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Educação Física Professor Rodolfo


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O Spinning é uma modalidade de ginástica em grupo que simula um treinamento de ciclismo, com o uso de bicicletas estacionárias, música e frequência cardíaca como ferramentas.

Dentre os benefícios do Spinning, a alta perda calórica é um deles. É possível queimar de 400 a 800 calorias, dependendo das características do praticante (sexo, idade, peso e condição física) e da intensidade da aula. Como é uma atividade intensa, promove a melhora a capacidade cardiovascular, melhoram o tônus das pernas e glúteos e traz diversão, especialmente devido à escolha das músicas.

Embora não seja comum em academias, algumas pessoas utilizam a periodização nos exercícios de Spinning.

Periodização é a programação das aulas. A periodização se divide em Macrociclo que é a visão do treinamento anual. Mesociclo relacionando a mês ou meses e Microciclo que são os treinos de alguns dias ou semana. Por exemplo, há sessões de "montanha", em que os alunos devem fazer bastante força para trabalhar os músculos das pernas; outras que priorizam a perda de gordura; e treinos intervalados, que são feitos para os alunos ganharem fôlego e melhorarem o condicionamento físico.

Veja 5 dicas para uma boa periodização no Spinning:

1. Aumento gradativo do tempo total de atividade em intensidade moderada sem ultrapassar a zona alvo, medida pelos batimentos cardíacos.

2. Treinos Intervalados podem ser usados com aumento gradativo da capacidade aeróbia e numa segunda fase a força.

3. É bom utilizar outras atividades (ginástica localizada ou musculação) dos grupos musculares mais utilizados e os não trabalhados tais como os do tronco e membros superiores.

4. Nas atividades extras, é legal prestar atenção nos grupos musculares que apresentem desequilíbrio de força em relação à lateralidade e os antagonistas. Problemas de joelho, por exemplo, podem ter origem em desequilíbrio de força nos músculos da coxa, vastos medial e lateral. Os posteriores de coxa se estiverem muito encurtados podem não permitir um bom desempenho na pedalada. Os adeptos do pedal ainda podem não se sentirem à vontade se algum dos grupos musculares que protegem a coluna lombar também estiverem fracos.

5. As aulas de alongamento são sempre muito bem vindas principalmente no período básico melhorando a flexibilidade e a capacidade de suportar as possíveis dores musculares tardia.

Se há alunos constantes nessa modalidade, vale a pena investir numa periodização. O ganho de condicionamento é constante e o spinning é uma ótima ferramenta para esse objetivo.

Boa sorte!
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Nunca é tarde para iniciar os treinamentos coordenativos. Até mesmo pessoas que já corriam e apresentam alguns defeitos posturais de passada, movimentação dos braços e angulação do tronco conseguem melhoras significativas após algum tempo praticando educativos.

Veja alguns erros que podem ser detectados pelo professor na corrida:

- Atacar o solo,com toques dos pés chapados no chão, diminuindo a capacidade de amortecimento das articulações;
- Tocar o solo nas pontas dos pés o que pode levar a uma lesão no músculo tibial anterior;
    - Toque forte com os calcanhares, o que aumenta o impacto e desacelera a corrida;
    - Pouca flexão do quadril ou desalinho de uma perna em relação à outra, o que pode causar desequilíbrios no corpo todo;
   - Pouca flexão dos joelhos, o que diminui a amplitude das passadas, fazendo com que a mesma distância necessite de muito mais passadas para ser vencida e aumente o impacto repetitivo sobre as articulações;
   - Falta de coordenação entre braços e pernas, lembrando que os braços devem sempre estar a favor da movimentação, na amplitude e angulação correta para favorecer o deslocamento a frente e ajudar na economia de energia e eficiência dos movimentos;
   - Falta de fortalecimento da região abdominal, afinal o centro do corpo é o que rege todos os movimentos e um centro fraco com certeza vai prejudicar toda a corrida pela falta de estabilização central.
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O atletismo é composto por atividades que permeiam as atividades diárias do indivíduo. Correr, saltar e lançar são práticas que estão inseridas dentro de nossos hábitos. No entanto, estas ações quando realizadas no atletismo apresentam-se de maneira especializada, cabendo a nós professores oferecer recursos para o aprendiz poder trilhar este caminho de aperfeiçoamento (Gallahue e Ozmun, 2000).

O atletismo para as pessoas com deficiência visual (cegos e com baixa visão) segue a mesma lógica do esporte convencional. No entanto suas regras são alteradas somente para possibilitar a participação das pessoas que não recebem ou recebem de maneira muito limitada as informações visuais.

O atletismo para deficientes visuais tem as seguintes provas: corridas de velocidade (100, 200 e 400 metros), corridas de meio fundo (800 e 1500 metros), corridas de fundo (5000 e 10000 metros), corridas de revezamento (4x100 e 4x400 metros), corridas de pedestrianismo (provas de rua e maratona), saltos (triplo, distância e altura), arremessos e lançamentos (peso, dardo, disco e martelo) e provas combinadas (pentatlon - disco, peso, 100, 1500 e distância).

As regras para as classes B1 e B2 são adaptadas pela Federação Internacional de Desportos para Cegos - IBSA e na classe B3 usa-se as mesmas regras da Federação Internacional das Associações de Atletismo - IAAF.

Devemos desenvolver uma proposta pedagógica para as pessoas com deficiências visuais onde a sustentação inclua a troca de significados. Capacidade deve substituir as palavras que normalmente agregamos ao termo deficiência, já que ao falarmos de deficiência, o que vem logo em nossa mente é impossibilidade, incapacidade e inadequação.

Devemos pensar que a pessoa tem, por exemplo, o olho como um problema estrutural ou fisiológico, o que o deixa incapacitado de enxergar com nitidez, mas por causa do problema no olho ele não é necessariamente deficiente em suas ações diárias, apenas o seu órgão visual é deficiente e trazendo sim uma incapacidade funcional na percepção visual e uma limitação nas ações diárias (OMS, 2001).

É preciso pensar o Homem como um ser que sofre influências diversas e complexas do meio (Gallahue e Ozmun, 2000). Esta lógica ajuda na construção de uma intervenção pedagógica baseada na diversidade. As respostas ocorrem de modo a sempre adequar o sujeito da melhor maneira na busca de sua autonomia seja ela biológica, psicológica, física ou social.


Pronto...

A X Conferência Internacional de Classificação de Deficiências em 1993 apresenta duas classes dentro da deficiência visual: a cegueira e a baixa visão. Para definir as classes segue-se o seguinte critério: a cegueira é definida como acuidade visual inferior a 3/60 metros ou campo visual baixo no melhor olho de correção; a baixa visão corresponde a acuidade visual entre 3/18 e 6/60 no melhor olho e com a melhor correção (OMS, 2001).

Para a prática esportiva utiliza-se uma classificação separando as pessoas com cegueira e baixa visão (a classificação esportiva chama este último de deficientes visuais), em classes distintas. Esta classificação, respeita uma avaliação oftalmológica, realizada para que os atletas compitam dentro de classes, desenvolvendo, assim, o desporto de maneira mais igualitária conforme o grau de deficiência. A classificação esportiva é dividida em três grupos funcionais: B-1 é aquele considerado cego, podendo perceber ou não luminosidade, mas não conseguindo distinguir o formato de uma mão colocada a sua frente; B-2 aquele que possui resíduo visual, tendo um campo visual de até 5 graus e/ou acuidade visual de até 2/60 metros ou 20/400 pés; já o B-3 é aquele que tem campo visual variando de 5 à 20 graus e/ou acuidade visual entre 2/60 metros ou 20/400 pés à 6/60 metros ou 20/200 pés. Sendo que esta capacidade visual é aquela obtida no olho de melhor correção, após cirurgia e com o uso corretivo de lentes (IBSA, 1998).

Na formulação das idéias deste texto utilizaremos o termo cegueira para a pessoa que não tem recepção luminosa ou não consiga utilizar este recurso de maneira positiva no seu aprendizado; baixa visão será utilizada para aquela pessoa que recepciona informações visuais e mesmo com severas restrições, utiliza-a para o seu aprendizado. Adotamos, assim um conceito funcional da visão dentro do processo de aprendizado. Quando citarmos o termo deficiência visual este será usado englobando estas duas populações.

A pessoa com deficiência visual apresenta: locomoção insegura, com pouco controle e consciência corporal, problemas posturais e insegurança (Seaman & De Pauw, 1982) o que pode gerar comprometimento no equilíbrio (estático), coordenação, agilidade, controle corporal e postura (Adams et al., 1985). As estruturas prejudicadas pela deficiência visual, segundo Cobo, Rodrigues e Bueno (2003) são a recepção e interpretação de informações, aprendizagem de esquemas motores e por imitação, na auto-avaliação e controle das ações. O esporte pode ser uma ferramenta para minimizar estes problemas, esta prática oportuniza a experiência motora diferenciada, o que pode diminuir as defasagens apresentadas como perfil desta população. Sendo assim, vale reforçar que nosso estudo sobre esporte caminha junto com o desenvolvimento global das pessoas, o que justifica nossa intenção de utilizarmos certas terminologias além de uma proposta específica.



Vai...

A aprendizagem da pessoa com deficiência visual no atletismo deve respeitar a individualidade do aprendiz, partindo do conhecimento (Gallahe e Ozmun, 2000) e das incapacidades sensoriais do aluno (Cobo, Rodrigues e Bueno, 2003, Oliveira Filho e Almeida 2004).

A corrida - a pessoa vidente corre durante toda a infância e juventude, enquanto a pessoa cega normalmente apresenta um nível menor de estímulos nestas fases e por medo do desconhecido e, consequentemente, se machucar, ela não se arrisca sem ter o auxílio de um guia ou conhecer muito bem o meio que irá percorrer, o que reflete em menores oportunidades de ações e acarretará em um nível acentuado de sedentarismo (Jankowski & Evans 1981, Kobberling, Jankowski, Leger, 1991). Desta feita quanto menor for a visão, a capacidade aeróbica do sujeito consequentemente será menor (Makris, 1994).

O primeiro passo para uma aula de corrida é o reconhecimento do espaço, tanto para o aluno cego quanto para o de baixa visão. É fundamental conhecer as dimensões (largura e comprimento) do local, percebendo os obstáculos, se houverem, e reconhecendo referências que possam auxiliar na orientação espacial (sons, cheiros ou luz em determinados pontos). Assim é possível criar, o mapa mental do ambiente, diminuindo o medo do imprevisto. Toda vez que tiver alguma alteração do meio é muito importante que aluno saiba desta mudança.

Para correr, o aluno poderá estar acompanhado de um guia, que irá orientar o corredor em seu deslocamento. O guia poderá correr ao lado do aluno e ligado a este por uma corda entre as mãos, ou mão e braço ou ainda segurando na camisa do corredor cego. Nunca poderá puxar, empurrar ou lançar o atleta à frente, estas ações prejudicam o desenvolvimento motor do iniciante, exceto quando, durante o início da aprendizagem, tais ações são caracterizadas por um comando que traga proteção aos alunos. Com o aluno de baixa visão o guia pode correr, também, ao lado dando informações verbais, além da tátil.

Na construção do método pedagógico podemos usar informações táteis diretas e indiretas ou informações sonoras verbais ou sinaléticas (Almeida & Oliveira Filho, 2001).

Alguns exercícios que podem ser desenvolvidos baseados nestes dois referenciais:

Usar um corredor de cordas elásticas, ao longo de 20 metros, que irá possibilitar o direcionamento da corrida do aluno; ao esbarrar na corda ele irá perceber que deve reorientar sua direção. No começo esta estratégia que deverá estimular uma corrida segura será basicamente uma informação tátil direta e, após a incorporação deste exercício, o estímulo passa a acontecer essencialmente através de informação tátil indireta. Variações deste exercício podem ser, correr segurando a corda que estiver como ponto de referência e dando auxílio para a percepção de espaço a ser percorrido com uma das mãos ou usar duas cordas paralelas formando um corredor onde o aluno se deslocará dentro do mesmo e sem necessidade de segurar na corda, visto que as mesmas, estando mais ou menos na altura do quadril do aluno o protegerá para que este não saia do espaço previsto e seguro. Uma variação para o corredor de cordas é usar uma corda transversal e amarradas as duas, funcionando assim como "freio" onde, ao esbarrar nesta o aluno deve parar, uma vez que a mesma estará no final do percurso para indicar a sua finalização.

Um exemplo simples e utilizando auxilio sonoro, pode esr praticado a partir de 2 colunas, uma de frente para a outra e distantes mais ou menos 20 metros, onde o primeiro elemento de uma coluna chamará, através de uma informação auditiva sinalética (palmas, assobios, etc) ou auditiva verbal-explicativa (orientação de velocidade, direção, etc), o primeiro elemento da outra coluna para correr em sua direção e, este, ao chegar de seu deslocamento (corrida, saltitos, etc), posicionar-se-a no final da coluna a qual se dirigiu. Idem, em relação ao primeiro elemento da outra coluna, chamando intercaladamente, aluno da coluna a sua frente. No início da aprendizagem destes exercícios, para maior adaptação do espaço a ser percorrido, aconselha-se que o primeiro elemento de cada coluna seja um "guia" vidente, com função de chamar e orientar o deslocamento dos corredores. As variações serão dar instruções verbais de direção e velocidade, substituir os videntes por pessoas cegas (busca da autonomia), colocar elementos de complexidade motora nos deslocamentos (técnica de corrida, giros e saltos), aumentar o número de chamadores (quem bate palmas), colocar os chamadores em formações como quadrados e triângulos, realizar barulhos diferentes e em volumes diferentes.

Os exercícios que indicam maior eficiência para deslocamentos em corridas podem ser os mesmos encontrados nos livros e manuais de atletismo. Para adaptação dos deslocamentos pretendidos devemos incluir idéias de como se pensar nas informações a serem dadas dentro da lógica tátil ou sonora, fornecendo assim recursos que favoreçam o entendimento das pessoas cegas, e para as pessoas com baixa visão devemos ainda fornecer alguns recursos visual, com adaptações de cores em alto contraste, além dos estímulos sonoros e táteis.

"Dicas" de Regras básicas - os alunos cegos (B1) e o com baixa visão (B2) poderão ter o auxílio de um guia e este deverá respeitar a distância de no mínimo 5 cm e no máximo 50 cm entre atleta e guia; o atleta e o guia nas provas de velocidade deverão utilizar o bloco de partida.


Os arremessos e lançamentos

Ao planejar uma sessão de treino ou aula sobre arremessos o reconhecimento espacial do ambiente deverá ser observado já como um ítem para os "primeiros passos", neste caso para conhecer as distâncias, será fundamental para quem não tem o referencial visual.

Na programação inicial, o enfoque deve ser dado aos jogos e exercícios de equilíbrio, já que nosso principal mecanismo de equilíbrio é a visão. Sem ela, no caso da cegueira, o sistema vestibular e a propriocepção devem ser estimuladas para compensarem a ausência da visão (Bueno, 2003). Os arremessos e lançamentos são constantes processos de perda e retomada de equilíbrio, tanto estático quanto dinâmico. Jogos de luta onde se tenta desequilibrar o adversário ou a ginástica olímpica são bons exemplos de exercícios para se trabalhar exercícios de equilíbrio.

Para um bom desempenho esportivo, a orientação espacial, assim como o desenvolvimento de capacidade e habilidades físicas, tal como o equilíbrio, são essenciais, já que o aluno deverá realizar um lançamento de dardo sem ultrapassar o limite do setor de arremessos e em seguida deve sair deste sem o auxílio do guia e dominando a estabilidade do próprio corpo.

Os exercícios de orientação espacial e de lançamento serão direcionados pelas informações verbais explicativas e sinaléticas. Para isso, pode-se combinar diferentes informações em um mesmo exercício, pensando no nível de complexidade das informações e no repertório motor do indivíduo. Assim, quanto maior e bem direcionados forem os números de informações, maior será a possibilidade de desenvolvimento motor adequado frente as situações exigidas, pois o contrario pode indicar níveis baixos de adaptação do aluno frente as atividades solicitadas apresentando-se muito complexas e revelarem que uma informação sonora ou tátil utilizada de maneira inadequada terão pouco efeito naquele momento do aprendizado.

Um exercício para arremesso de peso pode ser desenvolvido da seguinte maneira: o chamador irá posicionar o atleta no setor de arremesso, orientá-lo espacialmente (através de informações táteis e sonoras), colocá-lo próximo dos implementos e irá, após isto, colocar-se em frente do atleta batendo palmas para indicar a direção do arremesso, assim, no caso de um giro, o atleta saberá qual a direção correta de soltar o implemento. Uma boa dica é combinar um sinal antecipado, assim após ouvir o sinal, o atleta deverá realizar mais um ou dois passos e fazer o gesto de lançamento.

Os giros são elementos complexos na aprendizagem do atleta com deficiência visual, pois, com a ausência da visão o sistema vestibular será imprescindível no equilíbrio, lembrando que este funciona por movimentação e o giro em uma pessoa não treinada, irá atrapalhar na orientação da lateralidade no atleta.

Exercícios de corrida e de técnica, também, são fundamentais para estes alunos.

Não esquecer, entretanto, que, dependendo dos níveis motores e capacidades de se orientar no espaço do aluno, uma dica é, tomando como exemplo o arremesso de peso, desenvolver os exercícios de deslocamento (que acontece antes do giro), e/ou os exercícios de estabilidade (que acontecem antes ou logo após o arremesso), e/ou os exercícios de manipulação (que acontecem logo após o giro), isoladamente e depois conecta-los gradativamente.

"Dicas" de Regras básicas - o tempo para o lançamento ou arremesso é iniciado após a orientação espacial do atleta, atleta e guia são um só, qualquer um dos dois pode invalidar uma tentativa de arremesso e o guia pode orientar espacialmente o atleta a todo o momento.


Saltos

A fase de corrida nos saltos deve passar pelo mesmo processo pedagógico das corridas e arremessos (orientação espacial e dinâmica de deslocamento). As dificuldades mais comuns acontecem no treinamento para a "chamada" (passo que antecede o salto), enquanto que na fase aérea do salto, tais problema relacionados com o nível de aprendizagem são minimizados, pois a questão da orientação espacial não influi mais de maneira tão intensa, já que não se pode mudar a trajetória do deslocamento.

A chamada é um elemento de precisão que depende de refinamento técnico gerado pela repetição e entendimento do exercício. A distância para a chamada deve ser treinada e estabelecida nos treinos. Apesar da área de impulsão oficial no salto em distância e no triplo, para o B1 e B2, ser ampliada para 1x1,2 metro (salto real), o aluno precisa ter o referencial espacial muito bem estabelecido, já que o atleta tem que correr na direção certa e ainda acertar a distância da tábua. Independente da ajuda de um chamador, esta ação é de muita complexidade em sua execução.

Para o salto em distância o chamador (guia) deverá posicionar-se ao lado da área de impulsão e bater palmas para indicar a direção da corrida; quando o atleta se aproximar ele deverá dar um sinal que faltam 1 ou 2 passos para o salto. Pode-se usar um outro chamador (guia) atrás da caixa de areia dando as coordenadas de direção e, assim, o outro chamador que ficará ao lado da área de impulsão só irá indicar o momento da impulsão para o salto. Esta técnica, com dois chamadores, é muito útil no salto triplo, onde o atleta durante os três saltos tende a perder um pouco do senso de direção.

"Dicas" de Regras básicas - o atleta e guia são um competidor apenas, quando um comete uma irregularidade os dois são punidos. O atleta pode a qualquer momento solicitar a orientação espacial. No salto em altura, antes do salto, o atleta pode fazer o reconhecimento espacial da altura do sarrafo colocando a mão sobre ele e, caso o sarrafo caia, o atleta não será punido.


E o vencedor é...

Poderíamos abordar neste texto somente capacidades físicas e técnicas esportivas, mas isto ficaria aquém das necessidades básicas do atleta deficiente visual. O diferencial na intervenção junto a pessoas com deficiência visual é a construção de um sistema de informações eficaz e que possibilite a incorporação de hábitos e atitudes, que facilitem a orientação espacial. Ao construir um sistema de orientação eficiente, ensinar o atletismo fica mais fácil.

As capacidades físicas e técnicas terão uma melhora considerável e serão facilitadas em sua aprendizagem, quando trabalharmos no programa de treinamento a orientação espacial. No "mundo dos videntes" a precisão se dá pelo uso da visão. No "mundo do cego", isto se dá essencialmente isto se dá pela instrumentalização das informações passadas pelo chamador ou técnico.

E no mundo do atleta de baixa visão? A construção espacial dar-se-á pela integração das informações captadas pelo resíduo visual e pelas informações passadas pelos videntes.

Para tanto, o instrutor vidente deve transmitir as informações para uma pessoa que não enxerga ou enxerga de maneira muito limitada, tendo, assim se sustentar da lógica de entendimento do aluno, para transmitir-lhe a informação da maneira mais adequada possível.

O objetivo maior de uma proposta pedagógica é possibilitar ao aprendiz a condição de exercer sua cidadania, tendo capacidade de gerar autonomia e não ser exclusivamente dependente de outras pessoas em todas as suas ações. Poucos dos nossos alunos serão atletas de alta performance, mas todos poderão carregar pelo resto da vida a bagagem aprendida no esporte. Este é o papel de estudos que abordem questões relacionadas ao ensino-aprendizagem, assim buscamos trazer neste texto algumas questões pedagógicas ao professor e que deverão permear estas com valores e condições que favoreçam o aprendizado do seu aluno de maneira global.


Referências bibliográficas

ADAMS, R. C. et al.. Jogos, esportes e exercícios para deficientes físicos. 3. ed. São Paulo: Manole, 1985.

BUENO, S.T. Motricidade e Deficiência Visual. In Martim, M.B., BUENO, S.T. Deficiência Visual: Aspectos Psicoevolutivos e3 Educativos. São Paulo: Santos Livraria e Editora 2003

COBO, A.D., RODRIGUEZ, M. G. BUENO S.T. Aprendizagem e Deficiência visual. In Martim, M.B., BUENO, S.T. Deficiência Visual: Aspectos Psicoevolutivos e3 Educativos. São Paulo: Santos Livraria e Editora 2003

GALLAHUE, D.L. & OZMUN, J.C. Compreendendo o desenvolvimento Motor: Bebês, crianças, Adolescentes e Adultos. Phorte Editora: São Paulo, 2000

IBSA. Classification B-1, B-2 and B-3. Available from World Wide Web: http://www.ibsa.es/rules/rules.html acesso em 12 de novembro de 1998.

JANKOWSKI, L. W. & EVANS J.K. The exercise capacity of blind children Journal of Visual Impairment & Blindness, v. 75 , nº 6, p. 248 à 251 June 1981.

KOBBERLING, G., JANKOWSKI, L.W., LEGER, L. The relationship between aerobic capacity and physical activity in blind and sighted adolescents Journal of Visual Impairment & Blindness, v. 85, nº 9, p. 382 à 384 November 1991.

MAKRRIS, V. Perdida visual y rendimento de los atletas ciegos y sistema de classificacion visual de IBSA. Congresso Internacional de Baixa Visão Anais 1994.

OLIVEIRA FILHO, C.W.; ALMEIDA, G.J.J., A iniciação e o acompanhamento do atleta deficiente visual. IN: Sociedade Brasileira de Atividade Motora Adaptada, Temas em Educação Física Adaptada [S.L], SOBAMA, 2001

OMS, CIDDM 2: Classificación Internaccional del Funcionamento, la Discapacidad y la Salud. http://www.who.ch/icidh, consultado 01 de abril de 2001.

Retirado daqui
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Fazer atividade física é uma ótima opção para quem precisa mudar de hábitos por causa da saúde. Pacientes com patologias como diabetes e hipertensão são indicados a fazer exercícios para controlar os problemas, mas encontrar o profissional de Educação Física apto a prescrever o treinamento ideal a esses pacientes pode não ser tão fácil quanto se espera.

22,7% dos brasileiros têm hipertensão

Dados do Ministério da Saúde divulgados em abril de 2012 indicam que a hipertensão arterial atinge 22,7% da população adulta brasileira, sendo que o diagnóstico em mulheres (25,4%) é mais comum do que entre homens (19,5%). No caso dos diabéticos, informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 dizem há mais de 12 milhões de portadores da doença metabólica no país.

A hipertensão deve ser tratada com uso de medicamento contínuo – segundo prescrição médica – e complementar com a atividade física regular. Os exercícios devem ser realizados de forma ordenada a manter um intervalo entre séries e exercícios um pouco maior do que o convencional e não realizar sistemas de treinamento que trabalhem muito tempo a 100% da capacidade de cada indivíduo, uma vez que pode gerar risco de elevação acentuada da pressão arterial durante o exercício.

Como tratar a hipertensão

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Curso online de Atividade Física e Hipertensão

Antes,  preconizava-se que os exercícios de força eram contraindicados aos hipertensos, mas atualmente sabe-se que não é a modalidade, mas sim a intensidade da mesma que requer atenção. Quando você trabalha com intensidades menores, o exercício é indicado e, acoplado a ele, devem ser feitos exercícios aeróbios, os quais envolvem caminhada, ciclismo, natação e hidroginástica. É importante uma divisão de programa, que devem ter preferência, como por exemplo, três vezes por semana aeróbio e duas de força.

Os ganhos vindos pelos exercícios são inúmeros, como redução da pressão arterial, melhoras da condição cardíaca e da vascularização, redução e controle da glicemia, aumento da sensibilidade à insulina, emagrecimento etc. Vale ressaltar que o fortalecimento muscular também auxilia nessas variáveis, além de prevenir lesões, aumentar a massa muscular e, por consequência, aumentar o gasto energético.

O treinador deve medir a pressão arterial do aluno no início dos treinamentos. Se estiver com 180 mmhg de sistólica, é preciso suspender a sessão. É importante verificar as medidas de pressão pós-esforço, pois o exercício tende a realizar um efeito hipotensor.

A alimentação antes da atividade física é bastante importante para ambos os pacientes, além de evitar treinar em locais muito quentes e/ou pouco ventilados.

Atividade física para diabéticos é essencial

No caso dos diabéticos, as atividades aeróbias também devem ter uma carga maior e a prática deve ser realizada todos os dias da semana. É preciso controlar também a glicemia do atleta antes, durante (a cada 40 minutos) e ao final da prática esportiva. Monteiro indica que o profissional de Educação Física deva ainda organizar as cargas de trabalho (intensidade), de acordo com o ajuste glicêmico, ou seja, "se baixar muito, reduz a intensidade ou o tempo do treinamento".

Cardiopatas e diabéticos podem ser atletas

Um cardiopata e um diabético podem vir a treinar no âmbito competitivo, desde que estejam devidamente preparados e orientados para tal objetivo. Há casos em que o treinamento voltado para a saúde deve ser a prioridade, já que no rendimento, são inevitáveis cargas maiores e se o paciente já era atleta, ele deve e pode continuar com a supervisão criteriosa. É preciso um acompanhamento multidisciplinar minucioso, com profissional de Educação Física, médico, psicólogo, nutricionista e fisiologista para evitar riscos e mesmo para realizar um acompanhamento constante que ajude o indivíduo a conseguir controlar sua patologia.

Os diabéticos devem evitar os esportes de contato, à medida que podem potencializar inflamações e a doença traz dificuldades no processo de cicatrização.

As duas patologias são extremamente perigosas e letais para a saúde caso sejam deixadas em segundo plano e ambas têm particularidades e dificuldades, mas a equipe multidisciplinar trabalhando de forma integrada, com troca de informações e conhecimento leva a um ganho imenso ao paciente.

Anamnese é essencial antes de começar a praticar atividade física

Antes de começar a treinar um paciente com diabetes ou hipertensão, o profissional de Educação Física precisa checar seu atestado médico, comprovando que está apto à pratica de exercícios, e fazer uma anamnese completa, verificando a condição cardiorrespiratória, IMC, porcentual de gordura, qualidade de vida etc, sempre com reavaliações frequentes (semestrais).

Também é fundamental saber em quais momentos o aluno não deve treinar: para hipertensão, quando a sistólica estiver na casa dos 180 mmhg e, no caso do diabetes, quando a glicemia estiver em 300 mg/dl ou abaixo de 120 mg/dl.

Os diabéticos  devem aferir a glicemia antes do exercício e aumentar a ingestão de carboidratos pré e pós-treinamento, se necessário. Diabéticos crônicos, com complicações como retinopatia, nefropatia ou neuropatia têm outros pontos essenciais a serem observados antes e após os treinos.

Abaixo, a tabela de controle da glicemia a ser conferida pelos profissionais de Educação Física:

Até 80 mg/dl – não realizar exercício
80-100 mg/dl – ingerir carboidratos e verificar novamente a glicemia
100-250 mg/dl – realizar exercício normalmente
Acima de 250 mg/dl – não realizar exercício.


Não é novidade que dançar diverte. Então, porque não incorporar a dança na prática diária de atividade física?

Com aulas de dança (de todos os ritmos!) você queima calorias e se diverte muito!

Abaixo tem 10 exemplos dessas danças:


Zumba e SH´BAM

Zumba e SH´BAM

As aulas coreografadas ao som de música latina e hip hop, como Zumba e SH´BAM, conquistam cada vez mais adeptas. Com passos fáceis e clima que lembra as sessões de aeróbica dos anos 1980, as aulas coletivas são pura animação e diversão. Você ganha mais fôlego e até 400 calorias a menos em uma aula.

Balé fitness

Balé fitness

A aula de balé fitness, combina a tradicional modalidade com pilates e exercícios posturais. Ela ajuda a fortalecer os músculos, melhora o equilíbrio e a coordenação, corrige a postura e é uma delícia. A sessão é dividida em exercícios na barra, no solo e em passos em diagonais e, para finalizar com chave de ouro, todas as alunas fazem uma coreografia.

Street dance


Street dance

Embaladas ao som de hip hop, rap, funk e soul, as coreografias utilizam passos como pequenos chutes, giros, movimentos laterais de tronco e de ombros - todos precisos e bem marcados. Em 30 minutos de aula, você perde 175 calorias. O estilo ganhou visibilidade nos videoclipes de Michael Jackson e hoje faz sucesso nas academias de dança e também nas performances da diva Beyoncé.

Stiletto dance

Stiletto dance

Que tal experimentar uma dança que mescla sensualidade e energia? Essa é a proposta do stiletto dance. O estilo, que foi inspirado nas divas da música POP americana, aposta no salto alto, ritmos quentes e em movimentos superfemininos. A grande promessa? Ganhar pernas torneadas e perder de 400 a 600 calorias em 1 hora de aula.

Urban salsa
Urban salsa

Imagine essa mistura: o ritmo quente da salsa com os movimentos do street dance. Ficou animada? Esses são os princípios da urban salsa. Essa é uma modalidade super nova, e mais utilizada por professores de Street Dance. Ela trabalha o corpo como um todo, com maior ênfase no quadril e nas pernas, por carregar características da salsa. A música também é um diferencial, uma vez que mistura a batida do street com o ritmo da salsa

Samba de gafieira


Samba de gafieira

Que tal uma modalidade para o casal dançar bem juntinho? O repertório é variado: dá para dançar com diversos tipos de músicas, de Maria Rita a Noel Rosa. Os movimentos de pernas são intensos e, para não desequilibrar, você precisa contrair bem o abdômen. Você só precisa de 30 minutos para eliminar 236 calorias. No começo, há muitos giros e passos puladinhos, mas com o tempo você vai adquirindo um suingue próprio e incorporando a ginga e a alegria do malandro carioca típico da década de 1930.

Dança do ventre


Dança do ventre

Para quem deseja uma dança sensual, que trabalha flexibilidade e condicionamento físico, essa é a escolha perfeita. Essa dança de origem egípcia tem movimentos sinuosos que são ótimos para acentuar a cintura. Em 30 minutos de aula, você perde 175 calorias. A cantora Shakira é uma das adeptas do estilo e desenhou suas curvas ao ritmo de muita música árabe.

Forró universitário


Forró universitário

É um forro mais calmo, bom para dançar juntinho e as letras das músicas são românticas. É recomendado pelos professores como a porta de entrada para a dança de salão porque mesmo quem não tem a menor noção consegue acompanhar as aulas. São dois para lá e dois para cá, um ou outro rodopio e muito dengo. Com apenas 30 minutos de exercícios, você elimina 236 calorias.

Axé


Axé

Você curte os sucessos de Ivete Sangalo, Banda Eva e Claudinha Leitte? Então, pode se entregar para os passos do axé e se preparar para queimar muitas calorias. O gênero musical surgiu em 1980, durante o Carnaval de Salvador, na Bahia, e desde então vários sucessos são lançados o ano todo. As coreografias são inspiradas nas letras das músicas, treinam coordenação, equilíbrio, agilidade, memória e trabalham todas as partes do corpo.

Zouk


Zouk

Nascido nas ilhas do Caribe, esse ritmo é uma espécie de lambada moderna, mas com passos não tão frenéticos. Os movimentos - mais lentos e sensuais - são cheios de giros e cambrês (passos em que o moço lança você para baixo e a segura, com uma das mãos, pelas costas). Exige bastante molejo e dá para você abusar daquelas jogadas sexy de cabelo.
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