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Educação Física Professor Rodolfo



Em pesquisa que entrevistou 572 escolas, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) mostra que apenas 51% dos colégios públicos do Brasil possuem professores de Educação Física e menos da metade dos centros de ensino do país (44,9%), incluindo-se aí as instituições privadas, conta com programa específicos para promover atividades físicas no ambiente escolar.
Segundo a agência da ONU, diante desses baixos índices, marcos legais estabelecendo a obrigatoriedade da disciplina são importantes para garantir a promoção das atividades físicas nas escolas.
Aula de educação física em escola municipal da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil / Tânia Rêgo

Apenas 51% dos colégios públicos do Brasil possuem professores de Educação Física e menos da metade dos centros de ensino do país (44,9%), incluindo-se aí as instituições privadas, conta com programa específicos para promover atividades físicas no ambiente escolar.
Os números são de um levantamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que entrevistou 572 escolas de diferentes regiões e níveis socioeconômicos do Brasil — e de todos os níveis de ensino — para avaliar se esses espaços oferecem ou não estímulos à prática de esportes e exercícios.
O objetivo do documento é propor um modelo de aprendizagem — chamado "Escolas Ativas" — que contemple o movimento e as atividades físicas como parte integral do processo de formação. A amostragem, porém, revela que o Brasil está longe de considerar o esporte como uma ferramenta de ensino e empoderamento dos jovens.
Para Andréa Bolzon, uma das coordenadoras da pesquisa e atual responsável pelo Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional do PNUD, a educação brasileira ainda é dominada por "um 'paradigma instrucionista' que é calcado por uma perspectiva estreita de que você aprende melhor sentado olhando para o papel".
O relatório lembra que a obrigatoriedade do ensino da Educação Física é determinado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/1996 e 10.793/2003).

A educação física pode ser
uma disciplina agregadora
para diminuir os índices de
desistência escolar.

No levantamento da agência da ONU, apenas 56% das escolas pesquisadas tinham um professor da disciplina em seus quadros docentes. Quando considerada somente a rede particular, o percentual sobe para 74%. Na rede pública, o índice cai para 51%.
Variações significativas também foram identificadas entre regiões do país. Enquanto no Sudeste e no Sul, 82% e 81% dos colégios, respectivamente, tinham profissionais capacitados para orientar alunos na prática de exercícios, no Nordeste e no Norte, os valores verificados foram de 37% e 29%.
Divulgada durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, a análise do PNUD aponta que marcos legais como a legislação nacional vigente parecem ser relevantes para a promoção das atividades físicas nas escolas, uma vez que a frequência e o volume das aulas de Educação Física, bem como a presença de professores especialistas parecem estar relacionados às exigências dispostas na lei.

Outros usos do espaço escolar

O relatório da agência da ONU avaliou ainda outros aspectos que podem contribuir para tornar os colégios — e estudantes — brasileiros mais ativos. Entre eles, a realização de pausas para a prática esportiva e a oferta extracurricular de atividades físicas.
Das 149 escolas de Ensino Infantil entrevistadas, 45% propunham aos alunos momentos livres para a realização de exercícios físicos. No Ensino Médio, a proporção cai para apenas 9% das 111 instituições que fizeram parte do levantamento. Nos Ensinos Fundamentais I e II, os índices também foram pouco expressivos — 18% e 11%, respectivamente.

Numa escola que já não é muito amiga
do movimento, se você tira
a educação física (do currículo obrigatório),
será que ela some?

O padrão se inverte quando avaliadas as oportunidades extracurriculares. Dos centros de ensino secundarista, 60% ofereciam atividades físicas fora da grade de disciplinas obrigatória. No Ensino Infantil, o percentual é de 25%. Nos níveis fundamentais da educação, os valores ficaram pouco acima dos 40%.
A pesquisa também perguntou aos gestores das escolas se os estabelecimentos são usados pelos alunos e pela comunidade fora dos dias úteis para a prática de esportes.
Um quinto das instituições são abertas nos finais de semana para que pessoas possam usar as instalações para fazer exercícios. Apenas 16% ofertam programas de atividades físicas nos sábados e domingos. Quando observado o uso efetivo dos equipamentos pela comunidade, o relatório indica que 34% das escolas são aproveitadas pelo público.

O que precisa mudar

Bolzon aponta que, além da falta de pessoal qualificado, outros fatores contribuem para afastar estudantes das atividades físicas. Entre eles, a insistência em modelos de ensino do esporte que privilegiam sempre as mesmas modalidades.
"Falta diversidade", afirma a especialista, para quem a aprendizagem de outras variedades esportivas poderia tornar a Educação Física mais inclusiva, além de driblar desigualdades de gênero.
Leonardo Mataruna, pesquisador da Universidade de Coventry, no Reino Unido, lamenta que a disciplina ainda seja dominada pelo chamado "quarteto fantástico" — a prática de basquete, futebol, voleibol e handebol.
"Quantos outros esportes a gente poderia desenvolver na escola?", questiona, e cita exemplos como o badminton, o golfe e o rúgbi, que podem trabalhar a motricidade grossa e fina dos alunos, bem como as capacidades de percepção do espaço. "É preciso haver um aumento da cultura esportiva não só dos professores, mas de todo o país. Já passou o tempo de discutir apenas futebol e voleibol".
Mataruna lembra ainda de outras atividades físicas, como a dança e a musculação, que poderiam tornar a Educação Física mais atraente para estudantes. "A educação física pode ser uma disciplina agregadora para diminuir os índices de desistência escolar", aposta o especialista.

Brasil tem altos índices de sedentarismo

Segundo Mataruna, é no Ensino Médio que "sugestões e ofertas da escola vão se transformar em hábitos para a vida toda". Em 2015, o Diagnóstico Nacional do Esporte publicado pelo Ministério do Esporte apontava que 45,9% dos brasileiros eram sedentários. Desse grupo, 48% afirmaram ter iniciada a prática de atividades físicas na escola e 45% disseram ter abandonado a prática de exercícios entre os 16 e 24 anos.
A falta de atividades físicas é identificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o quarto fator de risco para a mortalidade a nível global. A agência aponta que o sedentarismo é a causa principal para 27% dos casos de diabetes, 30% das ocorrências de doença arterial coronariana e de 21% a 25% dos episódios de câncer de mama e colorretal.
A OMS destaca que a prática de exercícios pode reduzir as chances de uma pessoa apresentar todas essas doenças e ainda outras patologias, como a depressão, além de reduzir os riscos de fraturas das vértebras e ajudar a controlar o peso.
Para Mataruna, uma maneira de transformar o comportamento dos estudantes — e levá-los a praticar mais exercícios em suas vidas — é apostar na interdisciplinaridade, combinando a prática de esportes ao ensino de outros conteúdos.
A respeito da Reforma do Ensino Médio, cuja proposta inicial em caráter de Medida Provisória acabava com a obrigatoriedade da Educação Física, o especialista aponta que "existe uma redução das oportunidades de interdisciplinaridade".
"Numa escola que já não é muito amiga do movimento, se você tira a educação física (do currículo obrigatório), será que ela some?", questiona Bolzon.
De acordo com a pesquisadora do PNUD, a oferta de atividades físicas é benéfica não apenas por conta dos benefícios para a saúde ou devido às habilidades sociais trazidas pelo esporte, mas também pelas reflexões que podem provocar junto aos alunos.
Segundo ela, as Escolas Ativas podem oferecer conhecimentos que dão autonomia aos alunos, tornando-os aptos a pensar suas relações com o corpo, com padrões de consumo e outras opções de vida e de carreira.
Na semana passada (13), a Câmara dos Deputados aprovou uma emenda que altera o texto da MP e reintroduz a Educação Física na Base Nacional Comum Curricular, que definirá quais conteúdos serão obrigatórios no Ensino Médio.
Ao final de novembro (30), a Comissão Mista da Câmara responsável por avaliar a proposta da reforma já havia emitido um parecer que decidiu pela retomada da obrigatoriedade do ensino de atividades físicas. A lei, tal como modificada pela Câmara, ainda será analisada no Senado.


Estudos relacionados ao desenvolvimento motor não apresentavam grande expressão na área da Educação Física até a década de 70, no entanto, o aumento no volume e na qualidade das pesquisas durante a década de 80 e 90 fez do desenvolvimento motor uma área legítima de pesquisa científica, com grande destaque internacional nos dias atuais (GALLAHUE e OZMUN, 2005).
O objetivo central dos estudiosos da área de desenvolvimento motor é entender como os seres humanos desenvolvem suas habilidades motoras, analisando o impacto da maturação infantil e das experiências ambientais na aquisição e no aumento da complexidade dos movimentos realizados (ISAYAMA e GALLARDO, 1998).
Nesse contexto, a infância é entendida como um período de grande importância para o desenvolvimento motor, sobretudo porque é nesta fase que ocorrem o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais que servem de base para o desenvolvimento das habilidades motoras especializadas que o indivíduo utilizará nas suas atividades cotidianas, de lazer ou esportivas (GALLAHUE, 2005).
Devido à grande popularidade do esporte em todo país, muitas crianças têm procurado a prática esportiva em idades cada vez mais precoces, sobretudo em modalidades esportivas amplamente divulgadas na mídia e com forte impacto cultural, como é o caso do futebol. Embora a iniciação esportiva possa proporcionar vivências positivas para o desenvolvimento motor da criança, sabe-se que a especialização precoce também pode trazer diversas complicações para o desenvolvimento infantil (FERRAZ, 2009).
Sendo assim, diante da importância da infância para o desenvolvimento motor e das possibilidades de intervenção do profissional de Educação Física nessa fase, o presente estudo teve como objetivo analisar por meio de uma pesquisa bibliográfica, o desenvolvimento motor da criança e o papel da iniciação esportiva durante a infância, dando destaque para a prática da modalidade esportiva futebol.
1. Compreendendo o desenvolvimento motor na infância
O desenvolvimento motor é entendido como as "alterações progressivas do comportamento motor, no decorrer do ciclo da vida, realizadas pela interação entre as exigências da tarefa, a biologia do indivíduo e as condições do ambiente" (GALLAHUE e OZMUN, 2005, p.25).
Embora as alterações relacionadas ao desenvolvimento motor possam ocorrer ao longo da vida do indivíduo, é na infância que ocorre a aquisição do repertório motor que servirá de base para as outras fases. É neste período que a criança adquire o domínio de seu corpo em diversas posturas, aprende a se locomover pelo ambiente de diferentes formas e a manipular variados tipos de objetos (SANTOS et al., 2004).
Devido à grande importância da infância no desenvolvimento motor, a maior parte das pesquisas realizadas por pesquisadores brasileiros na área está relacionada à análise do desenvolvimento motor de crianças com idade entre sete e dez anos por meio da avaliação das habilidades motoras fundamentais das crianças e a influência das aulas de Educação Física nesse processo de desenvolvimento (TANI et al., 1988).
No entanto, segundo Isayama e Gallardo (1998), ainda são poucas as pesquisas relacionadas aos padrões básicos de movimento no Brasil, e que os poucos estudos existentes estão relacionados ao desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais, baseados na abordagem desenvolvimentista proposta por David Gallahue.
O modelo de desenvolvimento motor de Gallahue é baseado em uma ampulheta heurística que representa o aspecto descritivo do desenvolvimento motor durante a vida do indivíduo em desenvolvimento típico (GALLAHUE, 2005), fornecendo orientações gerais para a descrição e a explicação do comportamento motor e destacando que o nível de aquisição das habilidades motoras é alterável desde o nascimento até a morte (GALLAHUE e OZMUN, 2005).
O modelo da ampulheta é caracterizado como um modelo bidimensional descritivo que prioriza "a função intencional da tarefa de movimento como expressa nas três categorias de movimento de estabilidade, locomoção e manipulação e as fases de desenvolvimento motor expressas por sua complexidade" (GALLAHUE, 2002, p.109), levando em consideração as propriedades biológicas do indivíduo, as condições e estímulos do ambiente e as peculiaridades da tarefa executada (KREBS et al, 2005).
Este modelo é dividido em quatro fases que apresentam idades aproximadas para ocorrer, sendo denominadas: fase motora reflexiva (desde os quatro meses pré-natal até o primeiro ano de idade) fase de movimentos rudimentares (que se estende até os dois anos de idade), fase de movimentos fundamentais (desde os dois até os sete anos de idade) e fase de movimentos especializados (a partir dos 7 anos de idade).
A fase inicial do desenvolvimento motor é a dos movimentos reflexos, onde a criança realiza suas primeiras formas de movimento, que são movimentos involuntários, controlados subcorticalmente e desencadeados em reação a algum estímulo (CAMPOS, 1998). Os movimentos reflexos são divididos em reflexos primitivos, que servem como agrupadores de informações, caçadores de alimentos e protetores, e reflexos posturais, que auxiliam os bebês a manterem uma posição ereta em uma superfície e são semelhantes a movimentos voluntários (HAYWOOD e GETCHELL, 2004).
A fase seguinte é denominada de fase dos movimentos rudimentares, período onde são encontrados os primeiros movimentos voluntários da criança. Tais movimentos envolvem atividades de estabilização, onde a criança começa a obter o controle da cabeça, pescoço e músculos do tronco, tarefas manipulativas como alcançar, agarrar e soltar, e movimentos locomotores de arrastar-se, engatinhar e caminhar (GALLAHUE e OZMUN, 2005).
É na fase dos movimentos fundamentais que a criança tem a possibilidade de descobrir e explorar ainda mais o corpo e novas formas de movimento (PONTES, 2006). Uma vez que as habilidades fundamentais servirão de base para as habilidades motoras especializadas, esta fase é considerada uma fase crítica e sensível no desenvolvimento da criança (ISAYAMA e GALLARDO, 1998).
A fase de movimentos fundamentais é dividida em três estágios: estágio inicial, elementar e maduro. O estágio inicial representa a primeira tentativa da criança, entre 0 e 2 anos de idade, de executar uma habilidade fundamental. Os movimentos são caracterizados pelo uso exagerado do corpo, falta de ritmo e pouca coordenação. Após esse estágio, o indivíduo passa pelo estágio elementar aos 3 e 4 anos de idade, que é caracterizado pelo maior controle, coordenação e ritmo dos movimentos fundamentais, com melhor sincronização espacial e temporal. O último estágio da fase motora fundamental é o estágio maduro entre 5 e 7 anos de idade, no qual as crianças executam movimentos mais eficientes, coordenados e controlados (Gallahue e Ozmun, 2005).
Oliveira (2001) ressalta, em uma pesquisa sobre os movimentos fundamentais na educação infantil, que as crianças necessitam de atividades motoras que desenvolvam suas capacidades de movimento em nível maduro, pois, aquelas que brincam na rua, na escola ou participam de algum programa de iniciação esportiva apresentam melhor desempenho motor, quando comparadas com crianças que ficam horas em frente a uma televisão ou computador (STABELINI, 2004).
Nessa faixa etária a criança deve explorar o ambiente por meio de atividades motoras, como jogos, exercícios físicos ou desempenho de habilidades motoras, para que obtenha alterações positivas em relação ao seu desenvolvimento físico, perceptivo-motor, moral e afetivo (FERREIRA NETO, 2004).
A última fase do Modelo da Ampulheta é denominada fase das habilidades motoras especializadas, na qual a criança passa por 3 estágios: transitório, de aplicação e de utilização permanente. O estágio transitório ocorre aos 7 ou 8 anos de idade, onde a criança começa a combinar e utilizar habilidades motoras fundamentais ao desempenho de habilidades especializadas, com melhor forma, precisão e controle. O estágio de aplicação acontece entre 11 e 13 anos, no qual a criança enfatiza a forma, habilidade e precisão do desempenho motor, sendo um período propício para refinar e usar habilidades mais complexas em jogos, atividades de liderança e esportes escolhidos. O estágio de utilização permanente se inicia aos 14 anos e se estende por toda a vida, sendo caracterizado por um período de utilização do repertório de movimentos adquiridos pelo sujeito durante a vida (GALLAHUE e OZMUN, 2005).
A fase dos movimentos especializados é um período no qual o movimento torna-se uma ferramenta que será útil para muitas atividades motoras complexas presentes na vida diária, recreação ou jogos esportivos (GALLAHUE, 2005).
Desta forma, é interessante destacar que, tanto maturação quanto experiências ambientais são importantes para o processo de aquisição e desenvolvimento de habilidades motoras (SANTOS, 2002), no entanto, adquirir um estágio maduro das habilidades motoras fundamentais e especializadas só será possível se a criança receber oportunidades diversificadas de movimento (PAIM, 2003). Por isso, diante das possibilidades de intervenção do profissional de Educação Física na infância, destacam-se na seqüência considerações a respeito da iniciação esportiva na infância.
2. Considerações a respeito da iniciação esportiva na infância
Nos últimos anos, a quantidade de crianças que praticam alguma atividade esportiva tem crescido em grande proporção, seja nas escolas, clubes ou nas escolas de esporte. Assim, a iniciação esportiva, compreendida como um período no qual a criança inicia a prática regular, orientada e planejada de uma ou mais modalidades esportivas (SANTANA, 2004), tem recebido muita atenção da área científica, principalmente, no que concerne à faixa etária ideal para o ingresso de uma criança em uma escola de esportes e suas conseqüências na formação da mesma (RAMOS e NEVES, 2008).
Nesse contexto, parece um consenso que a iniciação esportiva infantil deve enfatizar o desenvolvimento motor global das crianças, visto que:
…as crianças e adolescentes necessitam de abundância de oportunidades em uma variedade de atividades motoras vigorosas e diárias, com o objetivo de desenvolver suas capacidades singulares de movimento, contribuindo para a formação de um cidadão apto a participar de programas esportivos em geral e de um consumidor crítico em relação a espetáculos esportivos e informações veiculadas pelos meios de comunicação (KORSAKAS, 2009, p. 46).
Os programas de iniciação esportiva podem promover muitos benefícios para a formação integral da criança, tais como: desenvolvimento das capacidades de desempenho corporal e motor (FILGUEIRA, 2004), aspectos relacionados à cooperação, convivência, participação, inclusão e satisfação (OLIVEIRA e PAES, 2004), além de contribuir para o desenvolvimento bio-psico-social da criança nas faixas etárias posteriores (ARENA e BOHME, 2000).
Para que os programas de iniciação esportiva contribuam para o desenvolvimento multilateral da criança, algumas situações devem ser respeitadas, como, por exemplo, a elaboração de atividades adequadas às diferentes faixas etárias, o respeito ao nível de desenvolvimento de cada aluno, o bom senso (SAAD, 2006) e o maior número de vivências e experiências motoras da criança (BOMPA, 2002).
De acordo com Ré et al (2005), em um estudo sobre o desempenho motor de 268 crianças e adolescentes do sexo masculino freqüentadores de programas de iniciação esportiva, em muitos ambientes esportivos, indivíduos de diferentes estágios maturacionais e faixa etária fazem parte de em um mesmo grupo de treinamento, o que favorece os mais desenvolvidos biologicamente e desmotiva os menos desenvolvidos, gerando o desânimo e a desistência do indivíduo pela prática esportiva.
Neste sentido:

O professor deve ter muito em conta que não deve modelar o menino à semelhança de, e sim ele deve dar uma grande bagagem de experiências motoras, contribuindo para o armazenamento de seu acervo motor, que lhe permita se desenvolver no futuro com grande variedade de habilidades motoras, que não apontariam para um esporte, mas para sua vida diária (INCARBONE, 1990, p.98).
As aulas na iniciação esportiva devem ser compostas por jogos fisicamente movimentados e fáceis, que contribuam para o desenvolvimento motor da criança (DIEM, 1977). Nesse sentido, os professores apresentam papel fundamental nos programas de iniciação esportiva, devendo apresentar uma prática pedagógica consistente, conhecendo seus alunos, identificando suas necessidades e interesses e, posteriormente, utilizando sua criatividade para propiciar, por meio de diferentes movimentos, a livre expressão da criança (APOLO, 1995).
Freire (2003), em um estudo sobre pedagogia do esporte, afirma que a iniciação esportiva infantil, como, por exemplo, o ingresso em uma escola de futebol pode gerar para a criança um repertório de habilidades bastante diversificadas. Mas esse processo dependerá, em especial, do professor que deve possuir conhecimento para auxiliar no desenvolvimento motor da criança por meio da prática do futebol.
Segundo Campos (2004), as atividades nas escolas de iniciação esportiva não precisam ser cansativas e exaustivas para serem benéficas, entretanto, devem ser regulares, movimentadas para contribuírem com o gasto calórico, como também promover uma hidratação adequada, estimular a exposição de uma maior área de superfície corporal ao ambiente para facilitar a dissipação do calor em dias quentes e úmidos.
A prática esportiva deve aliar as experiências dos alunos com um projeto pedagógico, no qual os conteúdos do ensino das habilidades e desenvolvimento das capacidades motoras aconteçam de forma diversificada e motivadora e que oportunize a participação e aprendizagem do maior número possível de crianças (PAES e BALBINO, 2009).
Além dos aspectos motores, a iniciação esportiva pode ensinar valores éticos, sociais e morais por meio das várias possibilidades que a concepção de esporte envolve, auxiliando na formação de um indivíduo preparado para as diferentes situações do cotidiano e permitindo que a criança viva bem, indiferente da modalidade esportiva escolhida no futuro (SCAGLIA, 1996).
Desse modo, tanto na Educação Física escolar quanto nas escolas de iniciação esportiva, é imprescindível que os alunos vivenciem jogos, brincadeiras, danças e outras manifestações corporais, pois, a integração destas experiências contribuirá para as aprendizagens posteriores (GRECO e BENDA, 2006).
3. A prática do futebol na infância
A iniciação ao futebol possui muitas razões para ser recomendada aos programas de esportes juvenis, tais como: pode ser praticado o ano todo, em campos ou quadras; o futebol é fácil de ser ensinado e jogado; desenvolve as técnicas individuais e o trabalho em equipe, é composto por exercícios contínuos e vigorosos; e não exige muitos equipamentos e instalações (UGRINOWITSCH e BARBANTI, 2000).
Mas para jogar futebol, é necessário que os praticantes dominem os fundamentos em alta velocidade, sem perder o equilíbrio e a objetividade, por isso, o trabalho de iniciação ao futebol e futsal com crianças e adolescentes dever ter uma adaptação adequada, sendo fundamental o respeito ao grau de desenvolvimento de cada aluno, além de satisfazer seus interesses e necessidades (GOMES e MACHADO, 2001).
Para Gomes e Souza (2008) o treinamento de futebol deve ser realizado a longo prazo, compreendendo 3 fases. Na infância deve ocorrer a fase de preparação básica, cujo objetivo principal é o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais e a melhoria de capacidades funcionais e de adaptação. Nesta fase, o treinamento passa por 2 etapas: a etapa de preparação preliminar, que se estende dos 6 aos 11-12 anos de idade e que deve estimular a consolidação da saúde do praticante, desenvolvimento da preparação física multilateral, domínio das habilidades motoras e preparação teórica; e a etapa de especialização inicial, entre 13 e 15 anos, onde o treinamento deve ser mais especificamente relacionado ao futebol, visando a preparação multilateral para a especialização no futebol por meio de mini-jogos e exercícios de preparação geral.
A fase de preparação especializada, segundo esses autores, se estende dos 16 aos 28 anos e deve ser caracterizada por exercícios específicos relacionados às exigências metabólicas e motoras do futebol, com o objetivo de aperfeiçoar o rendimento. Já a última fase é a de longevidade desportiva, observada entre os 28 e 32 anos e tem como objetivo principal a manutenção do alto rendimento e dos bons resultados.
Gallahue e Ozmun (2005) defendem que o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais é essencial para o desenvolvimento motor global da criança, sendo que estas habilidades servirão de alicerce para a aprendizagem dos fundamentos técnicos do futebol. Esse desenvolvimento das habilidades fundamentais é imprescindível para a aprendizagem do futebol, pois,
… muitas habilidades de um jogador de futebol são caracterizadas por movimentos fundamentais de manipulação, como as técnicas dos jogadores de linha (chute, passe, recepção, drible, condução de bola) e os fundamentos técnicos do goleiro (arremesso, defesa alta, defesa baixa, saídas de gol); movimentos de locomoção, como as corridas, o trote, saltos (cabeceios); e os movimentos de estabilidade e equilíbrio, como os axiais (habilidade para o gol, marcação, desvio do adversário) (HITORA e PAIANO, 2007, p.101-102).
Para que esse objetivo seja alcançado, o professor ou treinador de futebol deve evitar métodos de treinamento pouco motivantes, exercícios fragmentados e a busca de novos talentos por meio da especialização precoce (SCAGLIA, 1996). Por outro lado, na fase de iniciação ao futebol, deve-se estimular a criatividade da criança por meio de jogos, que além de aprimorarem a técnica exigida no futebol, propiciem situações reais de jogo, isto é, situações na qual o jogador tem que perceber e analisar o que está acontecendo ao seu redor, encontrar uma solução mental e desempenhar com sucesso a solução motora mais apropriada (CORTEZ, 2006).
Dessa forma, o trabalho do professor ou treinador na fase de iniciação ao futebol deve ser embasado no ensinamento do esporte, por meio de métodos apropriados às diferentes faixas etárias, garantindo uma prática esportiva saudável e prazerosa, sem se preocupar com resultados em competições ou com o rendimento da criança (ANDRADE JUNIOR, 2007).
Quando se fala sobre o processo de ensino-aprendizagem do futebol, muitas propostas pedagógicas indicam os passos que o professor deve respeitar, mas além da proposta pedagógica utilizada, Freire (2003) destaca 4 princípios básicos que o professor deve seguir ao trabalhar com iniciação ao futebol: 1) ensinar futebol a todos; 2) ensinar futebol bem a todos; 3) ensinar mais que futebol a todos; 4) ensinar a gostar de esporte.
Essa afirmação do autor mostra que o professor tem que conhecer as capacidades técnicas, táticas e físicas necessárias para a prática do futebol, mas também outros aspectos importantes que a prática do futebol pode influenciar como o desenvolvimento social, moral, afetivo e cognitivo da criança. E para que a criança aprenda a gostar de esporte, o professor deve propor atividades que sejam lúdicas e, acima de tudo, atividades que todos os alunos sejam capazes de participar.

Considerações finais

Face ao que foi exposto e tendo como base o referencial teórico, percebe-se que o desenvolvimento motor é extremamente importante para o crescimento e desenvolvimento global da criança, uma vez que uma criança ao possuir boas habilidades motoras, terá maior sucesso na prática esportiva e, consequentemente, terá maior capacidade para realizar tarefas cotidianas na vida adulta.
Porém, o desenvolvimento motor infantil é influenciado por diversos fatores, como a maturação, nível socioeconômico e as vivências motoras, sendo esta última um dos fatores mais importantes para a melhor aquisição das habilidades motoras.
E uma dessas experiências motoras é a iniciação esportiva, que se aplicada com uma metodologia correta, evitando a especialização precoce da criança e proporcionando atividades lúdicas e criativas que possibilitem a exploração e descoberta de movimentos, pode auxiliar na aprendizagem das habilidades motoras fundamentais, que serão essenciais para a prática esportiva e para a vida cotidiana.
Nesse contexto, a prática do futebol pode ser muito benéfica ao desenvolvimento motor da criança como uma forma de experiência motora. Entretanto, a iniciação ao futebol deve ser realizada de forma adequada, respeitando o grau de desenvolvimento de cada aluno, satisfazendo seus interesses e necessidades e acima de tudo, proporcionando à criança um repertório de habilidades motoras bastante diversificado.
Em síntese, percebe-se que o desenvolvimento motor é fundamental para a vida de um indivíduo e, neste processo, a iniciação esportiva é imprescindível para que a aquisição das habilidades motoras seja otimizada pela criança, sendo a prática do futebol uma excelente forma de experiência motora para a criança.
José Roberto Andrade do Nascimento Júnior
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Ficar doente não é nada agradável, afinal, não tem nada pior do que ser obrigado a tomar remédios e ir ao hospital com frequência.

Os princípios fundamentais para ter uma boa saúde são basicamente seguir uma dieta saudável, evitar o uso de drogas, álcool, fumo, além de uma dieta balanceada e a praticar exercícios físicos regularmente. Estes atos simples podem ser integrados às nossas vidas diárias e nos ajudar e ter uma vida longa, saudável e feliz, pois, é através deles que conseguimos evitar a maioria das doenças. Aprenda 5 hábitos para ter uma vida mais saudável:

1 – Alimentação saudável – É muito importante seguir uma dieta equilibrada em frutas, legumes, cereais, leite e hortaliças. Também é aconselhável comer pouca carne e uma grande quantidade de alimentos crus (frutas e vegetais crus), pois, eles contém vitaminas e minerais que ajudam a proteger o corpo contra doenças.
Não se esqueça da importância da água! Beber bastante água é fundamental para o nosso organismo funcionar corretamente, uma vez que ela controla a temperatura do corpo, regula o intestino e elimina as toxinas.

2 – Praticar esportes – Caminhar, correr, nadar, andar de bicicleta, uma ou duas vezes por dia, é essencial para manter o corpo saudável e em forma. Atividades como yoga ou outras práticas como passear com a família no fim de semana também ajudam a nos manter saudáveis.

3 – Evitar drogas, fumo e álcool – Todos sabemos que eles causam muitas doenças e geralmente encurtam a sua vida de forma significativa. Entéao, se você quiser viver mais tempo, cuide do seu corpo!

4 – Durma bem – Dormir bem é fundamental para se sentir bem. A falta de sono pode afetar a nossa vida pessoal e profissional, trazendo diversos problemas como falta de concentração, irritação e fraqueza muscular. O ideal é que um adulto durma de 7 à 8 horas por noite. Se você tem dormido pouco, isto pode ser um sinal de que algo não vai bem com o seu organismo e que você precisa mudar alguns hábitos diários para se sentir melhor.
Atividades físicas, yoga ou meditação são alternativas que funcionam para muitas pessoas, porém, se você não encontrar nenhuma maneira para relaxar, consulte um médico.
Para estar bem consigo mesmo é preciso principalmente viver na proporção certa de atividades pessoais e profissionais.

5 – Pense positivo – Evite os pensamentos negativos. Os pensamentos positivos levam a sentimentos e emoções otimistas que têm um efeito renovador sobre o seu corpo. Utilize frases, idéias e livros que te tragam motivação e sentimentos positivos.


O joelho é a maior e uma das mais importantes articulações do corpo. Nela convergem ossos, cartilagens, meniscos, ligamentos, músculos, tendões e cápsulas articulares. A integração desses vários elementos faz desta articulação uma estrutura muito complexa e de grande mobilidade. Por tudo isso, além de suportar o peso quase total do corpo e estar exposta a todo tipo de traumatismos, acidentes e doenças, o joelho sofre lesões com muita frequência. É muito difícil encontrar-se alguém de idade avançada que em algum momento da vida não tenha tido problemas com os joelhos.
Devido ao uso frequente, desgaste e risco de quedas ou acidentes associados com as atividades esportivas, os atletas são muitas vezes suscetíveis a lesões ortopédicas (como fraturas, lesões musculares, tendinosas e ligamentares) e precisam se recuperar logo para retornar à sua prática.

Atividades distintas colocam áreas diferentes do corpo em maior risco de danos ou lesões, por isso é importante tomar as precauções necessárias para se proteger durante a prática de esportes. O tratamento para estas condições pode envolver cirurgia, imobilizações, fisioterapia e repouso. Dentre as cirurgias, a artroscopia pode entrar como método de diagnóstico ou de tratamento.
A artroscopia do joelho possibilita um diagnóstico mais preciso do que está ocorrendo no interior da articulação e permite certas intervenções terapêuticas.
Porém, antes de sugerir uma artroscopia o médico terá feito uma história clínica e exame físico detido e pedido radiografias ou ressonância magnética para avaliar os ossos e demais estruturas do joelho. Com a artroscopia ele pode realizar alguns procedimentos terapêuticos como remoção, reconstrução ou reparo de meniscos ou ligamentos, remoção de fragmentos ósseos ou de cartilagem soltos no interior de uma articulação ou de tecido sinovial inflamado, etc.
A artroscopia do joelho é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, utilizado para diagnosticar e/ou tratar doenças dessa articulação. Ela permite ao médico ver o interior da articulação e os seus vários elementos.

Para evitar que lesões esportivas ocorram, é importante que os atletas cuidem de si mesmos antes, durante e depois da atividade física. Isso ajuda a garantir a saúde atlética a longo prazo.

É importante ter cuidado na prevenção de lesões nos joelhos e cuidados adequados ao primeiro sinal de uma lesão esportiva, porque o uso continuado e atividade pode levar a ainda mais danos. Mesmo que o aluno queira retornar à atividade física o mais rápido possível e se tenha uma ampla gama de opções de tratamento para curar a lesão e protegê-lo de futuras, é preciso prestar atenção na prevenção e no cuidado imediato.


O exercício tem um papel muito importante para a promoção da saúde e ainda mais relevante como ferramenta terapêutica para indivíduos com doenças como afecções cardíacas, pulmonares (doença pulmonar obstrutiva crônica), metabólicas (diabetes, obesidade, dislipidemia, síndrome metabólica e no pós-operatório de cirurgia bariátrica) e oncológicas.

Estudos científicos demonstram que o programa de reabilitação cardiopulmonar e metabólica é tão ou mais eficiente que muitos dos medicamentos utilizados. O melhor resultado vem da combinação das medicações e do programa de reabilitação. Assim como os medicamentos, o exercício terapêutico demanda prescrição com "dose" (intensidade), frequência e duração.

A avaliação médica especializada deverá ser realizada para a adequada análise de risco (determinada por histórico, exame clínico e exames complementares), avaliação funcional, determinação do nível de supervisão, nível de esforço a ser respeitado e definição de objetivos a serem atingidos, ou seja, para a prescrição individualizada do programa de exercícios.

O programa de exercícios atua na melhora da capacidade cardíaca, pulmonar e musculoesquelética; no controle da pressão arterial; do perfil lipídico (colesterol e triglicérides); na tolerância à glicose (relacionada ao diabetes); no controle ponderal; na saúde mental; na imunidade; e no sono. Há também uma comprovada redução da morbimortalidade associada às doenças cardiovasculares, que constituem a principal causa de morte no Brasil.

Além disso, são baixíssimas as taxas de efeitos colaterais. Estudos comprovam que, seguidos os devidos cuidados, a prática é muito segura. As contraindicações são pontuais e bem estabelecidas, e os cuidados e níveis de supervisão necessários para as diferentes condições são claramente definidos.


O VO2 seria a maior capacidade de oxigênio que uma pessoa consegue utilizar do ar inspirado enquanto faz um exercício físico aeróbico. Ele pode ser estimado por uma série de testes e fórmulas, mas seu valor exato só pode ser medido através do Teste Cardiopulmonar do Exercício (TCPE) também conhecido como Ergoespirometria. Ele tem uma grande importância para todos os tipos de adeptos do esporte que desejam conhecer mais o seu corpo e ter assim uma melhor performance no asfalto. Conhecendo o seu potencial respiratório, será mais fácil descobrir o seu limite e os melhores treinos para aumentar o desempenho.

O Limiar Anaeróbio ou 1º Limiar Ventilatório é o ponto do exercício no qual inicia-se o acúmulo de lactato no sangue, com consequente tamponamento pelo sistema do bicarbonato, elevação da produção de gás carbônico (VCO2) e necessidade de aumento da ventilação para a sua excreção. O o 2º Limiar Ventilatório, ou Ponto de Compensação Respiratória, que é o momento no qual se detecta a incapacidade do sistema metabólico em tamponar a acidose progressiva, resultando na necessidade de se excretar maior quantidade de CO2 através de maior hiperventilação. O Limiar Anaeróbio  é baseado no comportamento que as concentrações de lactato sanguíneo apresentam em diferentes intensidades de esforço.

Quando estamos fazendo um teste progressivo que aumenta a carga a cada tempo pré-determinado, antes de chegarmos no VO²Máximo, nosso corpo passa por vários processos fisiológicos, sendo dois deles muito importantes para determinarmos a intensidade de treino. São eles os limiares anaeróbicos, ou Limiar I e Limiar II, indicadores de mudança fisiológica no nosso corpo, e podem nos ajudar na determinação da carga de treinamento, além de ajudar a descobrir melhoras no desempenho de um atleta.

Portanto, os limiares 1º e 2º são importantes para a prescrição do exercício pois realizá-lo muito abaixo do 1º Limiar não promove condicionamento, e muito próximo ou acima do 2º Limiar traz o risco de se trabalhar em acidose descompensada, o que não é saudável, pois aparece a hiperventilação, ao passarmos desse ponto é provável que a pessoa não aguente mais muito tempo de exercício naquela intensidade.

O percentual do VO2 no Limiar Anaeróbio está em torno de 50% do VO2 máximo em indivíduos normais, elevado a mais de 70% em atletas e rebaixado a cerca de menos de 30% em doentes graves.

Com ajuda daqui



Na sessão desta terça-feira (29), a comissão mista encarregada de analisar a medida provisória (MP 746/2016) que trata da reforma do Ensino Médio recebeu o parecer do senador Pedro Chaves (PSC-MS). Após inúmeras manifestações de estudantes que, inclusive, ocuparam escolas em todo o Brasil contra a proposta, o relator decidiu manter as disciplinas Arte e Educação Física como disciplinas obrigatórias para o currículo do segundo grau escolar. A retomada da discussão da MP está prevista para a sessão de amanhã (quarta, 30).

"Optamos por retomar a obrigatoriedade do ensino da Educação Física e da Arte como componentes curriculares do ensino médio. Essa opção se justifica porque acreditamos que a formação integral do ser humano exige o atendimento de várias dimensões, dentre as quais a corporeidade, o movimento e a fruição não podem ser desconsiderados", explicou o senador.

Leia a íntegra do relatório

O texto apresentado pelo relator também determina que 60% das horas sejam destinadas às disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – ainda em fase de elaboração pelo Ministério da Educação. Antes, esse número era de apenas 50%. De acordo com o MEC, a BNCC vai conter, por exemplo, temas como cidadania e meio ambiente. Para Pedro Chaves, a alteração curricular vai garantir unidade e sincronia entre as escolas brasileiras.

"Optamos pelo percentual porque acreditamos que expressa um equilíbrio desejável que superará o valor de 1.200 horas previsto originalmente, que é insuficiente para propiciar que todos os estudantes acessem conteúdos relevantes para essa etapa da educação básica", ressaltou.

Carga horária

No texto apresentado hoje (terça, 29), Pedro Chaves avaliou as dificuldades de ampliar a carga horária mínima para 1.400 horas anuais. A partir daí, o senador propôs uma meta intermediária. No prazo máximo de cinco anos, todas as escolas de ensino médio do país terão carga horária anual de pelo menos 1.000 horas, cinco horas diárias.

A MP estabelece ainda que o currículo do novo ensino médio será formado pelas disciplinas do BNCC e matérias de áreas do conhecimento que poderão ser escolhidas pelo próprio aluno. De acordo com o relatório apresentado, os alunos deverão escolher entre linguagens e suas tecnologias; ciência da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e sociais aplicadas; matemática e suas tecnologias; e formação técnica e profissional.

"Assim, substitui-se o cardápio único, composto por 13 disciplinas engessadas, por uma BNCC enxuta e dinâmica, a ser estabelecida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), e por cinco itinerários formativos", disse o relator da medida, que também incluiu a possibilidade de organização do ensino médio por módulos, com a adoção do sistema de créditos.

Ensino integral

Em seu relatório, Pedro Chaves ampliou o prazo que o governo federal terá para fazer os repasses de recursos a fim de auxiliar a implantação das escolas em tempo integral. O texto da MP previa quatro anos, mas a nova redação o estende para 10 anos. No entanto, os recursos serão destinados prioritariamente às escolas que atendam educandos matriculados com menor renda familiar per capita.

* Com informações da Agência Senado


No dia-a-dia das aulas para a pratica da Educação Física, tem se observado que o número de alunos que dispensa das aulas de Educação Física, sendo também um dos fatores que também caracterizam a falta de motivação dos alunos para a prática das aulas de Educação Física Escolar.
A recreação é muito importante para o ser humano não só para a criança. Todos nos precisamos dos nossos momentos de lazer. A palavra recreação vem do latin, recreare, cujo significado é recrear. Portanto as atividades recreativas devem ser espontâneas, criativas e que nos traga prazer. Devem ser praticadas de maneira espontânea, diminuindo as tensões e preocupações.
Com a atividade recreativa, os corpos expressam a ordem interna da vivência lúdica, cujo ritmo e harmonia são construídos pelos jogadores em clima envolvente, que desafia a todos como parceiros: uns assumem-se aos outros e a realidade onde acontece a ação brincante...

A recreação possui como principais objetivos:

- Integrar o indivíduo ao meio social;
- Desenvolver o conhecimento mútuo e a participação grupal;
- Facilitar o agrupamento por idade ou afinidades;
- Desenvolver ocupação para o tempo ocioso:
- Adquirir hábitos de relações inter pessoais;
- Desinibir e desbloquear;
- Desenvolver a comunicação verbal e não-verbal;
- Descobrir habilidades lúdicas;
- Desenvolver adaptação emocional;
- Descobrir sistemas de valores;
- Dar evasão ao excesso de energia e aumentar a capacidade mental do indivíduo.
   Infelizmente na educação física escolar, vários fatores contribuem para a falta de motivação dos alunos para a prática das aulas de Educação Física, porém, o professor é o maior responsável em motivar o aluno a praticar as aulas, fazendo com que o aluno leve este hábito para a vida toda, pois toda pessoa passa pela escola para se tornar um cidadão digno e com responsabilidade.
A recreação não deve ser vista como simples brincadeiras, sejam elas infantis ou para adultos, deve ser analisada e respeitada, principalmente como formadores de opiniões e como cidadãos!!

Divirta-se!!


O Bandagem Elástica Funcional é uma técnica específica de aplicação sobre e nas adjacências dos músculos para prover suporte articular, normalizar contrações musculares e auxiliar a circulação. Ao ser colada na pele, por meio do estímulo e da pressão sobre o músculo, a fita seria capaz de ativar ou relaxar a região, dependendo da forma como é colocada. Embora bastante utilizada, não existem grandes estudos que comprovem a eficácia desse tipo de técnica.

Existem três tipos de bandagens:

1. Esportiva (Athletic Taping) - indicada para lesões agudas e prevenção de lesões, sem benefícios de reabilitação.

2. Biomecânica (McConnell Taping) - usada para promover alinhamento biomecânico de tecidos e articulações para reeducação neuromuscular durante o tratamento fisioterapêutico ou nas atividades do dia a dia.

3. Neuromuscular (Kinesio Taping) - técnica específica de aplicação sobre e nas adjacências dos músculos para prover suporte articular, normalizar contrações musculares e auxiliar na circulação. As bandagens podem atuar no alinhamento articular e muscular, na facilitação sensorial ou até mesmo como placebo. Tudo ainda é pouco claro e muito debatido. Mas o que se observa é uma melhora clínica da função e da dor. É importante lembrar que a técnica não substitui os tratamentos musculoesqueléticos tradicionais.

Quando usada no sentido da origem do músculo para a parte final, a bandagem pode tonificar o músculo, diminuindo a sensação de fraqueza e aumentando a potência da estrutura. No sentido contrário, pode ajudar no relaxamento muscular e no alívio de dores.

As bandagens podem servir ainda para estabilizar e proteger uma articulação já sensível por uma lesão prévia. Funciona como uma imobilização da área comprometida e, ao comprimir, ainda pode ajudar a nutrir e fortalecer o local.

A Bandagem Elástica Funcional não tem exclusividade de classe, podendo ser usada por qualquer profissional que saiba aplicá-la. Ela pode ser uma ótima oportunidade de melhorar o seu conhecimento profissional.  Por isso, clique na imagem abaixo se você quiser saber como ampliar os seus conhecimentos na área.



As bandagens são excelentes auxiliares das técnicas de reabilitação em lesões articulares, ligamentares, musculares e posturais, dentre outras.

Podem ser utilizadas tanto na prevenção quanto no tratamento de lesões desportivas.
Não deixe de saber mais!


http://msalx.revistaescola.abril.com.br/2014/08/13/1044/LfC4j/ge-31-gestao-escolar-inclusao-educacao-fisica-1.jpeg

Há preocupação atual com a participação de crianças em modalidades esportivas, então, se faz necessário orientar os pais com relação a esse assunto. Pois bem, se você tem filhos com idade de até 12 anos, e, ele já está levando a prática esportiva com seriedade é melhor ter cuidado. De acordo com pesquisadores no que se refere à aprendizagem motora, a modalidade esportiva, por competição ou na fase do treinamento, não combina com crianças na faixa etária de até 12 anos, pois, o risco de lesões neste período é maior pelo fato do corpo dessas crianças estar em desenvolvimento.

Nahas 2001, salienta que na Educação Física tem-se observado que o maior problema é estabelecer prioridades educacionais para cada faixa etária ou série, de acordo com as características e necessidades de cada nível escolar.

Sabe-se que algumas especialidades médicas, especificamente os ortopedistas, salientam que até os cinco anos a criança não tem controle neuropsicomotor para a prática esportiva.

Diversos autores, entre eles Gallahue (2005) relatam que a idéia nesse período (até os 12 anos) é estimular os movimentos de forma recreativa. Diante da afirmativa do citado autor, compreende-se que os pais, e, principalmente os professores de Educação Física devem proporcionar às crianças o maior número de movimentos possíveis, aumentando, assim, o repertório motor e contribuindo para que no futuro a criança possa praticar adequadamente qualquer modalidade esportiva. Pactua-se que a criança que pratica esporte desenvolve a sociabilização, relacionando-se adequadamente em grupo.

Especialistas da medicina esportiva relatam que lesões que anteriormente atingiam somente adolescentes e adultos, atualmente já são cada vez mais freqüentes em crianças menores de 12 anos, especificamente dos nove aos onze anos, e, isso ocorre porque há excesso nas práticas, bem como, sobrecarga nos exercícios.

Como professor de Educação Física compreendo que a natação é uma das modalidades esportivas mais indicadas para que a criança inicie suas atividades, pois não há impacto, e, desse modo, não irá provocar lesões. Por exemplo: bebês de aproximadamente seis meses podem ser iniciados, é claro que eles não irão nadar, mas serão estimulados a executar diversos movimentos. Orienta-se que a duração de uma aula para bebês deve ser em média de 30 minutos

Não é somente a natação, há varias modalidades esportivas que podem ser praticadas na infância, mas não devem ser competitivas e sim com a realização de festivais, incentivando a participação e não a competição, com pais a beira da quadra ou do campo gritando para seu filho e querendo vencer a qualquer custo. Neste caso a competição pode desestimular a criança para o esporte, ainda, nota-se que os festivais evitam o esforço exagerado diminuindo o risco de lesões.

Para cada modalidade esportiva, existe a idade correta, sendo importante na hora da escolha, diferenciar atividade de exercício físico. A atividade pode-se compreender como qualquer movimento que leve ao gasto de energia, sendo: executar movimentos e estimular os músculos das mãos, dos braços, das pernas, realizando principalmente movimentos naturais, como andar e correr, e, que tenha acima de tudo aval dos especialistas da Educação Física; já os exercícios físicos, são sequências de movimentos com o objetivo de alcançar melhor performance, seja em modalidades individuais ou coletivas.

Quem praticar adequadamente qualquer tipo de esporte ou atividade física desde cedo, certamente estará trilhando bom caminho para uma vida adulta saudável, sem precisar iniciar obrigatoriamente, isto é, quando procurar um médico.

Referências


GALLAHUE, David L. Compreendendo o desenvolvimento motor – bebês, crianças, adolescentes e adultos. 3 ed. São Paulo. Phorte Editora. 2005.

NAHAS, M. Atividade física, saúde e qualidade de vida. Londrina: Midiograf, 2001.


Retirei daqui

http://vidafit.com.br/wp-content/uploads/2014/04/lombalgia_x_musculos_core.jpg

Os programas de treinamento do CORE (core training) são feitos de forma a atingir todos os grupos musculares de coluna, tronco e pelve para ser efetivo e funcionam controlando movimentos, transferindo energia, transferir peso e deslocamento em qualquer direção.

Os 29 músculos que se inserem no complexo quadril-lombar-pelve e são divididos em 2 (duas) categorias: sistema de estabilização e sistema de movimento.

Sistema de movimento:  Grande Dorsal, Eretor da coluna, Ilíopsas, Isquios Tibiais, Adutores do Quadril (Adutor magno, Adutor longo, Grácil, Pectineus), Abdutores do quadril (Glúteo mínimo, Glúteo médio, Tensor da fáscia lata), Reto abdominal, Oblíquo externo.

Sistema de estabilização: Transverso abdominal, Oblíquo interno, multífido lombar, músculos do assoalho pélvico, diafragma, transverso espinal.

Exercícios para o fortalecimento do core podem ser feitos de forma isolada, com o trabalho tradicional, ou com exercícios mais complexos, usando o treino funcional. No formato tradicional vamos trabalhar os músculos do core através de séries e repetições e nos formatos do treinamento funcional. Além das séries e repetições, num treino mais complexo, podemos ter o trabalho com isometria, isto é, mantendo sua contração para dar suporte a outros movimentos, que não necessariamente estão relacionados ao core.

Eles podem ser realizados em casa sem a necessidade de nenhum equipamento ou acessório e também podem ser realizados com máquinas, halteres, bola suíça, bosu, disco de equilíbrio, entre outros.

Vou te apresentar um breve guia ilustrado que você irá encontrar mais de 150 exercícios para para proteger seu Core, de todas as formas, tronco, costas, abdômen e peitoral,Membros Superiores e Inferiores, reforçando e protegendo peitoral, tríceps, bíceps, coxas, adutores, abdutores panturrilhas joelhos, quadris e tornozelos. Este guia é parte integrada dos demais volumes Exercícios e Fisioterapia, onde você encontrará exercícios para, com diversos implementos como: Faixa Elástica, bola, Foam Roller e Peso do Corpo. Além das instruções detalhadas, você encontrará links para vídeos demonstrativos de todos os vídeos.




É uma ótima oportunidade de ter exercícios fundamentais para ajudar no trabalho do CORE!


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Para quem gosta de intensidade na musculação, com certeza utiliza o método de rest-pause nos seus treinamentos. Isso porque é um dos métodos mais intensos que tem.

Ele é intenso porque faz o praticante chegar ao seu limite.  Por exemplo, pegue um exercício que você consegue fazer 10 repetições até chegar a falha.  Pelo método de treinamento rest-pause, você vai seguir o processo para completar uma série:

- Faça as 10 repetições do exercício.
- Descanse 15 segundos.
- Faça quantas repetições aguentar do mesmo exercício.
- Descanse 15 segundos
- Faça quantas repetições aguentar do mesmo exercício.

A intenção com esse descanso é restabelecer os níveis de ATP – composto químico complexo responsável pelo armazenamento de energia, presente em todas as células musculares e que o corpo permite utilizar para explosões de curta duração.

https://cdn.muscleandstrength.com/sites/default/files/field/image/article/rest-pause.jpg

Atenção: usar rest-pause em exercícios isoladores ou para músculos muito pequenos (exceto panturrilhas), pode facilitar o overtraining. Portanto, o rest-pause se adapta melhor em rotinas de treinamento com exercícios compostos do que com isoladores.

Recomenda-se um instrutor ou parceiro de treino para observar o exercício, pronto para ajudar se faltar força e o músculo falhar no meio do movimento.

Agora, se você está interessado em saber os segredos da Hipertrofia, vou te dar uma dica bacana. Clique no banner abaixo para saber mais!


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Já está mais do que na hora das pessoas saberem que o exercício físico é uma ótima saída para quem tem dores nas costas. Tudo bem que essas dores podem ser passageiras mas sempre é bom preveni-las.

Composta por uma série de ossos, chamados vértebras, a coluna é uma estrutura sensível com diversas funções, entre elas proteger a medula espinhal, suportar o peso do corpo, sustentar membros como a cintura pélvica e dar flexibilidade e mobilidade. Ela é dividida em cinco regiões: cervical, torácica, lombar, sacro e coccígeas.

A região lombar costuma ser a campeã de reclamações. Há quem diga que, em número de visitas ao médico, ela só perde para o resfriado. Apesar de ser muito comum, é um problema que, quase na maioria das vezes, se resolve espontaneamente, ou seja, sem precisar de tratamento ou medicação.

Excesso de peso, sedentarismo, má postura, esforço repetitivo podem ser uma das causas da dar. Mas se o incômodo durar mais do que duas semanas, é bom procurar um médico ou fisioterapeuta. Dor nas costas após um trauma ou que acompanhe sintomas como febre, perda de peso ou fraqueza muscular devem ser analisadas o quanto antes por um especialista.

A prática regular de atividade física é muito benéfica para quem sofre com dores nas costas. Porém, por ser um esporte de impacto, a corrida pode sobrecarregar ainda mais a coluna caso o atleta não esteja devidamente preparado. É fundamental que o corredor faça um bom trabalho de fortalecimento do core para atenuar o impacto. Usar um tênis apropriado à sua pisada e investir no alongamento também ajudam a prevenir dores nas costas.

Cada caso é um caso e, por isso, essa decisão deve ser tomada junto com um especialista e sob a supervisão de um treinador. Pacientes com hérnia de disco, por exemplo, devem evitar exageros para evitar crises de dor aguda e a piora do quadro clínico.

Por isso, é sempre bom ter um profissional de educação física orientando a prática da atividade física. A prevenção para que essas dores não apareçam/piorem é fundamental para uma boa qualidade de vida.

Até a próxima!
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Basta exagerar um pouco no consumo de guloseimas e petiscos que a intoxicação bate a sua porta e causa estragos. Falta de apetite, inchaço, náuseas, vômitos e diarreia são apenas alguns dos sintomas.

Sem falar aquela sensação de que passou da conta.

A desintoxicação consiste no processo de eliminação dos excessos e das toxinas acumuladas no organismo.

Essas toxinas são substâncias nocivas encontradas em aditivos, conservantes, corantes, adoçantes ou mesmo na poluição. Se por um lado, a alimentação pode causar intoxicação, por outro lado, existem alimentos como frutas e grãos, que ajudam a desintoxicar o organismo de forma natural e saudável.

A seguir, a nutricionista da Unifesp e da Fundação Uniban, Ana Maria Figueiredo preparou uma lista com alimentos para lá de recomendados para esta missão.

O abacaxi é diurético, facilita a digestão, especialmente de carnes, e desobstrui o fígado

Rico em fibras, o arroz integral faz o intestino funcionar melhor e favorece a eliminação de toxinas, mantendo a pele saudável.

A maçã é rica em fibras, que funcionam como esponja dentro das artérias limpando o sangue do colesterol. É recomendada nas afecções de estômago, bexiga e rins. Antiácidas, ativam o fígado e dissolvem o ácido úrico, que retém líquidos no organismo.

Além de adoçar sucos e chás, o mel pode ajudar a tratar muitas doenças, como gripe, asma, amigdalite e bronquite. Delicioso e fresco ainda auxilia problemas de circulação e dos músculos.

A melancia tem propriedade refrescante e diurética, ajudando a limpar o organismo. Uma ótima receita é preparar o suco de melancia com gengibre, outro poderoso desintoxicante.

A laranja tem ação desintoxicante e auxilia o funcionamento intestinal, principalmente quando ingerida com o bagaço.

O gengibre estimula a digestão, alivia a constipação intestinal e ativa o metabolismo. Contém quantidades pequenas de vitamina C, cálcio, potássio, ferro, fósforo e magnésio. É rico em fibras e é usado como um alimento digestivo e refrescante.

A couve carrega doses de ferros, que ajuda na formação de hemoglobina que transporta oxigênio para os tecidos.

A berinjela é muito digestiva, nutritiva e laxante, por esse motivo é indicada nos casos de indigestão e prisão de ventre.

A hortelã é uma erva rica em vitaminas A,B e C, minerais (cálcio, fósforo, ferro e potássio), que exercem ação tônica e estimulante sobre o aparelho digestivo, pode ser utilizada em chás, saladas e preparações em geral. Uma boa pedida é o suco de abacaxi com hortelã.

O salsão é rico em fibras, que favorecem o trânsito intestinal.

Fonte: Minhavida.com


A hiponatremia é caracterizada pela concentração abaixo de 130 mmol/L de Sódio no sangue e pode ser provocada pela perda prolongada de água e eletrólitos, pelo suor sem a reposição adequada, e pela retenção hídrica. (GOWDAK et al., 2010, p. 665).

A hiponatremia é uma condição rara (~1/1.000 atletas que terminam a corrida) que afeta principalmente atletas que correm devagar em maratonas (> 4 horas) e triatlos (> 9 a 13 horas). Os atletas são encorajados a não se hidratarem de modo exagerado ou a evitarem a desidratação, porque ambas as situações podem ter conseqüências significativas. A desidratação, em especial durante o clima quente, ocorre com mais freqüência e também é potencialmente letal. A mensagem é ingerir líquido de modo inteligente, não o máximo. (POWERS; HOWLEY, 2009, p. 525)

De acordo com McArdle, Katch, Katch (2008, p.78) os principais fatores que predispõem para a hiponatremia são:

  • Exercício de alta intensidade prolongado em clima quente.
  • Maior perda de sódio associada à produção de suor contendo uma alta concentração de sódio, que ocorre com freqüência em indivíduos precariamente condicionados.
  • Início de uma atividade física em um estado de depleção de sódio em virtude de uma dieta “isenta de sal” ou “pobre em sódio.”
  • Uso de medicação diurética para a hipertensão.
  • Ingestão freqüente de grandes quantidades de um líquido isento de sódio durante o exercício prolongado.


Normalmente são necessárias de 12 a 24 horas para uma reidratação adequada, sendo que as bebidas e os alimentos que os atletas ingerem podem fornecer a água e o cloreto de sódio necessários para recuperar o estado normal de hidratação. Entretanto, há várias opções durante o treino e a competição que evitam que os atletas tenham que esperar todo esse tempo.

A transpiração excessiva decorrente de exercício acarreta perda de água corporal e de sais minerais. Essas perdas devem ser repostas durante e após o exercício, e na maioria dos casos é desnecessário fazer suplementação mineral.

Referencias:

GOWDAK, Márcia Maria Godoy; Carioba, Roberta Queiroz Paes de Barros Muller; Costa, Camila Ortiz Prospero Cavalcante; Carvalho, Glauce Lamoglie de. Nutrição aplicada á atividade física. In: Negrão, Carlos Eduardo; Barreto, Antonio Carlos Pereira. (Org.) Cardiologia do Exercício: Do Atleta ao Cardiopata. 3º Ed. Barueri-SP: Manole, 2010.
GUYTON, A.C.; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. 9º ed., Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 1997.
MCARDLE, Willian D.; Katch, Frank I; Katch, Victor L. Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 6º ed. Rio de Janeiro – RJ: Guanabara Koogan, 2008.

Bike

A gente já sabia mas é sempre bom reforçar uma coisa boa quando é comprovada por um estudo. Um estudo com 45 mil dinamarqueses entre de 50 a 65 anos que foi publicado periódico Circulation, da Associação Americana do Coração, descobriu que as pessoas que usam a bicicleta para se deslocar de casa para o trabalho, ou por pura recreação, tem um risco de 11% a 18% menor de sofrer ataques cardíacos. E veja: apenas meia hora de pedaladas por semana já resguardam o coração.
Estima-se que durante os 20 anos de duração da pesquisa,  cerca de 7% dos infartos poderiam ter sido evitados com o uso regular da magrela.
Embora os cientistas sejam cautelosos e afirmem que não dá para cravar com certeza esse benefício do ciclismo urbano, outros levantamentos seguem a mesma direção. Por exemplo: em um artigo que também foi divulgado em um periódico da Associação Americana do Coração, 20 mil suecos de 40 a 60 anos foram acompanhados durante uma década. Resultado: os ciclistas possuíam uma probabilidade 15% menor de serem obesos, 13% menor de sofrerem com pressão alta, 15% menor de apresentar colesterol alto e 12% menor de desenvolver diabete.
Motivos de sobra para não ficar parado no sofá, né não?

Atire a primeira pedra quem nunca ouvir falar que a prática do spinning é uma das melhores atividades para a perda de peso. De fato, o treino em bicicletas ergométricas, com variação de peso e ritmo da pedalada, pode ser uma ótima saída para eliminar os quilinhos a mais. Só que tem muita gente que não gosta de fazer spinning porque pensa que esse tipo de aula força os joelhos, ocasionando uma lesão. Mas não é bem assim. Basta se posicionar corretamente na bike antes de começar e o seu treinamento será seguro e eficiente.

Veja algumas recomendações para que as lesões não apareçam:

Altura do banco
Antes de subir, fique ao lado do banco e ajuste-o na altura do osso do quadril. Ao sentar na bike, o seu joelho ficará um pouco flexionado quando o pedal estiver embaixo

Distância do banco para o guidão
É a medida do seu antebraço, do cotovelo até a mão fechada. Para conferir, ao sentar, o seu joelho não deve ultrapassar a linha da ponta do pé

Altura do guidão
Deixe-o mais alto que o banco. Isso garante uma pedalada confortável

Ajuste do firma-pé
Prenda o tênis na fita, deixando-o firme, e coloque o cadarço para dentro, para não enroscar no pedal

Li uma pesquisa, com testes feitos pela professora Vivi Motta, da Cia. Athletica, com profissionais do Laboratório de Metabolismo da Universidade de São Paulo (USP), que comprovam: em uma hora de spinning, as mulheres chegam a gastar 570 calorias – os homens podem perder 870. Ou seja: o equivalente a pular corda por duas horas ou caminhar durante quatro horas.

E aí, você vai deixar de aproveitar os benefícios desta atividade?

Durante a atividade física, seu corpo perde muito líquido através do suor, afinal a forma que ele encontra para manter a temperatura a 37°C é evaporar água pela pele.

Alguns cuidados têm que ser tomados para uma atividade segura, como usar roupas apropriadas, fazer uma avaliação médica e se hidratar bem. Aliás, a hidratação é um dos aspectos mais importantes antes, durante e após uma atividade física.

A água é o maior componente do corpo humano, ocupando entre 45% e 70% de seu volume, e possui papel importantíssimo na regulação da temperatura corporal. Durante a prática de exercícios, há perdas significativas de líquidos e minerais, por isso, uma hidratação adequada é fundamental para que o rendimento físico e a saúde não sejam prejudicados.

Durante a prática esportiva, a taxa de transpiração é altamente variável, oscilando entre 1 e 2 litros de líquidos por hora de exercício, dependendo do ritmo e intensidade. Por isso é muito importante tomar cuidado com a desidratação.

O reconhecimento dos sinais e sintomas da desidratação pelo profissional é fundamental. Quando leve a moderada, ela se manifesta com fadiga, perda de apetite e sede, pele vermelha, intolerância ao calor, tontura, oligúria e aumento da concentração urinária. Quando grave, ocorre dificuldade para engolir, perda de equilíbrio, a pele se apresenta seca e murcha, olhos afundados e visão fosca, disúria, pele dormente, delírio e espasmos musculares.

A desidratação, como conseqüência das perdas de água pelo suor, origina uma série de alterações, tais como aumento da freqüência do pulso, da temperatura retal, da respiração, da concentração do sangue, a diminuição do volume de sangue, dificuldades na circulação, formigamento e intumescimento das mãos e dos pés. Podem perder-se a totalidade das reservas de glicogênio, de lipídios e cerca de metade da proteína corporal sem que a vida corra um perigo real, mas quando a perda de água por desidratação excede os 7%, há uma elevação da temperatura e, como resultado, surge o sobreaquecimento de alguns tecidos, podendo ocorrer um choque térmico, cujas conseqüências podem ser fatais, caso não haja uma intervenção rápida. Assim, para que o organismo funcione bem, é necessário repor a água e sais minerais que se perdem de forma a proporcionar um equilíbrio entre a entrada e a saída da mesma.

Uma forma prática de ficar bem hidratada nos dias de atividade física é tomar água fresca em pequenos goles, antes e durante os treinos. E também consumir bebidas esportivas, como as isotônicas, que são preparadas com os ingredientes ideais para hidratar o seu organismo em poucos minutos.



Geralmente, um circuito motor é realizado na quadra de esportes e com materiais especiais, possibilitando exercícios como subir, descer, correr, saltar, equilibrar, entre outros. A intenção de cada estação é trabalhar um objetivo com os alunos desenvolvendo suas habilidades. A Educação Física tem essa responsabilidade com o desenvolvimento do corpo. O circuito alcança bons resultados nas crianças, pois o que para elas é uma diversão, para nós é uma evolução.

Entre as habilidades desenvolvidas na atividade estão equilíbrio, lateralidade, força e resistência. Através do circuito, os professores notaram algumas dificuldades dos alunos nessas áreas e, assim, poderão trabalhar de maneira mais direcionada, possibilitando que os alunos fiquem cada vez mais saudáveis.

Há algumas etapas que podem ser utilizadas para que as crianças entendam a melhor forma de fazer esta atividade.

As representações espaciais (esquemas, desenhos, mapas) substituem a ação direta sobre o ambiente e a percepção imediata, comunicando informações espaciais. Do ponto de vista didático, o desenho e os problemas próprios da representação plana são um meio ideal para provocar, intencionalmente, o início da conceituação de alguns aspectos do ambiente físico. Eles também são uma possibilidade de iniciar os alunos nos primeiros conhecimentos geométricos.

Percorrer circuitos é sempre uma ótima ideia

Como primeiras atividades, organize no pátio da escola percursos ou labirintos, confeccionados com diferentes materiais: cordas, bancos, caixas, caixotes, pneus, bambolês, mesas, tábuas (você pode utilizá-las para fazer planos inclinados ou pontes), etc.

Convide as crianças percorrerem esse circuito, explorando o espaço de diferentes maneiras: subindo, descendo, agachando-se, arrastando-se, pulando, passando por cima, por baixo, rodeando, equilibrando-se, pulando, passando por pontes e corredores, entrando e saindo de caixas e túneis de diferentes tamanhos, etc.

Conforme as crianças se familiarizam com esse tipo de atividade, você pode propor que te ajudem a confeccionar os circuitos. Imaginar possíveis trajetos e diferentes maneiras para percorrê-los é uma forma de antecipar as ações que serão realizadas.

Organize as crianças em grupos de quatro. Entregue para cada grupo uma representação de um circuito que deverão montar. Os desenhos também são meios para a representação de idéias espaciais.

Em outro momento, proponha que, em grupos, as crianças desenhem um circuito que deverá ser percorrido por outro grupo. Oriente-os para que discutam e entrem em acordo sobre a produção final, analisando todos os pontos de vista, relembrando as informações listadas que precisarão aparecer nos desenhos




Os benefícios da corrida vão desde uma melhora na capacidade cardiopulmonar, mais disposição, até o alívio do estresse. Na corrida, uma grande quantidade de energia é consumida. Isso combinado à uma dieta balanceada leva também à perda de peso. Não é novidade que a corrida vem sendo praticada por um numero cada vez maior de pessoas.

Para começar a correr é importante fazer um ckeck-up do seu estado de saúde. Além do aval médico, você deve procurar também orientações de um especialista da área. Ele vai ajudar a evitar lesões, corrigir postura, vai cuidar da respiração na hora da corrida e oferece dicas importantes tanto para os treinos cotidianos quanto para as competições. A presença de um profissional de Educação Física é essencial nesta fase.

Nesta fase inicial, usamos muito a frase devagar e sempre! É preferível correr devagar e correr mais, do que correr rápido e por pouco tempo. Com o passar dos dias, é indicado diminuir a duração da caminhada, aumentar o da corrida e continuar evoluindo até correr continuamente. Não se importe em imprimir um ritmo forte na hora da corrida no inicio. O uso de roupas confortáveis, leves e um tênis especifico para corrida também é importante para essa adequação.

Para quem já corre e quer melhorar a performance, é preciso alterar a frequência e a intensidade do exercício. A primeira dica é aumentar o volume de treino, adicionando mais dias à rotina. Quando atingir 5 ou 6 dias de prática na semana, comece a aumentar alternadamente a distância percorrida em cada dia.

Depois de alcançar um bom volume de treino, você pode focar na velocidade da corrida. E atnção ao próprio corpo para não causar fadiga excessiva ou causar uma lesão!

Devagar e sempre, todos os objetivos são atingidos na corrida. Boa sorte!

Você vive com dores nos pés, nos tornozelos e nos joelhos e não sabe o que fazer para se livrar desse incômodo? Talvez, o vilão seja seu quadril enfraquecido.

O quadril é responsável por sustentar o corpo, além de ajudar também a articular o fêmur, osso da coxa, e o osso da bacia. O encaixe desses ossos com o quadril deve ser perfeito e macio e, por isso, há uma cartilagem nessa região para amortecer esse contato.
No entanto, podem existir algumas alterações anatômicas nesse encaixe que podem piorar ainda mais por erros de postura ou com movimentos muito amplos, como os de alguns exercícios feitos na academia, por exemplo – por isso, é importante realizar esses exercícios do jeito correto e ainda outros que ajudam a fortalecer essa região e evitar lesões mais graves

Veja três exercícios que vão ajudar a fortalecer essa região:

Elevação da pelve: deitado, de costas para o chão, com pés um pouco afastados, apoiados no chão com os calcanhares bem próximos dos glúteos. Os braços podem ficam estendidos ao longo do corpo, apoiados no chão. O objetivo é elevar o quadril partindo da contração dos glúteos e do abdômen. Pressionando toda a musculatura interna do quadril e da coxa, como se quisesse apertar uma bola de futebol entre seus joelhos. Segure a posição por cinco segundos (5”) e repita o movimento 10 vezes.

Elevação com apoio unilateral: partindo da posição anterior, estender uma das pernas para cima, apontando o pé para o teto e mantê-la durante todo o movimento. Elevar e descer o quadril com apoio somente no pé que está no solo, sem deixar o quadril bater no chão. Faça 10 repetições com cada perna segurando 2” quando o quadril estiver em cima.

Elevação e extensão com apoio unilateral: a partir do movimento citado acima, segurar o quadril elevado enquanto a perna que está para cima, desce e sobe sem bater no chão. O grande desafio aqui é manter o quadril elevado mesmo em movimento. Faça 10 repetições com cada perna, descendo em 2” e subindo em 2" enquanto o quadril fica sustentado pela perna de apoio.

Dicas importantes:

- Mantenha todos os músculos dessa região contraídos durante a execução. Imagine que está apertando uma bola entre as coxas.
- O pé de apoio deve fazer pressão no chão com o calcanhar, de maneira que não tenha apoio dos dedos.
- Mantenha a respiração calma e controlada sem relaxar a parte mais baixa do abdômen (região do umbigo para baixo).
- Repita os três exercícios acima contando assim uma série. Na primeira semana, faça duas séries. Na segunda e na terceira, três séries.

A partir daí, (um mês depois) aumente o numero de repetições para 15 a 20, mantendo as três séries.


A Educação Física é uma ferramenta educacional de interação e cooperação, deve ser trabalhado a fim de atender a todos os alunos; desenvolvendo atividades físicas, recreativas e psicomotoras que desenvolvam as habilidades, que socializem as potencialidades individuais.

O guia "Aulas de Educação Física para Alunos Especiais" foi elaborado para orientar e colaborar com professores e acadêmicos de Educação Física. No processo de inclusão dos alunos especiais nas Aulas do Ensino Regular e, também nas Instituições Especializadas, o Ebook contém além da história da inclusão, muitas atividades físicas e esportes para alunos especiais.

A Educação Física é fundamental, desenvolve o processo educativo como um todo, associando o corpo e a mente, aprimorando as habilidades físicas, morais e sociais do educando; se bem aplicada é uma excelente forma de inclusão.

Para o professor que trabalha com inclusão na escola, esse guia é imprescindível. Não perca! Por enquanto, R$ 50,00 ou até 5X no cartão.


A pliometria é um conjunto de exercícios o qual busca o alongamento seguido de um encurtamento, ou seja, uma contração concêntrica da musculatura esquelética, fazendo com que seja acumulada energia elástica na estrutura em questão. Muito usada para membros inferiores para vários esportes, ela também pode ser usada em membros superiores.

Vamos ao exemplo



Com as palmas das mãos e as pontas dos pés apoiadas no chão, as pernas e os braços estendidos e o tronco alinhado com o quadril.



Flexione os cotovelos, levando o peito na direção do solo. Atenção para não curvar a coluna.


Dê um impulso com os braços, jogando o corpo para cima, bata palma e apoie as mãos no chão novamente para repetir a flexão.

É importante saber que:

Iniciantes devem fazer 2 séries de 4 repetições
Intermediárias devem fazer 3 séries de 6 repetições
Avançadas devem fazer 4 séries de 8 repetições.
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