo maior. Se coubesse saberíamos que os que não fossem bons atletas não seriam bons cidadãos.  Se a legislação não é coerente então que Educação Física damos nas escolas? Como justificá-la?

    Acredito que o caminho da resposta esteja em outra pergunta: o que a Educação Física pode fazer para ajudar os jovens a serem melhores indivíduos e cidadãos? Na sociedade de hoje sabemos que a performance física não é mais importante em si, mas sim a qualidade de vida. Sabemos, por outro lado, que o sedentarismo é prejudicial aos indivíduos. Teríamos então uma Educação Física voltada para combater o sedentarismo, para a aquisição de hábitos de atividade física. Mas seria uma atividade física voltada para os aspectos de saúde e bem estar, não para a performance física. Mas além disto o que pode a Educação Física dar e ajudar na formação de indivíduos e cidadãos que as outras disciplinas não podem (pelo menos sozinhas ou com a mesma eficiência)?

    Deve também estar claro que temos uma faixa enorme de alunos na faixa dos que lutam pela sobrevivência, prisioneiros que são da pobreza e miséria. Não podemos aceitar iniciação esportiva e/ou melhora da performance como objetivos principais da Educação Física para esta clientela. Que objetivos deverá então ter a Educação Física para estes alunos?

    Talvez a maior riqueza da Educação Física em relação às outras disciplinas está em que ela não é tão dependente em passar conhecimentos. As outras disciplinas estão inteiramente vinculadas ao conhecimento. Conhecimentos que, argumenta-se, são necessários para uma vida melhor, como saber fazer contas, saber se comunicar, entender a história, etc.. Há também uma seriação nestes conhecimentos. Aprende-se a contar, depois as quatro operações, depois outras manipulações numéricas. Isto ocorre em todas as disciplinas, sempre em torno de conhecimento.

    Esta seriação justifica (em termos) o uso da reprovação. Um aluno não pode aprender equação do primeiro grau antes de aprender as quatro operações e assim por diante.

    A Educação Física não tem esta característica, nem de conhecimento nem de uma seriação definida. Tanto que há uma enorme liberdade na escolha do que se vai oferecer. Não há, por exemplo, nenhum motivo para que se dê voleibol antes de basquete, ou basquete depois de futebol. Mais do que isto, não há nenhum motivo para que se dê qualquer uma atividade específica. As atividades são meio e não fim em si. Nenhuma delas é  pré-requisito para as demais. Saber dar saque de voleibol, ou saber fazer um passe no basquete ou dar chute no futebol são pré-requisitos para nada. Muito menos para passar de ano.

    Repare que não há conteúdo obrigatório na nossa disciplina, há total liberdade na escolha nas atividades que serão oferecidas aos alunos. As escolas, bem ou mal, dão o mesmo conteúdo em todas as disciplinas, exceto em Educação Física (o que faz sentido).

    A conclusão que tiro dai é que estes ensinamentos de gestos  não são importantes em si mesmos. Na verdade, repito,  a atividade é um meio, não é um fim. Ela é meio para combater o sedentarismo, mas saber dar saque ou saber dar um arremesso não pode ser tão importante para todos os indivíduos e cidadãos de uma sociedade. Ser sedentário, ao contrário, é algo em detrimento de qualquer indivíduo e  cidadão, que sofrerá limitações por isto. O importante é que se faça atividade física, mas não necessariamente esta ou aquela atividade.

    Tomaz L. Ribeiro


    Em pesquisa que entrevistou 572 escolas, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) mostra que apenas 51% dos colégios públicos do Brasil possuem professores de Educação Física e menos da metade dos centros de ensino do país (44,9%), incluindo-se aí as instituições privadas, conta com programa específicos para promover atividades físicas no ambiente escolar.
    Segundo a agência da ONU, diante desses baixos índices, marcos legais estabelecendo a obrigatoriedade da disciplina são importantes para garantir a promoção das atividades físicas nas escolas.
    Aula de educação física em escola municipal da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil / Tânia Rêgo

    Apenas 51% dos colégios públicos do Brasil possuem professores de Educação Física e menos da metade dos centros de ensino do país (44,9%), incluindo-se aí as instituições privadas, conta com programa específicos para promover atividades físicas no ambiente escolar.
    Os números são de um levantamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que entrevistou 572 escolas de diferentes regiões e níveis socioeconômicos do Brasil — e de todos os níveis de ensino — para avaliar se esses espaços oferecem ou não estímulos à prática de esportes e exercícios.
    O objetivo do documento é propor um modelo de aprendizagem — chamado "Escolas Ativas" — que contemple o movimento e as atividades físicas como parte integral do processo de formação. A amostragem, porém, revela que o Brasil está longe de considerar o esporte como uma ferramenta de ensino e empoderamento dos jovens.
    Para Andréa Bolzon, uma das coordenadoras da pesquisa e atual responsável pelo Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional do PNUD, a educação brasileira ainda é dominada por "um 'paradigma instrucionista' que é calcado por uma perspectiva estreita de que você aprende melhor sentado olhando para o papel".
    O relatório lembra que a obrigatoriedade do ensino da Educação Física é determinado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/1996 e 10.793/2003).

    A educação física pode ser
    uma disciplina agregadora
    para diminuir os índices de
    desistência escolar.

    No levantamento da agência da ONU, apenas 56% das escolas pesquisadas tinham um professor da disciplina em seus quadros docentes. Quando considerada somente a rede particular, o percentual sobe para 74%. Na rede pública, o índice cai para 51%.
    Variações significativas também foram identificadas entre regiões do país. Enquanto no Sudeste e no Sul, 82% e 81% dos colégios, respectivamente, tinham profissionais capacitados para orientar alunos na prática de exercícios, no Nordeste e no Norte, os valores verificados foram de 37% e 29%.
    Divulgada durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, a análise do PNUD aponta que marcos legais como a legislação nacional vigente parecem ser relevantes para a promoção das atividades físicas nas escolas, uma vez que a frequência e o volume das aulas de Educação Física, bem como a presença de professores especialistas parecem estar relacionados às exigências dispostas na lei.

    Outros usos do espaço escolar

    O relatório da agência da ONU avaliou ainda outros aspectos que podem contribuir para tornar os colégios — e estudantes — brasileiros mais ativos. Entre eles, a realização de pausas para a prática esportiva e a oferta extracurricular de atividades físicas.
    Das 149 escolas de Ensino Infantil entrevistadas, 45% propunham aos alunos momentos livres para a realização de exercícios físicos. No Ensino Médio, a proporção cai para apenas 9% das 111 instituições que fizeram parte do levantamento. Nos Ensinos Fundamentais I e II, os índices também foram pouco expressivos — 18% e 11%, respectivamente.

    Numa escola que já não é muito amiga
    do movimento, se você tira
    a educação física (do currículo obrigatório),
    será que ela some?

    O padrão se inverte quando avaliadas as oportunidades extracurriculares. Dos centros de ensino secundarista, 60% ofereciam atividades físicas fora da grade de disciplinas obrigatória. No Ensino Infantil, o percentual é de 25%. Nos níveis fundamentais da educação, os valores ficaram pouco acima dos 40%.
    A pesquisa também perguntou aos gestores das escolas se os estabelecimentos são usados pelos alunos e pela comunidade fora dos dias úteis para a prática de esportes.
    Um quinto das instituições são abertas nos finais de semana para que pessoas possam usar as instalações para fazer exercícios. Apenas 16% ofertam programas de atividades físicas nos sábados e domingos. Quando observado o uso efetivo dos equipamentos pela comunidade, o relatório indica que 34% das escolas são aproveitadas pelo público.

    O que precisa mudar

    Bolzon aponta que, além da falta de pessoal qualificado, outros fatores contribuem para afastar estudantes das atividades físicas. Entre eles, a insistência em modelos de ensino do esporte que privilegiam sempre as mesmas modalidades.
    "Falta diversidade", afirma a especialista, para quem a aprendizagem de outras variedades esportivas poderia tornar a Educação Física mais inclusiva, além de driblar desigualdades de gênero.
    Leonardo Mataruna, pesquisador da Universidade de Coventry, no Reino Unido, lamenta que a disciplina ainda seja dominada pelo chamado "quarteto fantástico" — a prática de basquete, futebol, voleibol e handebol.
    "Quantos outros esportes a gente poderia desenvolver na escola?", questiona, e cita exemplos como o badminton, o golfe e o rúgbi, que podem trabalhar a motricidade grossa e fina dos alunos, bem como as capacidades de percepção do espaço. "É preciso haver um aumento da cultura esportiva não só dos professores, mas de todo o país. Já passou o tempo de discutir apenas futebol e voleibol".
    Mataruna lembra ainda de outras atividades físicas, como a dança e a musculação, que poderiam tornar a Educação Física mais atraente para estudantes. "A educação física pode ser uma disciplina agregadora para diminuir os índices de desistência escolar", aposta o especialista.

    Brasil tem altos índices de sedentarismo

    Segundo Mataruna, é no Ensino Médio que "sugestões e ofertas da escola vão se transformar em hábitos para a vida toda". Em 2015, o Diagnóstico Nacional do Esporte publicado pelo Ministério do Esporte apontava que 45,9% dos brasileiros eram sedentários. Desse grupo, 48% afirmaram ter iniciada a prática de atividades físicas na escola e 45% disseram ter abandonado a prática de exercícios entre os 16 e 24 anos.
    A falta de atividades físicas é identificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o quarto fator de risco para a mortalidade a nível global. A agência aponta que o sedentarismo é a causa principal para 27% dos casos de diabetes, 30% das ocorrências de doença arterial coronariana e de 21% a 25% dos episódios de câncer de mama e colorretal.
    A OMS destaca que a prática de exercícios pode reduzir as chances de uma pessoa apresentar todas essas doenças e ainda outras patologias, como a depressão, além de reduzir os riscos de fraturas das vértebras e ajudar a controlar o peso.
    Para Mataruna, uma maneira de transformar o comportamento dos estudantes — e levá-los a praticar mais exercícios em suas vidas — é apostar na interdisciplinaridade, combinando a prática de esportes ao ensino de outros conteúdos.
    A respeito da Reforma do Ensino Médio, cuja proposta inicial em caráter de Medida Provisória acabava com a obrigatoriedade da Educação Física, o especialista aponta que "existe uma redução das oportunidades de interdisciplinaridade".
    "Numa escola que já não é muito amiga do movimento, se você tira a educação física (do currículo obrigatório), será que ela some?", questiona Bolzon.
    De acordo com a pesquisadora do PNUD, a oferta de atividades físicas é benéfica não apenas por conta dos benefícios para a saúde ou devido às habilidades sociais trazidas pelo esporte, mas também pelas reflexões que podem provocar junto aos alunos.
    Segundo ela, as Escolas Ativas podem oferecer conhecimentos que dão autonomia aos alunos, tornando-os aptos a pensar suas relações com o corpo, com padrões de consumo e outras opções de vida e de carreira.
    Na semana passada (13), a Câmara dos Deputados aprovou uma emenda que altera o texto da MP e reintroduz a Educação Física na Base Nacional Comum Curricular, que definirá quais conteúdos serão obrigatórios no Ensino Médio.
    Ao final de novembro (30), a Comissão Mista da Câmara responsável por avaliar a proposta da reforma já havia emitido um parecer que decidiu pela retomada da obrigatoriedade do ensino de atividades físicas. A lei, tal como modificada pela Câmara, ainda será analisada no Senado.


    Estudos relacionados ao desenvolvimento motor não apresentavam grande expressão na área da Educação Física até a década de 70, no entanto, o aumento no volume e na qualidade das pesquisas durante a década de 80 e 90 fez do desenvolvimento motor uma área legítima de pesquisa científica, com grande destaque internacional nos dias atuais (GALLAHUE e OZMUN, 2005).
    O objetivo central dos estudiosos da área de desenvolvimento motor é entender como os seres humanos desenvolvem suas habilidades motoras, analisando o impacto da maturação infantil e das experiências ambientais na aquisição e no aumento da complexidade dos movimentos realizados (ISAYAMA e GALLARDO, 1998).
    Nesse contexto, a infância é entendida como um período de grande importância para o desenvolvimento motor, sobretudo porque é nesta fase que ocorrem o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais que servem de base para o desenvolvimento das habilidades motoras especializadas que o indivíduo utilizará nas suas atividades cotidianas, de lazer ou esportivas (GALLAHUE, 2005).
    Devido à grande popularidade do esporte em todo país, muitas crianças têm procurado a prática esportiva em idades cada vez mais precoces, sobretudo em modalidades esportivas amplamente divulgadas na mídia e com forte impacto cultural, como é o caso do futebol. Embora a iniciação esportiva possa proporcionar vivências positivas para o desenvolvimento motor da criança, sabe-se que a especialização precoce também pode trazer diversas complicações para o desenvolvimento infantil (FERRAZ, 2009).
    Sendo assim, diante da importância da infância para o desenvolvimento motor e das possibilidades de intervenção do profissional de Educação Física nessa fase, o presente estudo teve como objetivo analisar por meio de uma pesquisa bibliográfica, o desenvolvimento motor da criança e o papel da iniciação esportiva durante a infância, dando destaque para a prática da modalidade esportiva futebol.
    1. Compreendendo o desenvolvimento motor na infância
    O desenvolvimento motor é entendido como as "alterações progressivas do comportamento motor, no decorrer do ciclo da vida, realizadas pela interação entre as exigências da tarefa, a biologia do indivíduo e as condições do ambiente" (GALLAHUE e OZMUN, 2005, p.25).
    Embora as alterações relacionadas ao desenvolvimento motor possam ocorrer ao longo da vida do indivíduo, é na infância que ocorre a aquisição do repertório motor que servirá de base para as outras fases. É neste período que a criança adquire o domínio de seu corpo em diversas posturas, aprende a se locomover pelo ambiente de diferentes formas e a manipular variados tipos de objetos (SANTOS et al., 2004).
    Devido à grande importância da infância no desenvolvimento motor, a maior parte das pesquisas realizadas por pesquisadores brasileiros na área está relacionada à análise do desenvolvimento motor de crianças com idade entre sete e dez anos por meio da avaliação das habilidades motoras fundamentais das crianças e a influência das aulas de Educação Física nesse processo de desenvolvimento (TANI et al., 1988).
    No entanto, segundo Isayama e Gallardo (1998), ainda são poucas as pesquisas relacionadas aos padrões básicos de movimento no Brasil, e que os poucos estudos existentes estão relacionados ao desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais, baseados na abordagem desenvolvimentista proposta por David Gallahue.
    O modelo de desenvolvimento motor de Gallahue é baseado em uma ampulheta heurística que representa o aspecto descritivo do desenvolvimento motor durante a vida do indivíduo em desenvolvimento típico (GALLAHUE, 2005), fornecendo orientações gerais para a descrição e a explicação do comportamento motor e destacando que o nível de aquisição das habilidades motoras é alterável desde o nascimento até a morte (GALLAHUE e OZMUN, 2005).
    O modelo da ampulheta é caracterizado como um modelo bidimensional descritivo que prioriza "a função intencional da tarefa de movimento como expressa nas três categorias de movimento de estabilidade, locomoção e manipulação e as fases de desenvolvimento motor expressas por sua complexidade" (GALLAHUE, 2002, p.109), levando em consideração as propriedades biológicas do indivíduo, as condições e estímulos do ambiente e as peculiaridades da tarefa executada (KREBS et al, 2005).
    Este modelo é dividido em quatro fases que apresentam idades aproximadas para ocorrer, sendo denominadas: fase motora reflexiva (desde os quatro meses pré-natal até o primeiro ano de idade) fase de movimentos rudimentares (que se estende até os dois anos de idade), fase de movimentos fundamentais (desde os dois até os sete anos de idade) e fase de movimentos especializados (a partir dos 7 anos de idade).
    A fase inicial do desenvolvimento motor é a dos movimentos reflexos, onde a criança realiza suas primeiras formas de movimento, que são movimentos involuntários, controlados subcorticalmente e desencadeados em reação a algum estímulo (CAMPOS, 1998). Os movimentos reflexos são divididos em reflexos primitivos, que servem como agrupadores de informações, caçadores de alimentos e protetores, e reflexos posturais, que auxiliam os bebês a manterem uma posição ereta em uma superfície e são semelhantes a movimentos voluntários (HAYWOOD e GETCHELL, 2004).
    A fase seguinte é denominada de fase dos movimentos rudimentares, período onde são encontrados os primeiros movimentos voluntários da criança. Tais movimentos envolvem atividades de estabilização, onde a criança começa a obter o controle da cabeça, pescoço e músculos do tronco, tarefas manipulativas como alcançar, agarrar e soltar, e movimentos locomotores de arrastar-se, engatinhar e caminhar (GALLAHUE e OZMUN, 2005).
    É na fase dos movimentos fundamentais que a criança tem a possibilidade de descobrir e explorar ainda mais o corpo e novas formas de movimento (PONTES, 2006). Uma vez que as habilidades fundamentais servirão de base para as habilidades motoras especializadas, esta fase é considerada uma fase crítica e sensível no desenvolvimento da criança (ISAYAMA e GALLARDO, 1998).
    A fase de movimentos fundamentais é dividida em três estágios: estágio inicial, elementar e maduro. O estágio inicial representa a primeira tentativa da criança, entre 0 e 2 anos de idade, de executar uma habilidade fundamental. Os movimentos são caracterizados pelo uso exagerado do corpo, falta de ritmo e pouca coordenação. Após esse estágio, o indivíduo passa pelo estágio elementar aos 3 e 4 anos de idade, que é caracterizado pelo maior controle, coordenação e ritmo dos movimentos fundamentais, com melhor sincronização espacial e temporal. O último estágio da fase motora fundamental é o estágio maduro entre 5 e 7 anos de idade, no qual as crianças executam movimentos mais eficientes, coordenados e controlados (Gallahue e Ozmun, 2005).
    Oliveira (2001) ressalta, em uma pesquisa sobre os movimentos fundamentais na educação infantil, que as crianças necessitam de atividades motoras que desenvolvam suas capacidades de movimento em nível maduro, pois, aquelas que brincam na rua, na escola ou participam de algum programa de iniciação esportiva apresentam melhor desempenho motor, quando comparadas com crianças que ficam horas em frente a uma televisão ou computador (STABELINI, 2004).
    Nessa faixa etária a criança deve explorar o ambiente por meio de atividades motoras, como jogos, exercícios físicos ou desempenho de habilidades motoras, para que obtenha alterações positivas em relação ao seu desenvolvimento físico, perceptivo-motor, moral e afetivo (FERREIRA NETO, 2004).
    A última fase do Modelo da Ampulheta é denominada fase das habilidades motoras especializadas, na qual a criança passa por 3 estágios: transitório, de aplicação e de utilização permanente. O estágio transitório ocorre aos 7 ou 8 anos de idade, onde a criança começa a combinar e utilizar habilidades motoras fundamentais ao desempenho de habilidades especializadas, com melhor forma, precisão e controle. O estágio de aplicação acontece entre 11 e 13 anos, no qual a criança enfatiza a forma, habilidade e precisão do desempenho motor, sendo um período propício para refinar e usar habilidades mais complexas em jogos, atividades de liderança e esportes escolhidos. O estágio de utilização permanente se inicia aos 14 anos e se estende por toda a vida, sendo caracterizado por um período de utilização do repertório de movimentos adquiridos pelo sujeito durante a vida (GALLAHUE e OZMUN, 2005).
    A fase dos movimentos especializados é um período no qual o movimento torna-se uma ferramenta que será útil para muitas atividades motoras complexas presentes na vida diária, recreação ou jogos esportivos (GALLAHUE, 2005).
    Desta forma, é interessante destacar que, tanto maturação quanto experiências ambientais são importantes para o processo de aquisição e desenvolvimento de habilidades motoras (SANTOS, 2002), no entanto, adquirir um estágio maduro das habilidades motoras fundamentais e especializadas só será possível se a criança receber oportunidades diversificadas de movimento (PAIM, 2003). Por isso, diante das possibilidades de intervenção do profissional de Educação Física na infância, destacam-se na seqüência considerações a respeito da iniciação esportiva na infância.
    2. Considerações a respeito da iniciação esportiva na infância
    Nos últimos anos, a quantidade de crianças que praticam alguma atividade esportiva tem crescido em grande proporção, seja nas escolas, clubes ou nas escolas de esporte. Assim, a iniciação esportiva, compreendida como um período no qual a criança inicia a prática regular, orientada e planejada de uma ou mais modalidades esportivas (SANTANA, 2004), tem recebido muita atenção da área científica, principalmente, no que concerne à faixa etária ideal para o ingresso de uma criança em uma escola de esportes e suas conseqüências na formação da mesma (RAMOS e NEVES, 2008).
    Nesse contexto, parece um consenso que a iniciação esportiva infantil deve enfatizar o desenvolvimento motor global das crianças, visto que:
    …as crianças e adolescentes necessitam de abundância de oportunidades em uma variedade de atividades motoras vigorosas e diárias, com o objetivo de desenvolver suas capacidades singulares de movimento, contribuindo para a formação de um cidadão apto a participar de programas esportivos em geral e de um consumidor crítico em relação a espetáculos esportivos e informações veiculadas pelos meios de comunicação (KORSAKAS, 2009, p. 46).
    Os programas de iniciação esportiva podem promover muitos benefícios para a formação integral da criança, tais como: desenvolvimento das capacidades de desempenho corporal e motor (FILGUEIRA, 2004), aspectos relacionados à cooperação, convivência, participação, inclusão e satisfação (OLIVEIRA e PAES, 2004), além de contribuir para o desenvolvimento bio-psico-social da criança nas faixas etárias posteriores (ARENA e BOHME, 2000).
    Para que os programas de iniciação esportiva contribuam para o desenvolvimento multilateral da criança, algumas situações devem ser respeitadas, como, por exemplo, a elaboração de atividades adequadas às diferentes faixas etárias, o respeito ao nível de desenvolvimento de cada aluno, o bom senso (SAAD, 2006) e o maior número de vivências e experiências motoras da criança (BOMPA, 2002).
    De acordo com Ré et al (2005), em um estudo sobre o desempenho motor de 268 crianças e adolescentes do sexo masculino freqüentadores de programas de iniciação esportiva, em muitos ambientes esportivos, indivíduos de diferentes estágios maturacionais e faixa etária fazem parte de em um mesmo grupo de treinamento, o que favorece os mais desenvolvidos biologicamente e desmotiva os menos desenvolvidos, gerando o desânimo e a desistência do indivíduo pela prática esportiva.
    Neste sentido:

    O professor deve ter muito em conta que não deve modelar o menino à semelhança de, e sim ele deve dar uma grande bagagem de experiências motoras, contribuindo para o armazenamento de seu acervo motor, que lhe permita se desenvolver no futuro com grande variedade de habilidades motoras, que não apontariam para um esporte, mas para sua vida diária (INCARBONE, 1990, p.98).
    As aulas na iniciação esportiva devem ser compostas por jogos fisicamente movimentados e fáceis, que contribuam para o desenvolvimento motor da criança (DIEM, 1977). Nesse sentido, os professores apresentam papel fundamental nos programas de iniciação esportiva, devendo apresentar uma prática pedagógica consistente, conhecendo seus alunos, identificando suas necessidades e interesses e, posteriormente, utilizando sua criatividade para propiciar, por meio de diferentes movimentos, a livre expressão da criança (APOLO, 1995).
    Freire (2003), em um estudo sobre pedagogia do esporte, afirma que a iniciação esportiva infantil, como, por exemplo, o ingresso em uma escola de futebol pode gerar para a criança um repertório de habilidades bastante diversificadas. Mas esse processo dependerá, em especial, do professor que deve possuir conhecimento para auxiliar no desenvolvimento motor da criança por meio da prática do futebol.
    Segundo Campos (2004), as atividades nas escolas de iniciação esportiva não precisam ser cansativas e exaustivas para serem benéficas, entretanto, devem ser regulares, movimentadas para contribuírem com o gasto calórico, como também promover uma hidratação adequada, estimular a exposição de uma maior área de superfície corporal ao ambiente para facilitar a dissipação do calor em dias quentes e úmidos.
    A prática esportiva deve aliar as experiências dos alunos com um projeto pedagógico, no qual os conteúdos do ensino das habilidades e desenvolvimento das capacidades motoras aconteçam de forma diversificada e motivadora e que oportunize a participação e aprendizagem do maior número possível de crianças (PAES e BALBINO, 2009).
    Além dos aspectos motores, a iniciação esportiva pode ensinar valores éticos, sociais e morais por meio das várias possibilidades que a concepção de esporte envolve, auxiliando na formação de um indivíduo preparado para as diferentes situações do cotidiano e permitindo que a criança viva bem, indiferente da modalidade esportiva escolhida no futuro (SCAGLIA, 1996).
    Desse modo, tanto na Educação Física escolar quanto nas escolas de iniciação esportiva, é imprescindível que os alunos vivenciem jogos, brincadeiras, danças e outras manifestações corporais, pois, a integração destas experiências contribuirá para as aprendizagens posteriores (GRECO e BENDA, 2006).
    3. A prática do futebol na infância
    A iniciação ao futebol possui muitas razões para ser recomendada aos programas de esportes juvenis, tais como: pode ser praticado o ano todo, em campos ou quadras; o futebol é fácil de ser ensinado e jogado; desenvolve as técnicas individuais e o trabalho em equipe, é composto por exercícios contínuos e vigorosos; e não exige muitos equipamentos e instalações (UGRINOWITSCH e BARBANTI, 2000).
    Mas para jogar futebol, é necessário que os praticantes dominem os fundamentos em alta velocidade, sem perder o equilíbrio e a objetividade, por isso, o trabalho de iniciação ao futebol e futsal com crianças e adolescentes dever ter uma adaptação adequada, sendo fundamental o respeito ao grau de desenvolvimento de cada aluno, além de satisfazer seus interesses e necessidades (GOMES e MACHADO, 2001).
    Para Gomes e Souza (2008) o treinamento de futebol deve ser realizado a longo prazo, compreendendo 3 fases. Na infância deve ocorrer a fase de preparação básica, cujo objetivo principal é o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais e a melhoria de capacidades funcionais e de adaptação. Nesta fase, o treinamento passa por 2 etapas: a etapa de preparação preliminar, que se estende dos 6 aos 11-12 anos de idade e que deve estimular a consolidação da saúde do praticante, desenvolvimento da preparação física multilateral, domínio das habilidades motoras e preparação teórica; e a etapa de especialização inicial, entre 13 e 15 anos, onde o treinamento deve ser mais especificamente relacionado ao futebol, visando a preparação multilateral para a especialização no futebol por meio de mini-jogos e exercícios de preparação geral.
    A fase de preparação especializada, segundo esses autores, se estende dos 16 aos 28 anos e deve ser caracterizada por exercícios específicos relacionados às exigências metabólicas e motoras do futebol, com o objetivo de aperfeiçoar o rendimento. Já a última fase é a de longevidade desportiva, observada entre os 28 e 32 anos e tem como objetivo principal a manutenção do alto rendimento e dos bons resultados.
    Gallahue e Ozmun (2005) defendem que o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais é essencial para o desenvolvimento motor global da criança, sendo que estas habilidades servirão de alicerce para a aprendizagem dos fundamentos técnicos do futebol. Esse desenvolvimento das habilidades fundamentais é imprescindível para a aprendizagem do futebol, pois,
    … muitas habilidades de um jogador de futebol são caracterizadas por movimentos fundamentais de manipulação, como as técnicas dos jogadores de linha (chute, passe, recepção, drible, condução de bola) e os fundamentos técnicos do goleiro (arremesso, defesa alta, defesa baixa, saídas de gol); movimentos de locomoção, como as corridas, o trote, saltos (cabeceios); e os movimentos de estabilidade e equilíbrio, como os axiais (habilidade para o gol, marcação, desvio do adversário) (HITORA e PAIANO, 2007, p.101-102).
    Para que esse objetivo seja alcançado, o professor ou treinador de futebol deve evitar métodos de treinamento pouco motivantes, exercícios fragmentados e a busca de novos talentos por meio da especialização precoce (SCAGLIA, 1996). Por outro lado, na fase de iniciação ao futebol, deve-se estimular a criatividade da criança por meio de jogos, que além de aprimorarem a técnica exigida no futebol, propiciem situações reais de jogo, isto é, situações na qual o jogador tem que perceber e analisar o que está acontecendo ao seu redor, encontrar uma solução mental e desempenhar com sucesso a solução motora mais apropriada (CORTEZ, 2006).
    Dessa forma, o trabalho do professor ou treinador na fase de iniciação ao futebol deve ser embasado no ensinamento do esporte, por meio de métodos apropriados às diferentes faixas etárias, garantindo uma prática esportiva saudável e prazerosa, sem se preocupar com resultados em competições ou com o rendimento da criança (ANDRADE JUNIOR, 2007).
    Quando se fala sobre o processo de ensino-aprendizagem do futebol, muitas propostas pedagógicas indicam os passos que o professor deve respeitar, mas além da proposta pedagógica utilizada, Freire (2003) destaca 4 princípios básicos que o professor deve seguir ao trabalhar com iniciação ao futebol: 1) ensinar futebol a todos; 2) ensinar futebol bem a todos; 3) ensinar mais que futebol a todos; 4) ensinar a gostar de esporte.
    Essa afirmação do autor mostra que o professor tem que conhecer as capacidades técnicas, táticas e físicas necessárias para a prática do futebol, mas também outros aspectos importantes que a prática do futebol pode influenciar como o desenvolvimento social, moral, afetivo e cognitivo da criança. E para que a criança aprenda a gostar de esporte, o professor deve propor atividades que sejam lúdicas e, acima de tudo, atividades que todos os alunos sejam capazes de participar.

    Considerações finais

    Face ao que foi exposto e tendo como base o referencial teórico, percebe-se que o desenvolvimento motor é extremamente importante para o crescimento e desenvolvimento global da criança, uma vez que uma criança ao possuir boas habilidades motoras, terá maior sucesso na prática esportiva e, consequentemente, terá maior capacidade para realizar tarefas cotidianas na vida adulta.
    Porém, o desenvolvimento motor infantil é influenciado por diversos fatores, como a maturação, nível socioeconômico e as vivências motoras, sendo esta última um dos fatores mais importantes para a melhor aquisição das habilidades motoras.
    E uma dessas experiências motoras é a iniciação esportiva, que se aplicada com uma metodologia correta, evitando a especialização precoce da criança e proporcionando atividades lúdicas e criativas que possibilitem a exploração e descoberta de movimentos, pode auxiliar na aprendizagem das habilidades motoras fundamentais, que serão essenciais para a prática esportiva e para a vida cotidiana.
    Nesse contexto, a prática do futebol pode ser muito benéfica ao desenvolvimento motor da criança como uma forma de experiência motora. Entretanto, a iniciação ao futebol deve ser realizada de forma adequada, respeitando o grau de desenvolvimento de cada aluno, satisfazendo seus interesses e necessidades e acima de tudo, proporcionando à criança um repertório de habilidades motoras bastante diversificado.
    Em síntese, percebe-se que o desenvolvimento motor é fundamental para a vida de um indivíduo e, neste processo, a iniciação esportiva é imprescindível para que a aquisição das habilidades motoras seja otimizada pela criança, sendo a prática do futebol uma excelente forma de experiência motora para a criança.
    José Roberto Andrade do Nascimento Júnior
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    SAAD, M. A. Iniciação nos jogos esportivos coletivos. www.efdeportes.com/. Revista Digital. Buenos Aires – ano 11, n. 95, abr. 2006.
    SANTANA, W. C. de. Futsal: apontamentos pedagógicos na iniciação e na especialização. Campinas: Autores Associados, 2004. – Coleção educação física e esportes.
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    SCAGLIA, A. J. Escolinha de futebol: uma questão pedagógica. Revista Motriz. Rio Claro, v.2, n.1, p.36-43, jun. 1996.
    STABELINI, N. et al. Relação entre fatores ambientais e habilidades motoras básicas em crianças de 6 e 7 anos. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. São Paulo: 3 (3), p.135-140, 2004.
    TANI, Go et al. Educação Física Escolar: Fundamentos de uma abordagem desenvolvimentista. São Paulo: Editora USP, 1988.
    UGRINOWITSCH, C. e BARBANTI, V. J. (trad). Ensinando futebol para jovens. São Paulo: Manole, 2000.




    Ficar doente não é nada agradável, afinal, não tem nada pior do que ser obrigado a tomar remédios e ir ao hospital com frequência.

    Os princípios fundamentais para ter uma boa saúde são basicamente seguir uma dieta saudável, evitar o uso de drogas, álcool, fumo, além de uma dieta balanceada e a praticar exercícios físicos regularmente. Estes atos simples podem ser integrados às nossas vidas diárias e nos ajudar e ter uma vida longa, saudável e feliz, pois, é através deles que conseguimos evitar a maioria das doenças. Aprenda 5 hábitos para ter uma vida mais saudável:

    1 – Alimentação saudável – É muito importante seguir uma dieta equilibrada em frutas, legumes, cereais, leite e hortaliças. Também é aconselhável comer pouca carne e uma grande quantidade de alimentos crus (frutas e vegetais crus), pois, eles contém vitaminas e minerais que ajudam a proteger o corpo contra doenças.
    Não se esqueça da importância da água! Beber bastante água é fundamental para o nosso organismo funcionar corretamente, uma vez que ela controla a temperatura do corpo, regula o intestino e elimina as toxinas.

    2 – Praticar esportes – Caminhar, correr, nadar, andar de bicicleta, uma ou duas vezes por dia, é essencial para manter o corpo saudável e em forma. Atividades como yoga ou outras práticas como passear com a família no fim de semana também ajudam a nos manter saudáveis.

    3 – Evitar drogas, fumo e álcool – Todos sabemos que eles causam muitas doenças e geralmente encurtam a sua vida de forma significativa. Entéao, se você quiser viver mais tempo, cuide do seu corpo!

    4 – Durma bem – Dormir bem é fundamental para se sentir bem. A falta de sono pode afetar a nossa vida pessoal e profissional, trazendo diversos problemas como falta de concentração, irritação e fraqueza muscular. O ideal é que um adulto durma de 7 à 8 horas por noite. Se você tem dormido pouco, isto pode ser um sinal de que algo não vai bem com o seu organismo e que você precisa mudar alguns hábitos diários para se sentir melhor.
    Atividades físicas, yoga ou meditação são alternativas que funcionam para muitas pessoas, porém, se você não encontrar nenhuma maneira para relaxar, consulte um médico.
    Para estar bem consigo mesmo é preciso principalmente viver na proporção certa de atividades pessoais e profissionais.

    5 – Pense positivo – Evite os pensamentos negativos. Os pensamentos positivos levam a sentimentos e emoções otimistas que têm um efeito renovador sobre o seu corpo. Utilize frases, idéias e livros que te tragam motivação e sentimentos positivos.


    O joelho é a maior e uma das mais importantes articulações do corpo. Nela convergem ossos, cartilagens, meniscos, ligamentos, músculos, tendões e cápsulas articulares. A integração desses vários elementos faz desta articulação uma estrutura muito complexa e de grande mobilidade. Por tudo isso, além de suportar o peso quase total do corpo e estar exposta a todo tipo de traumatismos, acidentes e doenças, o joelho sofre lesões com muita frequência. É muito difícil encontrar-se alguém de idade avançada que em algum momento da vida não tenha tido problemas com os joelhos.
    Devido ao uso frequente, desgaste e risco de quedas ou acidentes associados com as atividades esportivas, os atletas são muitas vezes suscetíveis a lesões ortopédicas (como fraturas, lesões musculares, tendinosas e ligamentares) e precisam se recuperar logo para retornar à sua prática.

    Atividades distintas colocam áreas diferentes do corpo em maior risco de danos ou lesões, por isso é importante tomar as precauções necessárias para se proteger durante a prática de esportes. O tratamento para estas condições pode envolver cirurgia, imobilizações, fisioterapia e repouso. Dentre as cirurgias, a artroscopia pode entrar como método de diagnóstico ou de tratamento.
    A artroscopia do joelho possibilita um diagnóstico mais preciso do que está ocorrendo no interior da articulação e permite certas intervenções terapêuticas.
    Porém, antes de sugerir uma artroscopia o médico terá feito uma história clínica e exame físico detido e pedido radiografias ou ressonância magnética para avaliar os ossos e demais estruturas do joelho. Com a artroscopia ele pode realizar alguns procedimentos terapêuticos como remoção, reconstrução ou reparo de meniscos ou ligamentos, remoção de fragmentos ósseos ou de cartilagem soltos no interior de uma articulação ou de tecido sinovial inflamado, etc.
    A artroscopia do joelho é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, utilizado para diagnosticar e/ou tratar doenças dessa articulação. Ela permite ao médico ver o interior da articulação e os seus vários elementos.

    Para evitar que lesões esportivas ocorram, é importante que os atletas cuidem de si mesmos antes, durante e depois da atividade física. Isso ajuda a garantir a saúde atlética a longo prazo.

    É importante ter cuidado na prevenção de lesões nos joelhos e cuidados adequados ao primeiro sinal de uma lesão esportiva, porque o uso continuado e atividade pode levar a ainda mais danos. Mesmo que o aluno queira retornar à atividade física o mais rápido possível e se tenha uma ampla gama de opções de tratamento para curar a lesão e protegê-lo de futuras, é preciso prestar atenção na prevenção e no cuidado imediato.


    O exercício tem um papel muito importante para a promoção da saúde e ainda mais relevante como ferramenta terapêutica para indivíduos com doenças como afecções cardíacas, pulmonares (doença pulmonar obstrutiva crônica), metabólicas (diabetes, obesidade, dislipidemia, síndrome metabólica e no pós-operatório de cirurgia bariátrica) e oncológicas.

    Estudos científicos demonstram que o programa de reabilitação cardiopulmonar e metabólica é tão ou mais eficiente que muitos dos medicamentos utilizados. O melhor resultado vem da combinação das medicações e do programa de reabilitação. Assim como os medicamentos, o exercício terapêutico demanda prescrição com "dose" (intensidade), frequência e duração.

    A avaliação médica especializada deverá ser realizada para a adequada análise de risco (determinada por histórico, exame clínico e exames complementares), avaliação funcional, determinação do nível de supervisão, nível de esforço a ser respeitado e definição de objetivos a serem atingidos, ou seja, para a prescrição individualizada do programa de exercícios.

    O programa de exercícios atua na melhora da capacidade cardíaca, pulmonar e musculoesquelética; no controle da pressão arterial; do perfil lipídico (colesterol e triglicérides); na tolerância à glicose (relacionada ao diabetes); no controle ponderal; na saúde mental; na imunidade; e no sono. Há também uma comprovada redução da morbimortalidade associada às doenças cardiovasculares, que constituem a principal causa de morte no Brasil.

    Além disso, são baixíssimas as taxas de efeitos colaterais. Estudos comprovam que, seguidos os devidos cuidados, a prática é muito segura. As contraindicações são pontuais e bem estabelecidas, e os cuidados e níveis de supervisão necessários para as diferentes condições são claramente definidos.


    O VO2 seria a maior capacidade de oxigênio que uma pessoa consegue utilizar do ar inspirado enquanto faz um exercício físico aeróbico. Ele pode ser estimado por uma série de testes e fórmulas, mas seu valor exato só pode ser medido através do Teste Cardiopulmonar do Exercício (TCPE) também conhecido como Ergoespirometria. Ele tem uma grande importância para todos os tipos de adeptos do esporte que desejam conhecer mais o seu corpo e ter assim uma melhor performance no asfalto. Conhecendo o seu potencial respiratório, será mais fácil descobrir o seu limite e os melhores treinos para aumentar o desempenho.

    O Limiar Anaeróbio ou 1º Limiar Ventilatório é o ponto do exercício no qual inicia-se o acúmulo de lactato no sangue, com consequente tamponamento pelo sistema do bicarbonato, elevação da produção de gás carbônico (VCO2) e necessidade de aumento da ventilação para a sua excreção. O o 2º Limiar Ventilatório, ou Ponto de Compensação Respiratória, que é o momento no qual se detecta a incapacidade do sistema metabólico em tamponar a acidose progressiva, resultando na necessidade de se excretar maior quantidade de CO2 através de maior hiperventilação. O Limiar Anaeróbio  é baseado no comportamento que as concentrações de lactato sanguíneo apresentam em diferentes intensidades de esforço.

    Quando estamos fazendo um teste progressivo que aumenta a carga a cada tempo pré-determinado, antes de chegarmos no VO²Máximo, nosso corpo passa por vários processos fisiológicos, sendo dois deles muito importantes para determinarmos a intensidade de treino. São eles os limiares anaeróbicos, ou Limiar I e Limiar II, indicadores de mudança fisiológica no nosso corpo, e podem nos ajudar na determinação da carga de treinamento, além de ajudar a descobrir melhoras no desempenho de um atleta.

    Portanto, os limiares 1º e 2º são importantes para a prescrição do exercício pois realizá-lo muito abaixo do 1º Limiar não promove condicionamento, e muito próximo ou acima do 2º Limiar traz o risco de se trabalhar em acidose descompensada, o que não é saudável, pois aparece a hiperventilação, ao passarmos desse ponto é provável que a pessoa não aguente mais muito tempo de exercício naquela intensidade.

    O percentual do VO2 no Limiar Anaeróbio está em torno de 50% do VO2 máximo em indivíduos normais, elevado a mais de 70% em atletas e rebaixado a cerca de menos de 30% em doentes graves.

    Com ajuda daqui



    Na sessão desta terça-feira (29), a comissão mista encarregada de analisar a medida provisória (MP 746/2016) que trata da reforma do Ensino Médio recebeu o parecer do senador Pedro Chaves (PSC-MS). Após inúmeras manifestações de estudantes que, inclusive, ocuparam escolas em todo o Brasil contra a proposta, o relator decidiu manter as disciplinas Arte e Educação Física como disciplinas obrigatórias para o currículo do segundo grau escolar. A retomada da discussão da MP está prevista para a sessão de amanhã (quarta, 30).

    "Optamos por retomar a obrigatoriedade do ensino da Educação Física e da Arte como componentes curriculares do ensino médio. Essa opção se justifica porque acreditamos que a formação integral do ser humano exige o atendimento de várias dimensões, dentre as quais a corporeidade, o movimento e a fruição não podem ser desconsiderados", explicou o senador.

    Leia a íntegra do relatório

    O texto apresentado pelo relator também determina que 60% das horas sejam destinadas às disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – ainda em fase de elaboração pelo Ministério da Educação. Antes, esse número era de apenas 50%. De acordo com o MEC, a BNCC vai conter, por exemplo, temas como cidadania e meio ambiente. Para Pedro Chaves, a alteração curricular vai garantir unidade e sincronia entre as escolas brasileiras.

    "Optamos pelo percentual porque acreditamos que expressa um equilíbrio desejável que superará o valor de 1.200 horas previsto originalmente, que é insuficiente para propiciar que todos os estudantes acessem conteúdos relevantes para essa etapa da educação básica", ressaltou.

    Carga horária

    No texto apresentado hoje (terça, 29), Pedro Chaves avaliou as dificuldades de ampliar a carga horária mínima para 1.400 horas anuais. A partir daí, o senador propôs uma meta intermediária. No prazo máximo de cinco anos, todas as escolas de ensino médio do país terão carga horária anual de pelo menos 1.000 horas, cinco horas diárias.

    A MP estabelece ainda que o currículo do novo ensino médio será formado pelas disciplinas do BNCC e matérias de áreas do conhecimento que poderão ser escolhidas pelo próprio aluno. De acordo com o relatório apresentado, os alunos deverão escolher entre linguagens e suas tecnologias; ciência da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e sociais aplicadas; matemática e suas tecnologias; e formação técnica e profissional.

    "Assim, substitui-se o cardápio único, composto por 13 disciplinas engessadas, por uma BNCC enxuta e dinâmica, a ser estabelecida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), e por cinco itinerários formativos", disse o relator da medida, que também incluiu a possibilidade de organização do ensino médio por módulos, com a adoção do sistema de créditos.

    Ensino integral

    Em seu relatório, Pedro Chaves ampliou o prazo que o governo federal terá para fazer os repasses de recursos a fim de auxiliar a implantação das escolas em tempo integral. O texto da MP previa quatro anos, mas a nova redação o estende para 10 anos. No entanto, os recursos serão destinados prioritariamente às escolas que atendam educandos matriculados com menor renda familiar per capita.

    * Com informações da Agência Senado


    No dia-a-dia das aulas para a pratica da Educação Física, tem se observado que o número de alunos que dispensa das aulas de Educação Física, sendo também um dos fatores que também caracterizam a falta de motivação dos alunos para a prática das aulas de Educação Física Escolar.
    A recreação é muito importante para o ser humano não só para a criança. Todos nos precisamos dos nossos momentos de lazer. A palavra recreação vem do latin, recreare, cujo significado é recrear. Portanto as atividades recreativas devem ser espontâneas, criativas e que nos traga prazer. Devem ser praticadas de maneira espontânea, diminuindo as tensões e preocupações.
    Com a atividade recreativa, os corpos expressam a ordem interna da vivência lúdica, cujo ritmo e harmonia são construídos pelos jogadores em clima envolvente, que desafia a todos como parceiros: uns assumem-se aos outros e a realidade onde acontece a ação brincante...

    A recreação possui como principais objetivos:

    - Integrar o indivíduo ao meio social;
    - Desenvolver o conhecimento mútuo e a participação grupal;
    - Facilitar o agrupamento por idade ou afinidades;
    - Desenvolver ocupação para o tempo ocioso:
    - Adquirir hábitos de relações inter pessoais;
    - Desinibir e desbloquear;
    - Desenvolver a comunicação verbal e não-verbal;
    - Descobrir habilidades lúdicas;
    - Desenvolver adaptação emocional;
    - Descobrir sistemas de valores;
    - Dar evasão ao excesso de energia e aumentar a capacidade mental do indivíduo.
       Infelizmente na educação física escolar, vários fatores contribuem para a falta de motivação dos alunos para a prática das aulas de Educação Física, porém, o professor é o maior responsável em motivar o aluno a praticar as aulas, fazendo com que o aluno leve este hábito para a vida toda, pois toda pessoa passa pela escola para se tornar um cidadão digno e com responsabilidade.
    A recreação não deve ser vista como simples brincadeiras, sejam elas infantis ou para adultos, deve ser analisada e respeitada, principalmente como formadores de opiniões e como cidadãos!!

    Divirta-se!!
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